MATO GROSSO
Seleções municipais disputam títulos estaduais dos Jogos Estudantis Mato-grossenses
MATO GROSSO
A abertura oficial do evento será realizada na sexta-feira (21.07), às 19h30, no Ginásio Municipal Domingos Zandoná, localizado no Setor Universitário, em Água Boa. Com a presença de público e autoridades, a solenidade envolve o acendimento da pira olímpica e a apresentação das delegações municipais.
O evento reúne 92 seleções de 39 municípios mato-grossenses, totalizando quase 1,2 mil pessoas, entre atletas, técnicos e dirigentes. Vencedoras das etapas regionais de sua modalidade e gênero, as equipes agora competem pelos títulos de campeãs estaduais e as respectivas vagas para representar Mato Grosso na fase nacional.
As seleções representam municípios das mais variadas e distantes regiões do Estado, como é caso de Pontes e Lacerda, que fica a mais de 1.100 km de Água Boa. O município do Alto Guaporé é um dos que levam mais equipes na competição estadual, sendo as masculinas e femininas de basquete e vôlei, e a masculina de handebol, que foram campeãs da etapa Regional Sudoeste.
De Tangará da Serra, que fica a quase 1 mil km do município-sede dos Jogos, também vai uma considerável quantidade de seleções, com seis no total: uma de cada gênero de basquete, handebol e vôlei. As equipes foram campeãs da etapa Regional Médio Norte.
Os demais municípios com seleções na etapa estadual são: Alta Floresta, Água Boa, Aripuanã, Alto Araguaia, Barra do Garças, Cáceres, Cuiabá, Confresa, Campo Novo do Parecis, Colíder, Campo Verde, Figueirópolis D’Oeste, Guarantã do Norte, Ipiranga do Norte, Jaciara, Juara, Juína, Lucas do Rio Verde, Mirassol D’Oeste, Matupá, Nobres, Nova Mutum, Nova Xavantina, Porto Esperidião, Primavera do Leste, Poxoréu, Paranaíta, Porto Alegre do Norte, Rio Branco, Rondonópolis, São Félix do Araguaia, Santo Antônio de Leverger, Sorriso, Sinop, Várzea Grande e Vila Rica.
As competições acontecem em diferentes espaços esportivos em Água Boa. O basquete será disputado no ginásio Domingos Zandoná e na quadra da Escola Vila Nova; o futsal, no ginásio Domingos Zandoná e na quadra do Colégio Jesus Maria José; e o handebol nas quadras da Escola Vila Nova e do Tropical; já as quadras das escolas Cecília Meireles e Tiradentes recebem as partidas de voleibol.
Outras etapas
De 01 a 07 de julho, o município de Lucas do Rio Verde sediou a etapa estadual dos Jogos Escolares Mato-grossenses. Compostas por estudantes de 12 a 14 anos, 94 equipes escolares de 43 municípios participaram da competição.
E de 13 a 16 de julho, o município de Várzea Grande sediou a etapa estadual de modalidades individuais dos Jogos Escolares e Jogos Estudantis de Seleções Mato-Grossenses. Com mais de 2.200 participantes, o evento teve recorde de atletas inscritos.
As equipes, seleções e atletas individuais campeãs estaduais garantem vaga para representar Mato Grosso na fase nacional de sua respectiva competição. Para os estudantes de 15 a 17 anos, a etapa brasileira já está marcada para setembro, em Ribeirão Preto (SP), sendo organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).
Já os Jogos Escolares Brasileiros, que abrange estudantes de 12 a 14 anos, estão com data e local ainda a definir. A competição escolar nacional é organizada pela Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE).
Para a realização das etapas regionais e estaduais em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) conta com o apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a parceria dos municípios-sedes, que ficam responsáveis por providenciar os instrumentos locais para viabilização do evento.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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