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Mendes cobra respeito e deseja que Lula seja ‘prestigiado’ por MT

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Redação RBMT

O governador Mauro Mendes (União) reagiu às vaias que recebeu de militantes durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Rondonópolis (214,6 km de Cuiabá), na manhã desta sexta-feira (3). O chefe do Executivo não foi bem recebido pelo público após ter apoiado a reeleição fracassada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ter feito campanha contra Lula nas eleições de 2022.

Depois de ser atacado com gritos de “fora Mauro Mendes” na cerimônia de entrega de chaves do programa Minha Casa Minha Vida, o gestor discursou aos presentes. Com tom de voz alterado, Mendes endossou a defesa pela democracia e enfatizou que “as eleições já acabaram”.

“O senhor presidente tem levado o respeito à democracia em todos os seus discursos, em todos os cantos do Brasil e do mundo. O respeito à democracia é algo que todos nós temos que praticar. As eleições terminaram no mês de outubro e precisamos unir todos os brasileiros, respeitando todos os cidadãos”, iniciou.

Leia Também:  Encontro ocorre nesta quarta e quinta-feira (29 e 30.11), em Cuiabá, para discussão da Saúde Única no Estado A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) realiza na próxima quarta-feira e quinta-feira (29 e 30.11), das 07h30 às 18h, no auditório Aracuã do Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, o primeiro Simpósio de Saúde Única. Encontro visa o fortalecimento, por meio da integração intersetorial e interinstitucional, entre as áreas que atendem a saúde humana, meio ambiente e a saúde animal. A expectativa é de que participem do evento cerca de 200 profissionais, entre médicos veterinários, biólogos, técnicos do meio ambiente, agentes de Combate às Endemias e agentes Comunitário de Saúde, equipes da Defesa Civil e dos Escritórios Regionais de Saúde, policiais florestais, bombeiros, turismólogos, empresários, alunos e demais pessoas interessadas na temática. Conforme a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, a proposta é envolver os técnicos das diversas instituições para o uso consciente do conceito de saúde única. “Vamos trabalhar dividindo informações, implementando programas, desenvolvendo ações de maneira conjunta para a conservação da tríade, que é a saúde humana, saúde animal e saúde ambiental”, explica a gestora. Para a coordenadora de Vigilância em Saúde Ambiental da SES, Marlene da Costa Barros, a integração entre as temáticas pode contribuir para a eficácia das ações em Saúde pública, com redução dos riscos para a saúde global. “O conceito de Saúde Única servirá para definir as políticas, legislações, pesquisas e implementação de programas em que múltiplos setores se comunicam e trabalham em conjunto nas ações para diminuição de risco e manutenção da Saúde”, pontua Marlene. Entre os temas que serão discutidos ao longo dos dois dias de simpósio estão: o conceito da Saúde Única; doenças transmitidas por carrapatos em Mato Grosso; vigilância participativa de emergência de zoonoses com a apresentação da experiência dos sistemas no pantanal e no Brasil; os atendimentos a animais silvestres realizados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema); Inter relação da Vigilância em Saúde Ambiental e vigilância de zoonoses. 

Mendes lembrou que recebeu vaias e a reprovação de produtores rurais ao tratar da taxação do agro em outro evento. Na época, ele estava ao lado de Bolsonaro, do qual o setor agropecuário é grande apoiador.

Apesar da repulsa, Mendes destacou que foi reeleito com 70% de aprovação, justamente pelas medidas “duras” que adotou para recuperar os cofres do Estado. Nesse contexto, ele também desejou que o governo petista seja respeitado e abraçado por Mato Grosso, que concentra grande apoiadores do ex-presidente.

“Quero desejar ao senhor presidente, que daqui alguns anos, aconteça assim como aconteceu comigo no meu primeiro mandato. Comecei muito vaiado por muita gente nesse Estado, mas terminei com quase 70% de votação nas urnas em primeiro turno. Respeitarei a todos, independente de posições e opinião. A democracia diz que não importa se você ganhou com 70 ou 51%, todos tem que respeitar o presidente e o Mauro Mendes e todos aqueles que tem o dever de trabalhar pela população”, disse.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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