MATO GROSSO
Pesquisa online feita pela Secretaria de Cultura busca mapear capoeira em MT
MATO GROSSO
Um mapeamento está sendo feito para identificar mestres, grupos e praticantes da capoeira em Mato Grosso. A pesquisa é online e a proposta é utilizar as informações para subsidiar políticas públicas de fomento, preservação e valorização dessa prática cultural e esportiva no Estado. O formulário está disponível para preenchimento na plataforma de pesquisas da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
O projeto é realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-MT), Federação Mato-Grossense de Capoeira e Fórum de Capoeira de Mato Grosso, com o apoio da Secel.
“A participação e o engajamento dos mestres, grupos, estudantes e praticantes da capoeira é fundamental para que possamos concluir o mapeamento. Precisamos dessas informações para que órgãos públicos e entidades envolvidas na salvaguarda da capoeira possam criar ações e projetos fortalecimento da capoeira em Mato Grosso”, ressalta o secretário da Secel, Jefferson Neves.
A capoeira é reconhecida pelo Iphan como patrimônio cultural e imaterial brasileiro desde 2008, e a pesquisa busca mapear quais grupos existem e em quais municípios eles atuam. Assim, o mapeamento poderá reunir essas pessoas, órgãos públicos e instituições para promover discussões e, depois, subsidiar a criação do Plano Estadual da Salvaguarda da Capoeira.
Outro objetivo é garantir o repasse dos saberes às gerações. “A ideia é identificar quem são e onde estão os detentores dos conhecimentos tradicionais, bem como os responsáveis pela transmissão de suas práticas, rituais e herança cultural”, complementa o antropólogo do Iphan, Francimário Santos.
O mapeamento é dividido por categorias: espaços e grupos, mestres, praticantes e pesquisadores.
Quem tiver dúvidas sobre o preenchimento ou quiser saber mais sobre a pesquisa, pode entrar em contato pelo francimario.santos@iphan.gov.br ou telefone (65) 3322.9904.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Reforma tributária deve mudar custos e exigir revisão de contratos na saúde
Empresas de saúde terão de olhar além das alíquotas para avaliar os efeitos da reforma tributária sobre seus resultados. O perfil dos fornecedores, o aproveitamento de créditos e as condições dos contratos estão entre os fatores que podem influenciar os custos e o planejamento financeiro de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos do setor.
Esses impactos foram discutidos em Cuiabá durante o Saúde à Mesa, promovido pelo Sindicato das Empresas de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), em parceria com a FCS Advogados e patrocínio da Huma. A palestra dos advogados Alex Ferreira e Thayelle Vendramini abordou as mudanças na tributação do consumo e da renda e seus reflexos para empresas, sócios e profissionais da saúde.
Uma simulação apresentada por Ferreira ilustrou o peso dos créditos tributários no resultado financeiro. Ao comparar dois hospitais com a mesma receita, mas diferentes níveis de aproveitamento de créditos, o exemplo mostrou uma diferença no tributo a recolher equivalente a 3% do faturamento. O exercício evidenciou como a composição das compras e a organização dos controles podem influenciar o valor a pagar.
Segundo o advogado, os efeitos para cada estabelecimento dependem também do perfil de seus contratantes e das condições negociadas com fornecedores. A preparação passa pela revisão de preços, organização dos documentos fiscais, identificação do regime tributário dos parceiros comerciais e adequação dos sistemas de gestão.
A análise incluiu o funcionamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a transição para o novo modelo e as particularidades das relações entre prestadores, operadoras de planos de saúde, entidades filantrópicas e poder público.
Os contratos de longa duração também exigem atenção. A orientação apresentada foi integrar as áreas jurídica, contábil, financeira e de compras para avaliar os efeitos das mudanças sobre os compromissos assumidos e planejar a adaptação dos negócios.
Além dos custos das empresas, o encontro discutiu os reflexos sobre a renda de sócios e profissionais da saúde. Thayelle Vendramini abordou a tributação de dividendos, a retenção na fonte e a apuração do Imposto de Renda mínimo sobre rendimentos elevados. Os exemplos relacionaram a distribuição de lucros, os valores recebidos ao longo do ano e o ajuste anual.
Para a diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West, o acesso à informação é fundamental para preparar os estabelecimentos para esse cenário.
“A reforma tributária exige atenção e planejamento das empresas do setor da saúde. Com o Saúde à Mesa, o Sindessmat busca aproximar os gestores de especialistas e oferecer informações que apoiem decisões mais seguras. Nosso compromisso é fortalecer as instituições que representamos, promovendo diálogo e conhecimento para que possam se preparar para as mudanças e seguir oferecendo uma assistência de qualidade à população”, destaca.
O presidente do Sindessmat, Dr. Altino José de Souza, afirmou que a iniciativa abre uma série de encontros voltados aos associados, com temas que afetam a gestão dos estabelecimentos.
“Foi uma experiência para avaliarmos a adesão e o interesse de nossos associados, e a avaliação é positiva. Nossa parceria com a FCS Advogados sempre rende bons frutos, com conteúdo atualizado e que impacta na gestão dos estabelecimentos. Agradecemos também o apoio da Huma – Cotações e Compras Eletrônicas LTDA, que apresentou uma ferramenta que pode ser utilizada pelos estabelecimentos e nos ajudou a realizar esse encontro.”
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