MATO GROSSO
Conselho é retomado para coordenar políticas de comércio exterior de MT
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O secretário adjunto de Agronegócios e Investimentos, Anderson Lombardi, destacou que é importante a retomada da Cecomex, pois o órgão consultivo, vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), tem a finalidade de elaborar e coordenar políticas e medidas do Estado de Mato Grosso relativas ao comércio exterior.
“A gente discute e articula entre o poder público, instituições privadas, para que ações e políticas adotadas possam estimular o comércio exterior de Mato Grosso, visando, especialmente, a maior participação das pequenas e médias empresas mato-grossenses no mercado internacional”, destacou.
O secretário adjunto apresentou os dados do comércio exterior do Estado em reunião realizada em 26 de abril.
No 2022, Mato Grosso ocupou a 1ª posição em exportações do agronegócio do Brasil, com US$ 23,7 bilhões e o 4º maior exportador do país com US$ 32,5 bilhões em produtos embarcados para outros países.
Lombardi apresentou ainda que os 10 maiores destinos dos produtos mato-grossenses no ano passado foram: China, Espanha, Tailândia, Irã, Vietnã, Holanda, Índia, Japão, Indonésia, Turquia, Egito e Bangladesh.
Dentre os produtos comercializados em 2022, a soja é o carro-chefe, seguido pelo milho, resíduo de soja, carne bovina e algodão.
Por outro lado, em termos de importações, Mato Grosso comprou US$ 5,7 bilhões de outros países. Adubos (fertilizantes) como potássio, nitrogênio, NPK, fósforo, além de fungicidas e inseticidas lideram o ranking. Em seguida estão gás de petróleo, veículos aéreos e espaciais e máquinas e aparelhos de colheita.
Fazem parte da Cecomex a Casa Civil, Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Procuradoria Geral do Estado (PGE), além da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio), Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Mato Grosso (OAB/MT) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT).
Fonte: Governo MT – MT
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Reforma tributária deve mudar custos e exigir revisão de contratos na saúde
Empresas de saúde terão de olhar além das alíquotas para avaliar os efeitos da reforma tributária sobre seus resultados. O perfil dos fornecedores, o aproveitamento de créditos e as condições dos contratos estão entre os fatores que podem influenciar os custos e o planejamento financeiro de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos do setor.
Esses impactos foram discutidos em Cuiabá durante o Saúde à Mesa, promovido pelo Sindicato das Empresas de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), em parceria com a FCS Advogados e patrocínio da Huma. A palestra dos advogados Alex Ferreira e Thayelle Vendramini abordou as mudanças na tributação do consumo e da renda e seus reflexos para empresas, sócios e profissionais da saúde.
Uma simulação apresentada por Ferreira ilustrou o peso dos créditos tributários no resultado financeiro. Ao comparar dois hospitais com a mesma receita, mas diferentes níveis de aproveitamento de créditos, o exemplo mostrou uma diferença no tributo a recolher equivalente a 3% do faturamento. O exercício evidenciou como a composição das compras e a organização dos controles podem influenciar o valor a pagar.
Segundo o advogado, os efeitos para cada estabelecimento dependem também do perfil de seus contratantes e das condições negociadas com fornecedores. A preparação passa pela revisão de preços, organização dos documentos fiscais, identificação do regime tributário dos parceiros comerciais e adequação dos sistemas de gestão.
A análise incluiu o funcionamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a transição para o novo modelo e as particularidades das relações entre prestadores, operadoras de planos de saúde, entidades filantrópicas e poder público.
Os contratos de longa duração também exigem atenção. A orientação apresentada foi integrar as áreas jurídica, contábil, financeira e de compras para avaliar os efeitos das mudanças sobre os compromissos assumidos e planejar a adaptação dos negócios.
Além dos custos das empresas, o encontro discutiu os reflexos sobre a renda de sócios e profissionais da saúde. Thayelle Vendramini abordou a tributação de dividendos, a retenção na fonte e a apuração do Imposto de Renda mínimo sobre rendimentos elevados. Os exemplos relacionaram a distribuição de lucros, os valores recebidos ao longo do ano e o ajuste anual.
Para a diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West, o acesso à informação é fundamental para preparar os estabelecimentos para esse cenário.
“A reforma tributária exige atenção e planejamento das empresas do setor da saúde. Com o Saúde à Mesa, o Sindessmat busca aproximar os gestores de especialistas e oferecer informações que apoiem decisões mais seguras. Nosso compromisso é fortalecer as instituições que representamos, promovendo diálogo e conhecimento para que possam se preparar para as mudanças e seguir oferecendo uma assistência de qualidade à população”, destaca.
O presidente do Sindessmat, Dr. Altino José de Souza, afirmou que a iniciativa abre uma série de encontros voltados aos associados, com temas que afetam a gestão dos estabelecimentos.
“Foi uma experiência para avaliarmos a adesão e o interesse de nossos associados, e a avaliação é positiva. Nossa parceria com a FCS Advogados sempre rende bons frutos, com conteúdo atualizado e que impacta na gestão dos estabelecimentos. Agradecemos também o apoio da Huma – Cotações e Compras Eletrônicas LTDA, que apresentou uma ferramenta que pode ser utilizada pelos estabelecimentos e nos ajudou a realizar esse encontro.”