MATO GROSSO
Menino de 3 anos morre de pneumonia por falta de UTI na 4ª maior cidade de Mato Grosso
MATO GROSSO
O menino Bernardo Viana Goulart, de 3 anos, morreu no último domingo (9), vítima de uma pneumonia. Apesar do caso grave, Sinop (500 km ao norte de Cuiabá e 4ª maior cidade do Estado), não possui leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em funcionamento e quando a transferência foi feita para o Hospital Regional de Sorriso (420 km ao norte) já era tarde demais e ele acabou falecendo.
Antes de ser internado, a mãe do menino procurou por três vezes atendimento entre os dias 1º e 4 de julho na Policlínica Menino Jesus e em duas delas Bernardo foi medicado e enviado para casa.
Na terceira vez, o caso já era grave e ele foi internado, sendo transferido para Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Foram dois dias internados nesse hospital até que surgisse uma vaga de UTI no Hospital de Sorisso para onde ele foi transferido em 6 de julho.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o menino deu entrada no Hospital Regional em estado grave, com desconforto respiratório e precisando de oxigênio. No domingo ele apresentou piora, teve um derrame e acabou não resistindo.
Esse não é o primeiro caso de criança que morre por falta de UTI pediátrica em Sinop. Em março deste ano, duas crianças faleceram à espera de uma vaga. Em junho, uma menina de 3 anos, também com pneumonia, morreu por causa da demora em conseguir uma vaga em UTI pediátrica.
Em março deste ano o Governo do Estado anunciou a abertura de 10 leitos de UTI pediátrica no Hospital Regional de Sinop, em um prazo de 30 dias. Quase quatro meses depois ainda não há previsão de quando os novos leitos vão ser abertos. A SES afirma que a empresa não cumpriu os prazos contratuais e foi necessário romper o contrato. Já a empresa informou que irá recorrer da decisão junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).
MATO GROSSO
Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso
A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.
De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.
Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.
Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.
O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:
“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.
A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.
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