MATO GROSSO
Sema e Corpo de Bombeiros capacitam moradores de áreas rurais para prevenção e combate a incêndios
MATO GROSSO
O Governo de Mato Grosso capacitou moradores da região do Parque Estadual Águas Quentes para prevenir e combater focos de calor durante o período de estiagem. O curso de brigadistas atendeu moradores das comunidades Serrana, Vale Abençoado e Vale Samambaia, localizadas no município de Santo Antônio do Leverger (80 km de Cuiabá).
O curso foi realizado no auditório do Hotel Águas Quentes e contou com a presença de 29 moradores da região, entre os dias 13 a 15 de junho. A capacitação foi promovida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso (CBM-MT), por meio do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), juntamente com a Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).
Osmar Prado de Oliveira, gerente da Unidade de Conservação do Parque Estadual Águas Quentes, pontua que, nesses 3 anos em que o curso vem sendo ofertado, não houve nenhum incêndio descontrolado na região do parque e de seu entorno.
“É muito importante este curso na região, pois a intenção é a preservação do Parque Estadual, para prevenir que não haja queimadas descontroladas. A intenção da gerência, juntamente com a gestão, é fazer com que essas pessoas que vivem no parque e no entorno tenham a consciência de não atear fogo e cuidar bem do parque”, afirma.
O Parque Estadual é uma área de Proteção Integral que abriga o Hotel Águas Quentes. A Unidade de Conservação é rodeada por propriedades rurais, sítios e diversas comunidades, dentre elas, Serrana e Samambaia, com cerca de 300 famílias. Por isso é possível contar com os moradores para um atendimento imediato aos pequenos focos de incêndio, e para monitorarem a região.
Período de proibição do fogo
Mato Grosso decretou o período proibitivo do fogo entre 1º de julho e 31 de outubro. As normas estão dispostas no decreto nº 259/2023 publicado em edição extra do Diário Oficial desta sexta-feira (05.05).
Com o decreto, fica proibida qualquer atividade de limpeza de pastagem com o uso do fogo nas áreas rurais até o final do período proibitivo. O uso do fogo em áreas urbanas é proibido o ano todo.
*Texto com supervisão de Renata Prata
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Reforma tributária deve mudar custos e exigir revisão de contratos na saúde
Empresas de saúde terão de olhar além das alíquotas para avaliar os efeitos da reforma tributária sobre seus resultados. O perfil dos fornecedores, o aproveitamento de créditos e as condições dos contratos estão entre os fatores que podem influenciar os custos e o planejamento financeiro de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos do setor.
Esses impactos foram discutidos em Cuiabá durante o Saúde à Mesa, promovido pelo Sindicato das Empresas de Saúde de Mato Grosso (Sindessmat), em parceria com a FCS Advogados e patrocínio da Huma. A palestra dos advogados Alex Ferreira e Thayelle Vendramini abordou as mudanças na tributação do consumo e da renda e seus reflexos para empresas, sócios e profissionais da saúde.
Uma simulação apresentada por Ferreira ilustrou o peso dos créditos tributários no resultado financeiro. Ao comparar dois hospitais com a mesma receita, mas diferentes níveis de aproveitamento de créditos, o exemplo mostrou uma diferença no tributo a recolher equivalente a 3% do faturamento. O exercício evidenciou como a composição das compras e a organização dos controles podem influenciar o valor a pagar.
Segundo o advogado, os efeitos para cada estabelecimento dependem também do perfil de seus contratantes e das condições negociadas com fornecedores. A preparação passa pela revisão de preços, organização dos documentos fiscais, identificação do regime tributário dos parceiros comerciais e adequação dos sistemas de gestão.
A análise incluiu o funcionamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a transição para o novo modelo e as particularidades das relações entre prestadores, operadoras de planos de saúde, entidades filantrópicas e poder público.
Os contratos de longa duração também exigem atenção. A orientação apresentada foi integrar as áreas jurídica, contábil, financeira e de compras para avaliar os efeitos das mudanças sobre os compromissos assumidos e planejar a adaptação dos negócios.
Além dos custos das empresas, o encontro discutiu os reflexos sobre a renda de sócios e profissionais da saúde. Thayelle Vendramini abordou a tributação de dividendos, a retenção na fonte e a apuração do Imposto de Renda mínimo sobre rendimentos elevados. Os exemplos relacionaram a distribuição de lucros, os valores recebidos ao longo do ano e o ajuste anual.
Para a diretora executiva do Sindessmat, Patrícia West, o acesso à informação é fundamental para preparar os estabelecimentos para esse cenário.
“A reforma tributária exige atenção e planejamento das empresas do setor da saúde. Com o Saúde à Mesa, o Sindessmat busca aproximar os gestores de especialistas e oferecer informações que apoiem decisões mais seguras. Nosso compromisso é fortalecer as instituições que representamos, promovendo diálogo e conhecimento para que possam se preparar para as mudanças e seguir oferecendo uma assistência de qualidade à população”, destaca.
O presidente do Sindessmat, Dr. Altino José de Souza, afirmou que a iniciativa abre uma série de encontros voltados aos associados, com temas que afetam a gestão dos estabelecimentos.
“Foi uma experiência para avaliarmos a adesão e o interesse de nossos associados, e a avaliação é positiva. Nossa parceria com a FCS Advogados sempre rende bons frutos, com conteúdo atualizado e que impacta na gestão dos estabelecimentos. Agradecemos também o apoio da Huma – Cotações e Compras Eletrônicas LTDA, que apresentou uma ferramenta que pode ser utilizada pelos estabelecimentos e nos ajudou a realizar esse encontro.”