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PM prende quadrilha e apreende uma tonelada e meia de defensivos agrícolas

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Uma quadrilha foi presa e cerca de 1.500 kg de defensivos agrícolas, entre líquidos e sólidos, por policiais militares da Força Tática do 3º e do 4º Comandos Regionais, na noite desta sexta-feira (24.02), em duas ações registradas nos municípios de Sorriso e Rondonópolis. As prisões em flagrante foram feitas em Rondópolis. 

Durante patrulhamento pelo bairro Jardim Carolina, em Sorriso, por volta de 20h, a equipe da Força Tática encontrou, em frente a um residencial, um veículo que teria sido usado em homicídios cometidos na cidade. As informações que chegaram à polícia eram de que o carro estava abandonado e que o suspeito poderia estar em uma das quitinetes, autorizando a entrada da PM.

No residencial, os policiais militares flagraram um homem pulando um muro. Ele conseguiu fugir. Em seguida, a equipe entrou na quitinete do suspeito e encontrou grande quantidade de defensivos agrícolas sem comprovação de origem, totalizando cerca de 1,3 tonelada.

Os defensivos agrícolas foram apreendidos e encaminhados para a Delegacia de Sorriso. As equipes policiais continuam em diligências em busca do suspeito foragido.

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Já em Rondonópolis, às 20h10, a equipe da Força Tática recebeu denúncias via setor de inteligência sobre uma quadrilha, localizada no bairro Jardim América, que estaria com grande quantidade de defensivos, que seriam revendidos por valor abaixo do custo no mercado.

No endereço informado, os agentes encontraram os suspeitos, três homens e uma mulher, em frente a uma residência. As caixas de defensivos agrícolas esavam no fundo do imóvel, armazenadas de forma irregular.

Ao todo, havia 200 quilos em produtos, avaliados em R$ 160 mil. Questionados sobre o material, os suspeitos informaram não saber a procedência e confessaram que venderiam os defensivos agrícolas por R$ 70 mil.

A quadrilha foi levada para a Delegacia de Rondonópolis, junto com o material apreendido.

Disque-denúncia  

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.


 

Fonte: GOV MT

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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