MATO GROSSO
Obra do Batalhão dos Bombeiros no Distrito Industrial está 60% concluída
MATO GROSSO
A obra de construção da sede da 3ª Companhia de Bombeiros Militar no Distrito Industrial, em Cuiabá, está 60% concluída. A unidade contará com um centro de treinamento para formação e capacitação de bombeiros militares, com salas de aulas e instrumentos de treinamento, como contêineres.
“A unidade do Distrito Industrial é um pedido antigo da nossa corporação, mas somente agora, graças à gestão Mauro Mendes, que a população está vendo esta obra realmente sair do papel”, afirmou o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Alessandro Borges.
A nova sede será importante para otimizar os atendimentos no Distrito e bairros próximos, como o Pedra 90, diminuindo o tempo de resposta nas ocorrências. A nova unidade também irá contar com uma equipe especializada em atendimentos envolvendo produtos perigosos, já que a região conta com indústrias e alto fluxo de veículos pesados com produtos inflamáveis.
O investimento realizado na construção da unidade chega a R$ 4,2 milhões, com recursos do Governo do Estado e do Ministério Público Estadual, por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
Além desta unidade em Cuiabá, o Governo de Mato Grosso também irá construir outras duas unidades em Sorriso e Primavera do Leste. As novas companhias garantirão o reforço da atuação da corporação no Estado.
Em Sorriso, o novo quartel da 10ª Companhia Independente Bombeiro Militar tem o investimento total de R$ 4,9 milhões com recursos do Governo de Mato Grosso e da Prefeitura Municipal. A unidade será construída ao lado do prédio já existente da Companhia.
Já no município de Primavera do Leste será realizada a construção do quartel da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar em parceria com a Prefeitura. O investimento total de R$ 3,3 milhões vai proporcionar maior agilidade nos atendimentos para a população por ficar localizada na região central da cidade.
“O município de Primavera do Leste tem recebido muitos investimentos do Governo de Mato Grosso, como viaturas para o combate a incêndios florestais. Essa nova unidade será essencial para comportar todo o suporte e investimento realizado pelo Governo do Estado. Estaremos localizados na região central do município, garantindo uma maior agilidade nos atendimentos para a população”, afirma o comandante da Companhia Independente capitão Bruno Rebouças.
Mais investimentos
Ao longo de quatro anos, o Governo de Mato Grosso investiu cerca de R$ 70 milhões em novas unidades, equipamentos, fardas e viaturas no Corpo de Bombeiros. Os investimentos realizados durante a gestão garantem excelência e agilidade no atendimento de ocorrências, além de reforço no combate a incêndios florestais e urbanos.
“O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso vive o seu melhor momento por causa dos investimentos realizados pelo Governo do Estado. O nosso potencial cresceu e agora contamos com muito mais viaturas e equipamentos de alta tecnologia que garantem o melhor atendimento para a população mato-grossense”, afirma o comandante-geral.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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