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Evento organizado pela Seciteci reúne cientistas e público geral para dialogar sobre pesquisas feitas em MT

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Popularizar a ciência por meio do diálogo descomplicado entre pesquisador e público geral. Esse foi o objetivo dos três dias de Pint Of Science, em Cuiabá. Organizado pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), o evento aconteceu entre os dias 22, 23 e 24, reunindo nove pesquisadores para apresentar diferentes trabalhos científicos feitos em Mato Grosso. Além da capital, a ação também ocorreu em outras 122 cidades brasileiras e em 22 diferentes países. Criado em Londres, em 2013, o festival chegou ao Brasil em 2015 e em 2023 contou com a organização voluntária da Seciteci.

A pesquisadora convidada, Profª. Dra. Katiuchia Pereira Takeuchi, dialogou sobre como a ciência pode colaborar para tornar os alimentos mais saudáveis. Após apresentar sua pesquisa, apoiada e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), a professora destacou a importância de poder divulgar os resultados para além dos muros das Universidades.

“Nós estamos acostumados com a divulgação acadêmica para os pares, para o pessoal da academia, e aqui é realmente o desafio de tentar mostrar a ciência de uma forma fácil, legal, e que realmente envolva as pessoas que não estão a fim de termos tão técnicos. Esse evento faz com que a gente saia do laboratório e pense em como comunicar a ciência e divulgar o que a gente tem feito”, disse a pesquisadora.

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Também integrando a programação, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, defendeu a possibilidade de estabelecer diálogos sobre a produção científica mato-grossense. Para o secretário, o evento internacional se conecta diretamente com uma das principais missões da Seciteci: a popularização da ciência.

“O Pint Of Science se enquadra nos programas da Seciteci justamente na popularização da ciência. É tirarmos a produção científica dos muros acadêmicos, e dos papers apresentados nas dissertações de mestrado e doutorado, e colocarmos ele literalmente à disposição da população. Uma maneira inovadora de se falar de ciência, inovação, e pesquisa nos pubs do mundo todo; e Cuiabá então se torna referência nessa modalidade inovadora de falar de ciência em um bar, atraindo a atenção desse público”, disse o secretário.

Para realização do evento, a Cervejaria LaCerva também se voluntariou e abriu seu espaço para que o evento pudesse acontecer preservando sua principal característica: despertar o interesse pela ciência a partir de um diálogo aberto e informal entre os cientistas e o público em geral.

A história do futebol mato-grossense, as etapas de formação geológica de Chapada dos Guimarães, o desenvolvimento de planejamento empresarial e a computação quântica foram alguns dos temas abordados no evento. Também foram apresentados aspectos sobre inovações no armazenamento de energia, a influência das redes sociais na história e a reinvenção da inteligência artificial.

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A diversidade de assuntos despertou no público presente o interesse em descobrir quais as demais pesquisas que seguem sendo desenvolvidas em Mato Grosso. Esse foi o caso da bióloga paulistana Natalia Torello, que há pouco mais de um ano fez de Cuiabá sua nova morada.

“Gosto muito dessa ideia, trabalho com divulgação científica, então acho sensacional essa experiência, tanto palestrando quanto participando/assistindo e conhecendo outras áreas da ciência. Foram temas que eu ainda não tinha participado, não tinha discutido, não conhecia, então gostei de ver que foi apresentado um pouco de tudo”, disse a participante.

Antes do encerramento do evento, a superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação, Lecticia Figueiredo, anunciou as datas já estabelecidas para a realização da edição de 2024. Seguindo os passos da organização internacional, o evento vai acontecer nos dias 12, 13 e 14 de maio de 2024.

“Tendo em vista que popularizar a ciência é uma das missões da Seciteci, apoiar este evento atinge nosso objetivo de promover o desenvolvimento científico e trazer esse conhecimento para toda a sociedade de Mato Grosso”, finalizou a superintendente.

Fonte: Governo MT – MT

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Acrismat e Agrihub apresentam relatório que identifica principais desafios da suinocultura em MT

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O AgriHub apresentou, durante o 5º Simpósio de Suinocultura, realizado nesta sexta-feira (10), em Cuiabá, a edição 2026 do relatório Sementes da Inovação – Suinocultura, que consolida os resultados do programa voltado à conexão entre produtores rurais, startups e especialistas para acelerar a inovação na cadeia suinícola de Mato Grosso. A publicação traz um diagnóstico do setor, identifica os principais desafios enfrentados pelos produtores e apresenta soluções tecnológicas desenvolvidas para aumentar a eficiência, reduzir custos e fortalecer a competitividade da atividade.

De acordo com a gerente do AgriHub, Érika Segóvia, a escolha da suinocultura para esta edição do projeto acompanha a importância crescente da atividade no estado. Atualmente, Mato Grosso ocupa a sexta posição entre os maiores produtores de suínos do país, respondendo por 4,78% da produção nacional.

Nas últimas três décadas, o estado passou por uma expressiva expansão no número de matrizes, saltando de aproximadamente 5 mil para 135 mil animais, consolidando-se como um dos principais polos de crescimento da cadeia suinícola brasileira.

O estudo do projeto Sementes da Inovação foi desenvolvido nos principais polos produtores de Mato Grosso, envolvendo suinocultores das regiões de Sorriso, incluindo Lucas do Rio Verde, Sinop, Vera e Tapurah, e de Campo Verde, contemplando também Primavera do Leste e Nova Brasilândia.

Ao todo, 123 produtores participaram do levantamento, contribuindo com 66 apontamentos que resultaram na identificação de 32 desafios estratégicos para a cadeia produtiva.

Entre os participantes, predominam propriedades de Ciclo Completo (45,4%), seguidas pelas Unidades Produtoras de Leitões (36,6%) e pelas Unidades de Terminação (18,18%). O levantamento mostra ainda que 40% das granjas possuem entre 1,5 mil e 3 mil animais, enquanto outros 40% operam com plantéis superiores a 12 mil cabeças.

O estudo do projeto Sementes da Inovação foi desenvolvido nos principais polos produtores de MT
Segundo Érika Segóvia, o relatório mostra que os produtores demonstram elevada abertura para a inovação, mas ainda enfrentam gargalos importantes relacionados à infraestrutura.

“Enquanto metade das propriedades da região de Campo Verde possui conectividade em toda a área produtiva, nenhuma das propriedades avaliadas em Sorriso conta com cobertura total de internet e parte delas ainda opera sem qualquer tipo de conexão”.

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Apesar desse cenário, o interesse pela inovação é elevado. Em Sorriso, por exemplo, todos os produtores entrevistados afirmaram ter interesse em testar novas soluções tecnológicas, reforçando o potencial para expansão da inovação na atividade.

Após o diagnóstico realizado junto aos produtores, o AgriHub priorizou os temas considerados mais críticos para o desenvolvimento da suinocultura em Mato Grosso. Entre eles estão a qualidade da matéria-prima utilizada nas rações; a comercialização dos animais; a capacitação e tecnologia para mão de obra rural; o acesso a linhas de crédito específicas para a atividade; a gestão operacional das propriedades, envolvendo pessoas, governança e resíduos; e a assistência técnica especializada e independente.

Esses desafios serviram de base para o edital de inovação lançado pelo AgriHub. Ao todo, 36 startups se inscreveram para apresentar tecnologias voltadas à cadeia suinícola. Após o processo de avaliação, seis empresas foram selecionadas por apresentarem maior aderência às demandas levantadas pelos produtores.

As soluções contemplam áreas estratégicas como capacitação profissional, acesso ao crédito, inteligência artificial, visão computacional, rastreabilidade animal, automação de processos produtivos e avaliação zootécnica por sensores tridimensionais.

Além de apresentar o diagnóstico da cadeia, o relatório traz recomendações para ampliar a inovação no setor, entre elas o fortalecimento das parcerias com sindicatos rurais, programas de validação das tecnologias diretamente nas propriedades, capacitações contínuas para produtores e startups, expansão do projeto para novos polos produtivos e criação de redes regionais de inovação.

O lançamento do relatório também recebeu o apoio do setor produtivo. Para o presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Tannure Filho, o estudo representa um instrumento importante para orientar decisões e aproximar os produtores das tecnologias que realmente atendem às necessidades do setor.

Segundo ele, o trabalho surpreendeu positivamente pela abrangência e pela qualidade das informações levantadas junto aos produtores.

“Nós ficamos muito entusiasmados com esse trabalho. Agora, recebendo a conclusão de tudo isso, percebemos a dimensão do projeto. É um trabalho muito importante, que vai trazer muita informação e esclarecer dúvidas que muitas vezes o produtor tem sobre as reais necessidades da cadeia. No início, não tínhamos noção do tamanho do projeto e fomos surpreendidos positivamente. Estamos muito felizes porque esse material vai ajudar muito o setor como um todo”.

Leia Também:  VÍDEO: Thalita Pereira e o marido, estavam em um dos carros prensados entre duas carretas, na manhã deste sábado, na BR 163. Dois carros ficaram destruídos e três pessoas morreram. Thalita, manteve a fé. Ela teve ferimentos leves e o marido perfurou o pulmão. Thalita, gravou um vídeo dentro do carro acidentado, antes de ser socorrida.

Para Tannure, a iniciativa deve servir de referência para outras cadeias produtivas do estado.”Esse é um projeto que todas as atividades produtivas de Mato Grosso precisam aproveitar. Temos muito a aprender. Novas tecnologias surgem o tempo todo e, muitas vezes, elas ainda não chegam até o produtor. O trabalho desenvolvido pelo AgriHub é fundamental para estreitar essa relação entre o campo e a inovação”.

Panorama da suinocultura em MT

O avanço da inovação ocorre em um momento de recuperação da suinocultura mato-grossense. De acordo com o superintendente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e do AgriHub, Cleiton Gauer, a atividade vive um cenário de consolidação do crescimento do rebanho e de fortalecimento da produção.

Segundo ele, a criação de suínos em Mato Grosso cresceu 17,1% em 2026, em comparação com o ano anterior. O estado também registra a terceira alta consecutiva no número de matrizes, que atualmente está 31,94% acima da média histórica, refletindo os investimentos realizados pelos produtores e o processo de profissionalização da cadeia.

Apesar do bom desempenho produtivo, o setor acompanha com atenção a pressão sobre os preços, o que exige estratégias voltadas ao aumento da eficiência e da competitividade.

“Nos últimos anos, a suinocultura de Mato Grosso passou por um processo de recuperação, com aumento do rebanho, dos abates e da produção. Agora, o desafio é equilibrar esse crescimento da oferta com a rentabilidade do produtor. O setor é profissionalizado, investe em tecnologia e segue trabalhando para fortalecer a atividade e garantir sua sustentabilidade no longo prazo”, destacou Gauer.

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