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Coluna – Uma ótima notícia para as brasileiras que jogam futebol

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O esporte no Brasil é recheado de ícones, mulheres e homens, muitos deles integrantes das grandes galerias mundiais, em várias modalidades. Aí estão Hortência e Oscar, no basquete; Ana Moser e Giba, no vôlei; Maria Lenk e Gustavo Borges, na natação. Cada um deles no seu espaço, reconhecidos individualmente por suas conquistas para o país. No entanto, quando se trata da craque Marta, nossa Rainha no futebol – eleita seis vezes a melhor do mundo pela Fifa -, não é raro se referirem à ela como “Pelé de saias”.

Estarei sendo preconceituoso em não concordar com essa denominação? Para alguns, talvez sim. Mas, pelo contrário, acho que a meia-atacante Marta tem um espaço que é só dela, conquistado por talento próprio, que não merece ser reduzido a uma comparação. Até porque são tempos distintos e modalidades diferentes. Os fãs de Pelé, por exemplo, discordam quando se fala que Marta fez mais gols que o Rei do Futebol, ou que bateu o recorde de gols marcados em Copas do Mundo. E ao não concordarem, reduzem o feito, como se isso fosse possível. Evidente que existe um quê de machismo nessa recusa.

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E é dessa distinção que o futebol feminino no Brasil precisa: procurar cada vez mais se desvencilhar da história campeã do futebol masculino, buscando sua trajetória própria. Aliás, não custa lembrar que as meninas da seleção já são dirigidas por uma técnica estrangeira, algo que os meninos não têm.

Mas não é fácil, somos obrigados a reconhecer. Durante anos as mulheres foram até proibidas de jogar futebol no Brasil e, ainda hoje, muitas deles sofrem preconceito por praticarem m o esporte. O olhar por aqui é ainda muito distante do que prevalece no exterior e, não é à toa que o futebol feminino pela Europa e Estados Unidos esteja bem avançado com relação ao nosso.

No último programa Sem Censura, da TV Brasil, a ministra do Esporte, Ana Moser, anunciou a intenção de o Brasil sediar a Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2027. A chegada desse Mundial, daqui a quatro anos, precisa ser confirmada, pois será efetivamente um marco para a modalidade no país. Que saibamos aproveitar o momento, trabalhar da melhor forma possível, com incentivos reais aos clubes – grandes formadores de mão de obra – para que valorizem a modalidade e invistam, não apenas por obrigação de regulamento.

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* Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil

Fonte: EBC Esportes

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“É proibido não acreditar”, diz Ricardo Gluck Paul sobre o Brasil na Copa

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Em clima de Copa do Mundo, o presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF) e vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, compartilhou análises, bastidores e expectativas sobre o futebol brasileiro durante conversa no Biodiversa Podcast, conduzido pelas apresentadoras Nélia Ruffeil e Poliana Bentes. A entrevista completa já está disponível:

Ao comentar a caminhada da Seleção Brasileira rumo ao Mundial, Ricardo demonstrou confiança e afirmou que o Brasil pode surpreender quem tem colocado outras seleções entre as favoritas.

“As pessoas estão olhando muito para a França e Portugal, mas acho que o Brasil está sendo subestimado. Eu acredito que vamos surpreender.”

Segundo Gluck Paul, a Seleção chega mais estruturada nesta edição da Copa, com um planejamento que priorizou a integração dos atletas desde a fase inicial de treinamentos.

“É a primeira vez que a seleção chega completa à sede da Copa. Isso fortalece o sentimento de grupo e mostra um trabalho que precisa ser acreditado.”

Durante a conversa, Ricardo também analisou a evolução do futebol moderno e ressaltou que a organização tática passou a ser tão importante quanto o talento individual.

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“O futebol mudou muito. A arte continua existindo, mas ela precisa estar acompanhada de organização e segurança dentro de campo.”

Além do cenário da Copa, o dirigente abordou temas como o crescimento do futebol feminino, a valorização da arbitragem paraense, o fortalecimento das competições estaduais e os desafios enfrentados pelo esporte diante do avanço do mercado de apostas esportivas.

Um dos momentos de maior destaque da entrevista aconteceu ao final da conversa, quando foi convidado a definir a Copa do Mundo de 2026 em uma frase.

“É proibido não acreditar.”

A entrevista também traz reflexões sobre liderança, gestão esportiva, inclusão social por meio do futebol e os projetos que vêm transformando o cenário esportivo no Pará.

A entrevista completa está disponível no canal oficial do podcast e reúne outros bastidores, análises e histórias compartilhadas por Ricardo Gluck Paul sobre o futebol brasileiro e paraense.

 

Serviço

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