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Mais de 600 mil pessoas passaram nos aeroportos de MT entre janeiro e abril de 2023

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O fluxo de passageiros nos aeroportos de Mato Grosso de janeiro a abril deste ano é 9,45% superior ao registrado no mesmo período em 2019, na pré-pandemia. Ao todo, circularam 636,811 mil passageiros em 2023 contra 581,808 mil em 2019. Já em relação a 2022, no primeiro quadrimestre circularam 576,968 mil passageiros nos aeroportos de Alta Floresta, Barra do Garças, Sinop, Sorriso, Rondonópolis e Várzea Grande, o equivalente a um aumento de 10,37%. As informações são da Agência Nacional de Aviação Comercial (ANAC).

Somente no mês de abril deste ano passaram 147,895 mil passageiros em Mato Grosso, contra 139,814 mil em abril de 2019. Já no mesmo período do ano passado circularam 144,361 mil passageiros nos seis aeroportos mato-grossenses, segundo o Relatório de Oferta e Demanda da Anac.

Cerca de 16,5% dos voos que aterrissam em Mato Grosso ou com origem do Estado são de Guarulhos (SP), seguido por Congonhas (SP) com 9,11%, Brasília (DF) 8,48%, Recife (PE) 6,95% e Campinas (SP) 6,01%.

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Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), César Miranda, os números confirmam a retomada das viagens pelos brasileiros, a pujança econômica do Estado, fazendo com que os mato-grossenses viajem mais e turistas venham para o Estado, seja para negócios ou para o lazer.

“O crescente retorno das viagens domésticas em nosso Estado começou a acontecer desde o ano passado e passou a ser consolidado neste ano. O Estado vive momento de crescimento econômico, geração de emprego e renda, tendo uma das menores taxa de desemprego. Com este cenário, muitos mato-grossenses conseguem se planejar para viajar para fora do Estado e também há estímulo para o turismo de negócios, que é nosso forte em razão de um agronegócio de referência nacional e processo de verticalização da nossa economia, com o crescimento industrial, além do turismo de lazer”.

Além disso, há a expectativa da internacionalização do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, que deverá aumentar ainda mais o fluxo de passageiros no terminal. Contudo, para isso, ainda depende da conclusão das obras de reforma que são exclusivamente tocadas pela administradora do aeroporto, a Centro-Oeste Airports.

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Fonte: Governo MT – MT

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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