MATO GROSSO
Corpo de Bombeiros captura jaguatirica em garagem de residência em Cuiabá
MATO GROSSO
Por volta das 7h, a equipe do 1º Batalhão Bombeiro Militar foi acionada para a ocorrência de animal silvestre em local de risco. Ao chegarem no endereço, os militares encontraram a jaguatirica embaixo de um veículo que estava estacionado na garagem.
Ao perceber a movimentação dos bombeiros, o animal silvestre fugiu para uma casa na quadra vizinha, um sobrado, onde subiu entre a caixa d’água e laje da residência.
Com o apoio da equipe do oficial de área e ferramentas de captura, foi possível realizar o resgate do animal. Em seguida, a jaguatirica foi repassada em segurança para a polícia ambiental, para devida avaliação médica e providências.
Também conhecida como gato-do-mato, a jaguatirica pertence à família dos felinos e pesa, em média, entre 7 kg e 16 kg. É importante destacar que, como animal silvestre, a jaguatirica pode oferecer riscos ao ser humano, se ameaçada. Portanto, ao se deparar com situação semelhante, acione imediatamente os serviços de emergência.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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