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‘Cavado meteorológico’ diminui temperatura em Sinop, Sorriso, Lucas e Mutum, diz instituto

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Nos últimos dias a temperatura vem baixando no Estado e, segundo o Instituto Clima Tempo, a semana vai ser encerrada com nuvens carregadas no Centro-Oeste. A queda de temperatura ocorreu devido a um “cavado” meteorológico, que é a uma região na atmosfera onde há ondulação no fluxo de ventos no sentido horário no Hemisfério Sul.

O sábado amanheceu com temperatura média de 24° em Sinop, a menor temperatura registrada esta semana, e também em Sorriso, Lucas do Rio Verde e em Nova Mutum mínima de 21°. A probabilidade de chuvas hoje é de 67% durante todo o dia, amanhã a mínima é de 22° e máxima 29°. Já na segunda, a semana inicia com mínima de 21° e máxima de 31°, com 90% de chances de pancadas de chuva à tarde e noite.

Em Cuiabá e em Rondonópolis, a máxima de hoje é de 33°, com 90% de possibilidade de chuvas à tarde. No domingo a máxima não deve passar os 32°, com mínima de 23° e, na segunda 24° com máxima de 33°.

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Já em Guarantã do Norte, a máxima prevista hoje e amanhã é de 29°, com possibilidade de chuvas a qualquer hora do dia, na segunda a mínima é de 21° e a máxima chega a 31°. Em Tangará da Serra, não há previsão de chuvas hoje, com máxima de 32°, porém no domingo as chances são de 90% de pancadas de chuva, com mínima de 21° e máxima de 30°.

Só Notícias/Ana Dhein (foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo)

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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva

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A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.

Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.

Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.

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Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.

Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.

Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.

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Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.

Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.

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