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Sesc transforma Palácio Quitandinha em centro cultural

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Inaugurado na década de 1940 para ser um hotel-cassino suntuoso, o Palácio Quitandinha, em Petrópolis, passa abrigar a partir deste sábado (15) o Centro Cultural Sesc Quitandinha em seu térreo, com exposições e atividades culturais gratuitas para a população da cidade e turistas.

Com uma arquitetura marcada pela monumentalidade, o prédio é um icônico ponto turístico da cidade serrana, com fachada em estilo normando-francês, e o interior decorado com base em cenários da Hollywood antiga. O jardim do palácio, que conta com lago e amplo gramado, é um ponto tradicional de visitação e lazer para quem está na região.

Em uma cidade que costuma ser resumida a seu passado imperial e imigração europeia, o Sesc programou uma exposição de longa duração que propõe uma revisão da história do país e de Petrópolis. Doze artistas e dois curadores, cada um a sua maneira, abordam os laços atlânticos entre Brasil e África, o período das navegações e o sofrimento provocado pelo tráfico de africanos escravizados.

Petrópolis (RJ), 14/04/2023 –  O curador, Marcelo Campos durante inauguração do Centro Cultural Sesc Quitandinha, que apresenta a exposição Um oceano para lavar as mãos. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Petrópolis (RJ), 14/04/2023 –  O curador, Marcelo Campos durante inauguração do Centro Cultural Sesc Quitandinha, que apresenta a exposição Um oceano para lavar as mãos. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O curador Marcelo Campos destaca que os artistas buscam reler a história de Petrópolis – Tomaz Silva/Agência Brasil

O título Um Oceano para Lavar as Mãos convida o público a pensar na diáspora negra provocada pela escravidão, e o objetivo dos artistas também é reler a história de Petrópolis, cidade que antes de receber imigrantes alemães já era território de resistência quilombola. O próprio nome Quitandinha, lembra o curador Marcelo Campos, vem da palavra quitanda, que é de origem africana.

“Fazer cultura e arte no Brasil não pode nunca estar dissociado do elemento da responsabilidade social. Isso, para nós, é fundamental, para ter um espaço com uma horizontalidade que nem sempre aconteceu e trazer artistas negros, negras e negres para esse palácio em que sempre estivemos, mas talvez ocupássemos áreas invisibilizadas. Isso faz com que a gente entenda cultura e arte como lugar de responsabilidade em que a gente não pode mais recuar.”

Fazem parte da exposição 40 obras dos artistas Aline Motta, Arjan Martins, Ayrson Heráclito, Azizi Cypriano, Cipriano, Juliana dos Santos, Lidia Lisbôa, Moisés Patrício, Nádia Taquary, Rosana Paulino, Thiago Costa e Tiago Sant’ana.

Idealizador do Museu de Memória Negra de Petrópolis e coordenador de Promoção da Igualdade Racial da cidade, Filipe Graciano assina a curadoria  da exposição com Marcelo Campos e conta que o oceano é o lugar do trauma da diáspora, mas também é lugar em que se banha buscando a cura.

Petrópolis (RJ), 14/04/2023 –  O curador, Filipe Graciano durante inauguração do Centro Cultural Sesc Quitandinha, que apresenta a exposição Um oceano para lavar as mãos. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Petrópolis (RJ), 14/04/2023 –  O curador, Filipe Graciano durante inauguração do Centro Cultural Sesc Quitandinha, que apresenta a exposição Um oceano para lavar as mãos. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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Filipe Graciano assina a curadoria da exposição junto com Marcelo Campos – Tomaz Silva/Agência Brasil

“A cura está no processo de reencontro com esse outro atlântico que é negro”, conta ele. “Falar da história de Petropólis inevitavelmente é se aproximar de um passado diaspórico que invisibiliza essas presenças negras. A gente reivindica essas memórias e essas presenças negras que se deram e se dão no presente. Se conta uma história de que Petropólis começou com a chegada dos colonos [europeus], só que, antes, há 166 anos em que Petrópolis se fez pela mão de obra e intelectualidade africana. Essa exposição pensa e reinvidica o que foi feito por essas mãos que fizeram não só Petropólis, mas também o Brasil.”

Como parte dessa memória, a cidade ainda conserva o Quilombo da Tapera, no Vale das Videiras, reconhecido pela Fundação Palmares em 2011. Há registro também de outras comunidades quilombolas que existiram em Petrópolis, como o Quilombo Manoel Congo, o Quilombo Maria Comprida e o Quilombo da Vargem Grande.

Um dos artistas convidados é Ayrson Heráclito que propõe com seu trabalho um “sacudimento”, um ritual de limpeza registrado em foto e vídeo para exorcizar as energias de dois portos ligados ao tráfico de africanos escravizados, a Casa da Torre, em Salvador, e a Casa dos Escravos, na Ilha de Goré, no Senegal.

“Trazer esse ritual para um palácio que, de certa forma, restringiu durante muito tempo a existência e a visibilidade da população negra em cargos de subserviência é muito importante, porque é uma forma de limpar. A gente precisa limpar esses fantasmas coloniais, porque limpando a gente consegue produzir processos de cura e de superação. É uma obra que reivindica e oferece uma saída para essa crise que fere a história moral do Brasil e do planeta.” 

Ao longo do período de seis meses em que a exposição estará montada no Quitandinha, o palácio receberá também uma programação paralela que vai complementar a discussão proposta. O Café Concerto do Centro Cultural Sesc Quitandinha, com capacidade para 270 pessoas, vai sediar uma programação de música e de cinema, toda ela assinada por curadores negros. Também haverá atividades literárias e oficinas.

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Além da exposição, a programação de inauguração terá, neste sábado, show gratuito da cantora Juçara Marçal, às 19h. A cantora apresentará o repertório de seu premiado álbum Delta Estácio Blues, com música eletrônica em diálogo com o pop e a música brasileira. No domingo (16), às 16h, o público infantil poderá conferir o espetáculo Lasanha e Ravioli em Cinderela, selecionado pelo Edital de Cultural Sesc RJ Pulsar.

Para o futuro, o Sesc planeja ainda a inauguração de um cinema no Salão Roosevelt e de um mercado gastronômico na imensa Cozinha, projetada para servir até 10 mil refeições em uma noite. O presidente do Sesc, Senac e Fecomércio, Antônio Florêncio, espera que o número de visitantes na exposição chegue a 300 mil ao longo de um ano. A proposta da atração de público também é fomentar o desenvolvimento turístico da cidade, para gerar emprego e renda.

“O Quitandinha é uma joia não só do estado do Rio de Janeiro, mas do Brasil todo. A beleza do Quitandinha é inigualável, mas estava faltando vida nessa área. Optamos por fazer um centro cultural para que tenha atividades diariamente e possa atrair cada vez mais visitantes”, afirma ele, que adianta que o palácio será central no Festival Sesc de Inverno deste ano.

“O foco maior é o Quitandinha, não só em Petrópolis, mas em todo o festival de inverno, valorizando, mostrando e utilizando cada vez mais esse espaço.”

O novo momento do Palácio Quitandinha também vai contar com o Q Bistrô, um local dedicado à gastronomia tropical com cardápio assinado por Andressa Cabral, chef carioca formada pela Alain Ducasse Formation, escola internacional de gastronomia. O restaurante funcionará das 10h às 17h no espaço do antigo Bar Central, local que recebeu os primeiros visitantes do palácio quando ele ainda estava em construção no início dos anos 1940.

Fonte: EBC GERAL

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Itaipava convoca Ronaldinho Gaúcho para ser embaixador da marca e revela o “segredo” de seu passe mais icônico

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A cerveja Itaipava, do Grupo Petrópolis, anuncia Ronaldinho Gaúcho como seu mais novo embaixador, no território do futebol. O anúncio revela, com humor, o segredo de um dos lances mais emblemáticos da história do futebol brasileiro envolvendo o craque.

Ídolo dentro e fora de campo, Ronaldinho segue como um dos nomes mais reconhecidos e carismáticos do futebol, com forte conexão com a torcida brasileira. Agora, ele passa a representar a marca em uma parceria que une futebol e identidade nacional.

Criada pela WMcCANN, a ação revela o segredo por trás da jogada que marcou gerações: o icônico movimento em que o craque olha para um lado e toca a bola para o outro – um lance que encantou torcedores e segue vivo no imaginário popular.

E quem revela o segredo é o próprio Ronaldinho. Em tom leve e bem-humorado, o atleta conta que tudo começou em um jogo entre amigos, em um campinho ao fim de tarde. É nesse cenário que o público descobre o que estava por trás do movimento. Mais do que confundir o adversário, o olhar do jogador estava direcionado a algo que chamava atenção fora das quatro linhas: uma garrafa de Itaipava gelada ao lado do campo.

“Também, quem resiste a uma Itaipava? Receita brasileira, ingredientes de qualidade… a minha cerveja com muito orgulho”, comenta o craque, reforçando o tom leve e descontraído da parceria.

O anúncio de Ronaldinho Gaúcho como embaixador de Itaipava reforça a identificação da marca com o futebol. A parceria é realizada em colaboração com a BDB BR, responsável pela seleção, curadoria e gestão do talento.

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“O brasileiro aprecia tomar uma cerveja quando vê futebol e a Itaipava retornou com tudo a esse território: patrocinamos os amistosos e as eliminatórias no ano passado e fomos a cerveja oficial do Campeonato Paulista 2026”, diz João Netto, diretor de Marketing e Trade do Grupo Petrópolis. “A contratação do R10 reforça a tradição da marca no futebol”, completa.

“Ronaldinho é um ícone que traduz leveza e brasilidade, atributos que também estão no DNA de Itaipava. Trazer esse lance tão marcante para o centro da campanha foi uma forma de criar uma conexão genuína com o público, revelando uma história de forma inusitada e alinhada ao território da marca”, explica Diego Santelices, head de comunicação e mídia do Grupo Petrópolis.

“Partimos de uma verdade cultural muito forte: uma das jogadas mais conhecidas da história do futebol, feita por um dos ícones mais reconhecidos. A partir disso, construímos uma narrativa que surpreende todos os fãs do Ronaldinho e do esporte. Uma revelação divertida, conectando futebol e Itaipava de forma inusitada”, comenta Guilherme Aché, diretor de criação da WMcCANN.

Ao transformar um gesto consagrado em narrativa publicitária, Itaipava reforça sua estratégia de se conectar com o público por meio de histórias que fazem parte da cultura brasileira e de uma paixão nacional, que é o futebol. Ao lado de um ídolo que fez história e marcou gerações, a marca aposta nessa identificação da torcida brasileira com um dos melhores jogadores de todos os tempos, para fortalecer sua presença no cotidiano do consumidor.

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SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ) há 30 anos, Itaipava conquistou o consumidor brasileiro e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava.

SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Vold X, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Cabaré Ice, Fest Drinks, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; o refrigerante It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.

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