MATO GROSSO
Exposição sobre arquitetura religiosa de Mato Grosso é realizada em Cáceres
MATO GROSSO
A abertura da exposição será nesta quinta-feira (03.08), às 20h, no Museu Emília Darci de Souza Cuyabano (Museu Histórico Municipal de Cáceres), e contará com a presença do artista. Na ocasião, ele conduzirá a oficina gratuita Desafio do Artista.
Entre os desenhos da mostra estão igrejas e templos de várias cidades mato-grossenses, incluindo a Catedral São Luís, de Cáceres, inspirada na Catedral de Notre Dame, de Paris. O prédio levou 46 anos para ser construído, entre os anos de 1919 e 1965, e é um símbolo do patrimônio histórico e cultural mato-grossense.
“Além de retratar a história e a nossa cultura, as igrejas em Mato Grosso definem a paisagem local a partir de uma extraordinária riqueza de elementos arquitetônicos que são admirados até hoje”, destaca curador da mostra e superintendente de Preservação do Patrimônio Histórico e Museológico da Secel, Robinson de Carvalho Araújo.![]()
A exposição fica aberta ao público na cidade até 15 de setembro, e apresenta 40 trabalhos feitos em papel, cerâmica e madeira. O artista Carlos Pina utilizou técnicas mistas de aquarela, grafite, lápis aquarelado, marcadores e até mesmo gotas de café.
Inicialmente, a mostra Arquitetura Religiosa de Mato Grosso foi apresentada em Cuiabá, no Museu de Arte Sacra (MASMT) de Mato Grosso. Agora segue para Cáceres por meio de uma parceria do MASMT com o Museu Emília Darci de Souza Cuyabano (Museu Histórico Municipal de Cáceres) e Prefeitura Municipal.
O artista
Carlos Pina é natural de Cuiabá, graduado em Arquitetura e Urbanismo com especialização em Iluminação e Design de Interiores. Também é produtor cultural e já ministrou cursos de desenho à mão livre. Os desenhos artísticos eram hobby até que começou a expor seus trabalhos nas redes sociais, e passou a ganhar reconhecimento. Ele já participou de exposições em Cuiabá e tem se tornado uma referência na arte mato-grossense, retratando paisagens urbanas que são sua maior inspiração.
Serviço
Exposição Arquitetura Religiosa de Mato Grosso
Período: 03 de agosto a 15 de setembro
Visitação: Segunda a sexta, das 7h às 11h e das 13h às 17h
Local: Museu Emília Darci de Souza Cuyabano (Museu Histórico Municipal de Cáceres)
Endereço: Rua Riachuelo, 399, Cavalhada I, Cáceres – MT
Entrada: Gratuita
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.