MATO GROSSO
Mato Grosso representa 45% do saldo positivo da balança comercial brasileira
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Os dados são do Observatório do Desenvolvimento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), com base nas informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Apenas no mês de março, as exportações acumularam US$ 3,5 bilhões, valor 9,37% maior em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Já no acumulado do primeiro trimestre somam US$ 7,34 bilhões, valor 1,49% menor em comparação ao mesmo período de 2022, causado principalmente pelo atraso na colheita e comercialização da soja no mês de fevereiro/2023.
Os principais mercados consumidores dos produtos de Mato Grosso são a China, Tailândia, Espanha e Países Baixos (Holanda).
Outro dado que chama atenção é que o Estado importou 34,8% menos neste primeiro trimestre de 2023, comparado ao mesmo período do ano anterior, uma redução de US$ 964,26 milhões para US$628,09 milhões. Embora o produto mais importado ainda sejam os fertilizantes, é visto uma redução significativa na compra destas substâncias: foram 33% a menos neste ano, totalizando em US$ 507,37 milhões.
A Rússia é o principal exportador para o Estado, seguido do Canadá, Estados Unidos, China e Israel, que juntos acumulam US$ 426,32 milhões.
“Os dados representam a pujança e o profissionalismo dos produtores mato-grossenses pelos resultados na produção de grãos e proteína animal. Não é à toa que se Mato Grosso fosse um país seria o terceiro maior produtor mundial de soja, após os Estados Unidos e o Brasil. Isso é fruto de anos de trabalho e pesquisas que continuam avançando, e a expectativa é de que as exportações só cresçam com aumento da produção aliada à sustentabilidade”, comentou o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.
Os dados econômicos de Mato Grosso estão disponíveis no site da Sedec: https://www.sedec.mt.gov.br/observatorio-desenvolvimento
Fonte: Governo MT – MT
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Reforma tributária deve mudar custos e exigir revisão de contratos na saúde
Empresas de saúde terão de olhar além das alíquotas para avaliar os efeitos da reforma tributária sobre seus resultados. O perfil dos fornecedores, o aproveitamento de créditos e as condições dos contratos estão entre os fatores que podem influenciar os custos e o planejamento financeiro de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos do setor.
Esses impactos foram discutidos em Cuiabá durante o Saúde à Mesa, promovido pelo Sindicato das Empresas de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), em parceria com a FCS Advogados e patrocínio da Huma. A palestra dos advogados Alex Ferreira e Thayelle Vendramini abordou as mudanças na tributação do consumo e da renda e seus reflexos para empresas, sócios e profissionais da saúde.
Uma simulação apresentada por Ferreira ilustrou o peso dos créditos tributários no resultado financeiro. Ao comparar dois hospitais com a mesma receita, mas diferentes níveis de aproveitamento de créditos, o exemplo mostrou uma diferença no tributo a recolher equivalente a 3% do faturamento. O exercício evidenciou como a composição das compras e a organização dos controles podem influenciar o valor a pagar.
Segundo o advogado, os efeitos para cada estabelecimento dependem também do perfil de seus contratantes e das condições negociadas com fornecedores. A preparação passa pela revisão de preços, organização dos documentos fiscais, identificação do regime tributário dos parceiros comerciais e adequação dos sistemas de gestão.
A análise incluiu o funcionamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a transição para o novo modelo e as particularidades das relações entre prestadores, operadoras de planos de saúde, entidades filantrópicas e poder público.
Os contratos de longa duração também exigem atenção. A orientação apresentada foi integrar as áreas jurídica, contábil, financeira e de compras para avaliar os efeitos das mudanças sobre os compromissos assumidos e planejar a adaptação dos negócios.
Além dos custos das empresas, o encontro discutiu os reflexos sobre a renda de sócios e profissionais da saúde. Thayelle Vendramini abordou a tributação de dividendos, a retenção na fonte e a apuração do Imposto de Renda mínimo sobre rendimentos elevados. Os exemplos relacionaram a distribuição de lucros, os valores recebidos ao longo do ano e o ajuste anual.
Para a diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West, o acesso à informação é fundamental para preparar os estabelecimentos para esse cenário.
“A reforma tributária exige atenção e planejamento das empresas do setor da saúde. Com o Saúde à Mesa, o Sindessmat busca aproximar os gestores de especialistas e oferecer informações que apoiem decisões mais seguras. Nosso compromisso é fortalecer as instituições que representamos, promovendo diálogo e conhecimento para que possam se preparar para as mudanças e seguir oferecendo uma assistência de qualidade à população”, destaca.
O presidente do Sindessmat, Dr. Altino José de Souza, afirmou que a iniciativa abre uma série de encontros voltados aos associados, com temas que afetam a gestão dos estabelecimentos.
“Foi uma experiência para avaliarmos a adesão e o interesse de nossos associados, e a avaliação é positiva. Nossa parceria com a FCS Advogados sempre rende bons frutos, com conteúdo atualizado e que impacta na gestão dos estabelecimentos. Agradecemos também o apoio da Huma – Cotações e Compras Eletrônicas LTDA, que apresentou uma ferramenta que pode ser utilizada pelos estabelecimentos e nos ajudou a realizar esse encontro.”
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