MATO GROSSO
Dois motoristas são presos e 17 carros removidos na Operação Lei Seca
MATO GROSSO
Dois motoristas dirigindo sob o efeito de álcool foram presos e 17 carros apreendidos durante a 19ª Operação Lei Seca, realizada na noite do domingo (19.02), no Km 16 da MT-251, no Distrito Coxipó do Ouro, saída de Cuiabá para o município de Chapada dos Guimarães.
Durante a fiscalização integrada, foram realizados 142 testes de alcoolemia e abordados 141 veículos, sendo 17 removidos ou apreendidos por irregularidades. Os agentes confeccionaram 32 Autos de Infração de Trânsito (AIT), entre eles, onze por condução do veículo sem registro ou licenciamento, dois por não possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e cinco por condução sob o efeito de álcool, entre outros descumprimentos à legislação de trânsito.
Pela legislação, o condutor que apresentar índice de álcool no sangue superior a 0,33 miligramas por litro de ar expelido no teste do etilômetro é preso em flagrante, deve pagar multa no valor de R$ 2.934,70 e tem a CNH suspensa, além de responder por crime de embriaguez ao volante previsto no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro. Abaixo de 0,33mg/l, o condutor é autuado, tem CNH retida e paga multa.
A 19ª Operação Lei Seca foi realizada pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e contou com o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, Delegacia de Delitos de Trânsito (Deletran), Detran, Socioeducativo, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal e Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob).
Multa positiva
Na sexta-feira (18.02), durante a 18ª edição da operação Lei Seca, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá, houve o lançamento de uma campanha de conscientização pelo trânsito seguro, realizada pela Sesp-MT. Durante a ação, os motoristas flagrados conduzindo seus veículos conforme as regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) receberam a “multa positiva”.
A iniciativa, executada por meio do GGI, visa incentivar ainda mais a responsabilidade no trânsito e atuar de forma preventiva, especialmente no enfrentamento da combinação de álcool e direção, uma das principais causas de acidentes e mortes no trânsito.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa
O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.
Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.
“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.
O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.
“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.
Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.
Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.
“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.
Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.
“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.
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