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Rodoviária de Cuiabá recebe primeira grande reforma em mais de 40 anos

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O Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá, em Cuiabá, está passando pela sua primeira grande reforma desde que foi inaugurado em 1979. Em breve, os passageiros e frequentadores da rodoviária de Cuiabá vão poder aproveitar um espaço mais confortável e com melhores serviços.

Os investimentos são realizados pela concessionária Sinart, que assumiu a gestão da rodoviária em maio de 2021. As obras começaram em julho de 2022 e devem seguir até julho do ano que vem.

A atual gestão da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) foi a responsável por licitar a concessão do Terminal, possibilitando os investimentos e regularizando a situação do Terminal, cujo contrato de concessão estava expirado desde 2009.

Até o momento já foram construídos o muro de cercamento lateral, regularização da rede de esgoto e do sistema de coleta de resíduos, pintura, revisão do sistema elétrico, instalação de sistema de controle eletrônico de embarque de passageiros. A estrutura também recebeu melhorias com a pavimentação das vias de acesso de ônibus e recuperação do asfalto do estacionamento, duas reclamações frequentes dos passageiros.

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Além disso, para melhorar o atendimento dos cidadãos, foram disponibilizados Wi-Fi gratuito, telefone 0800 e carrinhos de bagagem.

De acordo com o gerente da Sinart, Selmo Marques, no momento são realizadas obras para construir salas administrativas, sanitários amplos e com acessibilidade no setor de desembarque, plataforma de embarque e saguão de espera, construção de novas áreas comerciais, novos guichês e salas vips no piso superior. A cobertura e a impermeabilização das estruturas estão sendo recuperadas e está sendo instalado um sistema de energia solar.

Todos os projetos da reforma foram revisados e aprovados pela Sinfra-MT. A concessão prevê ainda a instalação de um elevador panorâmico e espaços para serviços comerciais, como caixa eletrônico, restaurante e lotérica.

“O prédio da rodoviária tem uma arquitetura diferenciada e muito bonita. Mas além da estética, temos que oferecer um ambiente limpo e higiênico, para que quem esteja em viagem possa tomar um banho, fazer uma boa refeição e ter segurança”, afirmou o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira.

A concessão tem um prazo de 25 anos e prevê investimentos de R$ 32 milhões nesse período.

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Viagens internacionais

A rodoviária de Cuiabá voltou a oferecer viagens internacionais, o que havia sido interrompido no início da pandemia de Covid-19. A Expresso Jenecheru passou a vender passagens para Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, em uma viagem com previsão de 18 horas de duração.

Além disso, a empresa Transacreana passou a vender passagens com destino a Lima, a capital do Peru, em uma rota que sai do Rio de Janeiro. A linha passa, entre outros, por Cuzco, cidade próxima a Machu Picchu, um dos principais destinos turísticos do mundo.

O Terminal

O Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Vieira de Sá foi inaugurado em 1979 e tem 23.373,07 m² de área construída. Com um projeto considerado arrojado e moderno para época, com grandes vãos livres e ampla circulação de ar. Anualmente, 106,5 mil ônibus e 1,3 milhão de passageiros passam pelo local.

Fonte: Governo MT – MT

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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