MATO GROSSO
Morador de Alto Garças, reclama da falta d’água e expõe indignação: “tem dinheiro pra tudo, menos pra água”
MATO GROSSO
Morador da cidade de Alto Garças (360 km ao Sul de Cuiabá) divulgou um vídeo mostrando o sofrimento que passa por não ter água tratada em sua moradia. Ele faz um contrate com a administração do prefeito Claudinei Singolano e sua vice, Angelita Amorim, que ‘gastam dinheiro com a festa de peão. O homem, que confessa ter votado nos eleitos, se emociona ao citar a própria mãe que acorda às 4h00 da manhã para pegar um balde de água.
O autor do vídeo não tem o nome divulgado e faz comparativos sobre gastos com outras “coisas”, afirmando ser a triste realidade do bairro.
Pegando um balde para tomar banho, o homem afirma que “enquanto o Claudinei e a doutora Angelita ficam postando fotos de rodeio, abro a realidade que pra nós é difícil”, tendo um posto [artesiano] que foi ‘furado” há quatro anos próximo da sua casa. Vídeo gravado numa fria do dia 15 de julho de 2023 o cidadão revela que a água está um gelo. “Vou banhar no frio, porque o Claudinei e a doutora Angelita não tem dinheiro para a infraestrutura, mas tem dinheiro para gastar com rodeio”. “Tem quatro anos que vocês furaram o poço, eu aplaudi, e vocês não fizeram nada.
O homem se emociona quando cita que a sua mãe, com 66 anos, acorda todos os dias às 4h00 da manhã para pegar um balde de água para encher duas caixas d’água no chão”.
Finaliza o vídeo emocionado revelando ter votado nos dois, que sente muito e diz ‘vocês é fracos’. Mas vai vim ai 2024 e nós tá aqui, do Boa Esperança, o cara que tem vergonha na cara não vota em vocês.
Quatro poços artesianos começaram a ser perfurados em outubro, na véspera das eleições para prefeito de 2020, e as obras não tiveram nenhuma continuidade. As empresas responsáveis que montaram uma grande estrutura para o início dos trabalhos, deixaram a cidade. A festa de rodeio que o cidadão se refere acontece em agosto e terá shows com Naiara Azevedo (R$ 200 mil) e Rick e Renner (230 mil), em um total de gasto previsto de R$ 1 milhão.
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MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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