POLÍCIA
Polícia Civil recebe obra restaurada de artista cuiabano que homenageia a flora mato-grossense
POLÍCIA
A honraria foi entregue durante visita na Diretoria-Geral, quando os homenageados receberam uma “Medalha Honorífica” em reconhecimento ao trabalho artístico entregue à instituição, que está exposto na sala da delegada-geral.
A obra retrata uma das frutas mais características de Mato Grosso, a “Manga Bourbon”, e foi pintada por Gervane Ferreira de Paula em 1990. ![]()
Conforme o autor, a pintura foi inspirada em sua vivência no bairro Araés, onde há centenas de árvores da fruta. “Depois de finalizada, a obra foi entrega ao Banco do Brasil, e posteriormente doada à Polícia Civil”, explicou Gervane.
Com o passar do tempo, a obra sofreu algumas deteriorações e foi recuperada pelo artista com nova pintura nas partes necessárias. E para valorizar ainda mais a obra, a tela passou por um processo de restauração e conservação, e foi emoldurada pelo profissional restaurador, Ronaldo Rodrigues.
“A obra de arte chama atenção pela beleza e delicadeza que transmitem ao ambiente”, elogiou a delegada-geral, Daniela Maidel. ![]()
Gervane de Paula é cuiabano, curador e artista plástico conhecido pela forte relação com os ecossistemas da região em que vive, como o Cerrado, a Floresta e o Pantanal, objetos de reflexão para sua produção, que se baseia em diferentes linguagens. Começou a pintar em 1976, frequentando o Ateliê Livre da Fundação Cultural de Mato Grosso. De humor refinado, é um dos mais conhecidos artistas plásticos mato-grossenses e iniciou produzindo festas populares, brincadeiras de infância, trechos de rua ou quintais cuiabanos.
Fonte: Policia Civil MT – MT
MATO GROSSO
Operação Prende Suspeitos de Envolvimento em Ataques a Casa e Escritório de Advogado
A Delegacia da Polícia Civil de Lucas do Rio Verde deflagrou a Operação Contra Impetum para cumprir nove mandados judiciais, nesta quinta-feira (16.1), contra integrantes de uma facção criminosa envolvidos no ataque à casa e escritório de um advogado e a uma empresa da cidade.
Estão em cumprimento seis ordens de prisão e três de buscas e apreensões empregando um efetivo de policiais civis da região, com apoio da Gerência de Operações Especiais da Polícia Civil.
A operação é uma contrarresposta da Polícia Civil aos ataques ordenados por membros da facção criminosa contra três locais em Lucas do Rio Verde. Os mandados foram deferidos pelo juízo da 5a Vara Criminal de Sinop, de combate ao crime organizado.
O primeiro ataque ocorreu no dia 1° de novembro contra a sede de uma empresa agrícola. O segundo foi registrado na noite de dois de novembro, contra o escritório do advogado. No dia seguinte, a residência do profissional foi também alvo de disparos de arma de fogo.
Investigação
Com o início das diligências investigativas, a equipe da Delegacia de Lucas do Rio Verde apurou que na data anterior aos ataques ao escritório e casa do advogado, a sede de uma empresa agrícola na cidade também foi alvo de disparos de arma de fogo.
As investigações apontaram que os ataques foram ordenados por dois integrantes de uma facção, identificados no inquérito policial, e executados por cinco outros criminosos ligados ao grupo. Um dos líderes da facção chegou a enviar mensagens ao advogado dizendo que o profissional teria que ‘devolver’ um veículo, recebido como pagamento de honorários. O empresário também recebeu ameaças por mensagens.
As diligências identificaram os autores dos ataques, sendo um deles preso no decorrer da investigação. Conforme a apuração, os executores afirmaram que o ataque ao escritório era ‘pra dar um susto no advogado’, pois o profissional estaria, supostamente, dando golpe em clientes. A Polícia Civil também identificou a outra dupla que fez os disparos que atingiram a casa do advogado.
Em relação ao ataque à empresa agrícola, a investigação apurou que os disparos foram ordenados por duas pessoas contra quem o empresário havia ajuizado uma ação sobre a disputa de um imóvel em Lucas do Rio Verde. Após a vítima entrar com a ação, passou a receber ameaças.
Reaver veículo e desistência de ação
De acordo com a apuração, o advogado atuou na defesa de duas pessoas presas em flagrante em outra ocorrência. Como pagamento pelos honorários, ele havia recebido um veículo.
Contudo, o cliente tentou reaver o veículo, mesmo sem pagar os honorários combinados. Em uma das oportunidades, o cliente teria saído do escritório do advogado afirmando que resolveria a situação de uma forma ou de outra.
As informações reunidas na investigação indicaram que o cliente defendido pelo advogado fez contato com os criminosos que lideram a facção em Lucas do Rio Verde e pediu que empregassem alguma ação para fazer o advogado devolver o veículo usando, para tal fim, qualquer meio violento.
Além disso, o mesmo investigado também pediu aos criminosos que empregassem uso de violência contra o empresário para forçá-lo a desistir da ação judicial em andamento. Diante dos pedidos criminosos, os líderes da facção recrutaram os cinco suspeitos identificados na investigação para fazer os disparos contra os três locais.