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Encontro em Cuiabá reúne propostas para elaboração do Plano Nacional Juventude Negra Viva

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Começou nesta segunda-feira (03.07) a etapa Mato Grosso das Caravanas Participativas do Plano Nacional Juventude Negra Viva, com o apoio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) e realizada pelo Ministério da Igualdade Racial. O evento ocorre no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, até esta terça-feira (04), quando serão consolidadas as proposições, expectativas, sugestões e propostas apresentadas.

A secretária titular da Setasc, Grasi Bugalho, ressaltou a importância de ter um espaço onde as pessoas possam levar as demandas e, principalmente, serem ouvidas.

“A Setasc está de portas abertas para ouvir as pessoas e para que possamos nos preparar para entregar políticas públicas para sociedade, porque essa é a nossa função como servidores, seja em qual instituição ou frente pública nós estivermos. Sabemos que a Caravana da Juventude Negra Viva vai percorrer vários estados e é importante que Mato Grosso seja ouvido, porque a gente sabe que o Brasil, nas dimensões que ele tem, é muito diferente. Só aqui no nosso estado temos 141 municípios com realidade completamente diferente uma das outras. Por isso, contem com a Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso para o levantamento dessas demandas”, disse.

Para a secretária de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo do Ministério da Igualdade Racial, Márcia Lima, a participação dos governos estaduais para a Caravana é muito importante.

“Sem o apoio do Estado a gente não consegue realizar, porque a logística local é fundamental ao nosso trabalho. Sem o apoio da Secretaria a gente não teria como realizar esta caravana. Agradeço mais uma vez, em nome da ministra Anielle Franco, o acolhimento que temos aqui, pois é fundamental para o nosso projeto”, enfatizou.

A secretária Márcia Lima lembrou que em Mato Grosso, segundo o Censo de 2010, 60% da população se auto declara preta e parda, e por isso é um estado negro do Brasil.

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“Por isso a gente está aqui, para conhecer as diferenças, e, como a secretária Grasielle chamou a atenção, para a diversidade que compõem esses 141 municípios deste Estado. Estamos aqui para ouvir as demandas dessa juventude e apresentar um pouco o trabalho da caravana. Ela é a primeira etapa do programa, é a etapa da escuta. Nós iremos consolidar um documento sobre todas essas caravanas, mapeando as escutas das principais demandas. A gente sabe que, pelo tamanho do Brasil, a gente pode imaginar a heterogeneidade da juventude negra neste país, e é por isso que a gente está percorrendo todas as capitais deste país”, completou.

O presidente do Conselho Estadual da Igualdade Racial de Mato Grosso, professor doutor Carlos Alberto Caetano, enfatizou que o acolhimento da Caravana em Mato Grosso é um momento muito importante para a juventude negra.

“Até esse momento, a juventude só aparecia em grande número nos indicadores de violência e de analfabetismo. Este momento aqui, é muito importante. A caravana participativa vem construir conosco, nos estados, um plano nacional da Juventude Negra Viva. Nós vamos discutir nesses dois dias a questão da violência letal e a vulnerabilidade social. É a construção de uma agenda mais que urgente”, disse.

Durante a caravana, jovens negros e negras de organizações da sociedade civil e gestores dos estados e municípios poderão participar da elaboração do Plano Juventude Negra Viva, que tem como objetivo reduzir a violência letal e as vulnerabilidades sociais que afetam a juventude negra.

Na tarde desta segunda-feira (03) foram realizadas as exposições dos eixos de atuação do Plano Nacional da Juventude Negra Viva, previstos no Decreto de instituição do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI). Também foram expostas as políticas e ações propostas pelo GTI para execução em âmbito federal; além da exposição das ações dos órgãos públicos estaduais destinadas à juventude, em andamento ou a serem iniciadas; também, as boas práticas dos gestores municipais que têm relação com a pauta da Juventude Negra.

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Nesta terça-feira (04) o evento terá continuidade com a escuta das proposições, expectativas, sugestões e propostas para possíveis soluções dos problemas levantados no dia anterior, por eixos temáticas (construção da árvore de soluções).

No período da tarde serão consolidadas as proposições, expectativas, sugestões e propostas apresentadas, com a finalidade obter síntese para a fase de validação das contribuições expostas pela sociedade civil, entes governamentais e não governamentais para cada eixo de atuação do Plano Nacional da Juventude Negra Viva, com o encerramento da audiência com a leitura final dos pontos principais das discussões.

No encerramento será realizado o “Sarau Juventude Negra Viva”, com o objetivo de ampliar os canais de escuta e diversificar a linguagem pela qual a juventude negra propõe ações para o aperfeiçoamento de políticas públicas.

Estiveram presentes na mesa de abertura do evento: Ivo Gregório, representante das comunidades quilombolas; Joyce Lombardi, representando os povos e comunidades tradicionais de matriz africana e afro-brasileira em Mato Grosso; a presidente do Conselho Estadual de Políticas para as Mulheres, Carol de Jesus; presidente do Conselho Estadual da Juventude, Daniel Vitor; Jandira Andrade, presidente do Conselho Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Mato Grosso; coordenador geral de formação de políticas públicas da Juventude da Secretaria Nacional da Juventude da Secretaria Geral da Presidência da República, Neilson Marques, e o secretário adjunto de Direitos Humanos da Setasc, Kenney Dias.

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Vereador Alex Rodrigues defende criação de comissão permanente para enfrentar aumento da população em situação de rua em Cuiabá

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O vereador Alex Rodrigues participou nesta quarta-feira (03), na Câmara Municipal de Cuiabá, de uma audiência pública destinada a discutir as causas do crescimento da população em situação de rua na capital e cobrar a elaboração de um plano de ação efetivo para enfrentar o problema.

O debate reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e entidades da sociedade civil organizada. O objetivo foi promover uma ampla discussão sobre o tema e buscar alternativas para reduzir o número de pessoas vivendo nas ruas da cidade.

Durante a audiência, foram apresentados dados do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que revelam um aumento expressivo da população em situação de rua em Cuiabá nos últimos anos.

Segundo o levantamento, em 2025 a capital contabilizou 1.783 pessoas vivendo nas ruas. O número representa um crescimento superior a 2.775% em comparação com 2013, quando apenas 62 pessoas estavam registradas nessa condição.

Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas envolvendo assistência social, saúde, segurança pública, qualificação profissional e reinserção social.

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Alex Rodrigues propõe comissão permanente

Durante sua participação, o vereador Alex Rodrigues defendeu a criação de uma comissão permanente de enfrentamento à população em situação de rua, com a missão de reunir diferentes órgãos públicos e entidades para construir soluções práticas e duradouras.

Para o parlamentar, é necessário que o debate avance além das discussões institucionais e resulte em medidas efetivas que impactem diretamente a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Essa discussão não pode ficar apenas no plenário. Precisamos transformar o debate em resultados reais nas ruas de Cuiabá, oferecendo dignidade, oportunidades e atendimento adequado para quem mais precisa”, afirmou.

Curitiba é citada como exemplo

Alex Rodrigues também destacou experiências bem-sucedidas desenvolvidas em outras cidades brasileiras. Entre os exemplos mencionados está Curitiba, que vem apresentando resultados positivos por meio de políticas públicas avançadas e ações integradas entre diferentes órgãos governamentais.

Segundo o vereador, Cuiabá pode adaptar iniciativas que já demonstraram eficiência em outras regiões do país, fortalecendo o acolhimento social e ampliando as oportunidades de reinserção para pessoas em situação de rua.

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Ao final da audiência, os participantes defenderam a continuidade do diálogo entre os poderes públicos e a sociedade civil para a construção de estratégias permanentes que contribuam para reduzir o problema e garantir mais dignidade à população vulnerável da capital.

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