MATO GROSSO
Psicólogos hospitalares que prestaram serviço durante pandemia recebem moção de aplausos na Câmara Municipal
MATO GROSSO
O vereador Rogério Varanda (MDB) realizou nesta segunda-feira (10) a entrega de Moções de Aplausos para 36 Psicólogos Hospitalares do município de Cuiabá pelo serviço prestado durante a pandemia da COVID-19. O parlamentar lembrou que o impacto emocional causado pela pandemia apontou ainda mais para a importância da Psicologia e dos profissionais da área.
“Em nome desses profissionais que estão aqui hoje, quero homenagear cada um que atuou em um momento tão difícil para o mundo todo. O trabalho desses profissionais foi de extrema relevância diante das condições adotadas durante o período de pandemia. Falo da quarentena, isolamento social, distanciamento físico, todos os esforços foram centrados no combate à doença e na diminuição da proliferação. Diante disso tudo, a pandemia desencadeou estresse em muita gente por seu caráter imprevisível e pelo perigo imediato que representava à integridade física e emocional dos envolvidos, foi aí que esses profissionais atuaram e ajudaram muita gente”, explicou o parlamentar.
Varanda enfatizou ainda a importância de reconhecer esses profissionais que ajudaram em momentos tão complicados na vida de tantas famílias. “É um dever dessa casa de Leis lembrar das pessoas que fizeram e fazem a diferença na nossa cidade. Para nós, vereadores, o momento de entrega de Moções de Aplausos é especial, pois a Moção é uma forma de reconhecer o mérito de pessoas que fizeram a diferença pelo bem comum”, finalizou.
A secretária-geral da Associação dos Psicólogos Fernanda Cristina Borges, lembrou em seu relato emocionante os momentos desafiadores durante o período de pandemia. “Ser psicóloga não é apenas um dom é uma escolha. Foram momentos desafiadores, quantas situações aconteceram, quantas famílias naquele momento, ver o seu ente querido entrando em um hospital, quantas incertezas. Era o momento, a chegada da Covid-19 em nosso meio. Foi desafiador, atuamos diretamente com essas famílias, com os pacientes, deixei minha família em casa e segui, sabia que ali tantas pessoas precisariam do meu trabalho. Fiquei muito tempo longe dos meus pais, cuidei para não me contaminar e poder ajudar na organização dos setores para que pudéssemos atuar da melhor forma possível. Foram tantas situações difíceis, tristes e também de alegria, quando um paciente saia e abraçava o seu familiar. Passamos por esse período triste, difícil, mas venci, e Deus tão maravilhoso me presenteou com uma nova gestação”.
O presidente da Associação de Psicologia de Mato Grosso, Otavio Júnior Lima de Souza Caldas ressaltou a importância dessa homenagem. “Sinto-me muito feliz pelo Legislativo nos proporcionar essa homenagem. Quero agradecer ao vereador Rogério Varanda por visualizar a nossa categoria que trata com muita dedicação e amor a saúde mental da população cuiabana, disse.”
O vereador Rogério Varanda homenageou os profissionais dos seguintes Hospitais: São Benedito, Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, Jardim Cuiabá e também a gestão da Associação de Psicologia de Mato Grosso.
VERÔNICA RAKEL / ASSESSORIA DE IMPRENSA
MATO GROSSO
Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos
Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.
Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.
Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.
“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.
Os erros financeiros mais comuns entre casais
Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.
Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.
Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.
Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.
“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.
Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos
Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.
“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.
Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.
Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:
Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.
“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.
Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor
Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?
De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”
Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.
Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.
Construindo o futuro juntos
Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.
Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.
“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.
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