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NESTA QUINTA-FEIRA

Estudantes participam de seminário educação sem violência – 9 anos da Lei Menino Bernardo

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MATO GROSSO

Estudantes da Rede Estadual de Ensino de Mato grosso terão a oportunidade de participar do ‘Seminário Educação Sem Violência: 9 anos da Lei Menino Bernado’, na tarde desta quinta-feira (29), das 18h às 20h (horário de Brasília), através do canal do You Tube da Rede Peteca/Ceará.

Nesta edição, três estudantes da Escola Estadual André Avelino Ribeiro do município de Cuiabá, foram convidados para abordar sobre a materialização da Lei Menino Bernardo e como incluir a norma nas rotinas escolares.

Um dos alunos que irá participar da fala no evento, Gustavo Resende, presidente do Grêmio da escola convidada, disse que está bastante contente e feliz em poder representar a unidade escolar em um assunto de extrema importância. “Precisamos fazer com que o estudante tenha a informação e, assim, conseguiremos trabalhar a importância para garantir todos os direitos deles”, pontuou.

O representante dos Grêmios Estudantis na Seduc, Leonardo Coelho, observou que muitos adolescentes e crianças ainda enfrentam outras realidades familiares, principalmente no interior, e muitos inclusive acabam não conhecendo todos os direitos previstos por lei.

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“O nosso papel enquanto educador é orientar e nortear os nossos alunos para o cotidiano da vida, trazendo até eles temas importantes para a vida. Oportunizado conhecimentos diversos e experiências que contribuíram para o seu desenvolvimento social”, pontuou.

De acordo com Patrícia Carvalho, líder do Núcleo de Mediação Escolar da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), tão importante quanto promover uma educação sem violência e inibir a prática de castigos físicos e tratamento degradante, é investir na capacitação e formação continuada de profissionais que atuam no atendimento de crianças e adolescentes. E, também intensificar o diálogo sobre a temática com os estudantes. Nesse sentido, a Secretaria de Estado de Educação vem promovendo campanhas educativas sobre o tema ‘Educação sem Violência’; a integração de todos os órgãos da rede de proteção da infância e o incentivo às práticas de resolução pacífica de conflitos que envolvam violência contra a criança e o adolescente.

A Lei da Palmada ou Lei do Menino Bernardo leva este nome em homenagem ao caso de Bernardo Boldrini, morto aos 11 de idade e encontrado enterrado próximo a uma estrada na cidade de Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul. O pai e a madrasta de Bernardo são os principais suspeitos do crime. A lei proíbe o uso de castigos físicos ou tratamentos cruéis e degradantes contra crianças e adolescentes no Brasil.

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Para esclarecer sobre o tema, a Rede Peteca desenvolve desde 2009 um trabalho de prevenção e combate ao trabalho infantil – projeto criado pelo Ministério Público do Trabalho do Ceará (MPT-CE) – voltado à orientação e diminuição de casos de trabalho infantil.

Para participar do seminário basta acessar https://www.youtube.com/watch?v=v8oedOSXjhM

 

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MATO GROSSO

Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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