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Vereadores criticam Secretaria de Obras por má qualidade em pavimentações asfálticas em Várzea Grande

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Os vereadores várzea-grandenses criticaram a atuação da Secretaria de Viação Obras e Urbanismo na questão da pavimentação asfáltica. Os parlamentares também aprovaram um requerimento o qual pede informações de todas as obras do município nos últimos cinco anos.
O presidente da Comissão de Obras da Câmara Municipal, o vereador Rogério de França Martins – Rogerinho da Dakar (PSDB), relata que há empresas vencedoras de licitações que executam obras de péssima qualidade.

“Deixo meu repúdio, há empresas que fazem péssimo serviço. Um exemplo é a Leão Marcondes, que está fazendo a pavimentação no bairro Manaíra. A empresa teve a capacidade de fazer o asfalto em apenas um lado da rua e não fez o outro, pois aquelas famílias sonham há anos pela pavimentação. Não podemos deixar que empresas mandem e desmandem no município. Ela merece ser inidônea”, relata Dakar.

O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, o vereador Pedro Paulo Tolares – Pedrinho (UB), diz que obras de péssima qualidade prejudicam ainda mais a vida da população. “As empresas estão colocando manilhas e fazendo terraplanagem que são as partes mais baratas para o asfaltamento. Há empresas que não têm condições de terminar a obra, principalmente na parte mais pesada, isto está errado. Se não corrigir esses problemas, não terá o apoio desta Casa de Leis. Todos nós queremos obras que atendam os nossos munícipes”, disse Tolares.

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O líder do Poder Executivo e membro da Comissão de Obras, o vereador Cleyton Nassarden Guerra – Sardinha (PTB), relata que a população merece mais qualidade nas obras. “Os moradores merecem respeito, pois pagam os seus impostos. O secretário de obras deve explicações para nós e para os munícipes. Na última legislatura, o secretário foi convocado por mim várias vezes, mas agora parece que não quer mais atender aos vereadores por conta das cobranças”, falou Nassarden.

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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