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Estudantes e professores de MT podem concorrer a 100 mil dólares em prêmio internacional de sustentabilidade

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As escolas de ensino médio da rede estadual que desenvolvem projetos na área de sustentabilidade podem se inscrever no Prêmio Zayed de Sustentabilidade 2024, uma iniciativa mundial dos Emirados Árabes Unidos para incentivar o protagonismo estudantil. As inscrições devem ser feitas pelas escolas até o dia 2 de maio deste ano no portal oficial do prêmio.

O prêmio é dividido em cinco categorias: Saúde, Alimentos, Energia, Água e Escolas Secundárias Globais. A iniciativa busca apresentar soluções sustentáveis para comunidades vulneráveis, melhorando o acesso à energia elétrica, água potável de qualidade, alimentos nutritivos e cuidados com a saúde para países subdesenvolvidos.

Um fundo de US$ 3 milhões vai ser distribuído entre os vencedores das cinco categorias. A categoria Escolas Secundárias é dividida em seis regiões mundiais (Américas; Europa e Ásia Central; Oriente Médio e Norte da África; África Subsaariana; Sul da Ásia e Leste Asiático e Pacífico). Cada escola selecionada pode receber até US$ 100 mil para iniciar ou expandir o projeto.

Por meio da categoria Escolas Secundárias, direcionada aos professores e alunos do ensino médio, o prêmio estimula os jovens a desenvolver suas habilidades em liderança e sustentabilidade, assumindo um papel ativo no apoio às comunidades onde vivem.

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Os projetos vencedores serão anunciados durante a cerimônia de premiação da Conferência de Mudanças Climáticas da ONU, Emirados Árabes Unidos (COP 28 Climate Summit), que será realizada entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro deste ano.

Este ano o Prêmio completa 15 anos honrando o legado do fundador dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Zayed, e acelerando o desenvolvimento sustentável e o impacto humanitário em todo o planeta.

A inscrição deve ser feita em língua inglesa e o candidato ou escola que precisar de ajuda para preencher a ficha pode entrar em contato com a organização do prêmio pelo e-mail  zayedspbrasil@sherlockcomms.com. Para se inscrever ou saber mais sobre o prêmio acesse o link aqui.

Fonte: GOV MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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