MATO GROSSO
Escola de Governo oferece curso de capacitação para servidores do Detran-MT
MATO GROSSO
As aulas ocorrerão nos dias 7, 14, 21 e 28 de agosto, com carga horária de 20 horas. Ao final do curso, os participantes vão receber certificado.
O facilitador será o servidor do Detran-MT, Anderson Nunes de Carvalho Vieira.
O objetivo geral do curso é apresentar aos servidores as bases fundamentais para o conhecimento e prática de um trânsito mais sustentável do ponto de vista social, econômico, ambiental e da trafegabilidade.
Nos encontros também serão debatidos temas como o que é a sustentabilidade no trânsito e suas implicações para cidades metropolitanas do estado; os benefícios do trânsito mais sustentável, educação e conscientização dos atores responsáveis pela segurança no trânsito.
A formação visa desenvolver habilidades para promover um trânsito mais sustentável do ponto de vista socioeconômico, ambiental e de trafegabilidade e debater políticas públicas que podem ser realizadas pelo Governo de Mato Grosso, quanto à aplicabilidade da sustentabilidade no trânsito.
Os conteúdos programáticos serão divididos em quatro módulos. O primeiro vai abordar os aspectos relacionados à história do trânsito e dos transportes e, o segundo, as discussões serão sobre os tópicos legais atribuídos ao trânsito, como o Sistema Nacional de Trânsito e o Código de Trânsito Brasileiro.
Nos últimos módulos, serão discutidas as implicações ambientais, sociais e econômicas da sustentabilidade no trânsito e o trânsito do futuro, respectivamente.
Os interessados podem se inscrever aqui.
*Sob a supervisão de D’Laila Borges
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.