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Defesa Civil alerta para ventos de 90 km/h em São Paulo
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A Defesa Civil de São Paulo emitiu alerta nesta quarta-feira (12) com previsão para quinta-feira (13) e sexta-feira (14) de ventos fortes no estado e ondas de até 4 metros no litoral paulista.

Há previsão de ventos fortes, de até 90 km/h, especialmente para a região metropolitana de São Paulo, o Vale do Ribeira, a região de Itapeva, a Baixada Santista, e o litoral norte. Em Sorocaba, Serra da Mantiqueira, Campinas e São José dos Campos, os ventos poderão atingir os 80 km/h, e no Vale do Paraíba, 75 km/h.
Também há a previsão de ressaca marítima para todo o litoral paulista, nos dois dias, com as ondas podendo atingir até 4 metros. “Diante desse cenário, recomenda-se evitar a prática de esportes aquáticos ou influenciados pelo vento, como surf, windsurfe e kitesurf”, alerta a Defesa Civil.
De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) de São Paulo, a formação das fortes rajadas de vento ocorrerá em razão da atuação, no Sul do país, de um ciclone extratropical. “Embora o ciclone extratropical traga chuva para o Sul do país, em São Paulo não serão registrados acumulados significativos”, informa o CGE.
Na sexta-feira, a capital paulista deverá ter significativa queda nas temperaturas, em razão de uma entrada de massa de ar frio no estado. A temperatura mínima poderá chegar aos 9°C.
Fonte: EBC GERAL
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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas
A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.
Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.
Críticas e denúncias
No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.
“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.
A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.
Impacto na cidade
Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.
Custos e processo de construção
O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.
Notas da Prefeitura
Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.
A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.
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