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MT quadruplicou investimentos em ações de prevenção e combate a incêndios desde 2020

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O Governo do Estado quadruplicou os investimentos em tecnologia e estratégias para a prevenção e combate ao fogo, nos últimos três anos, após a maior operação de combate aos incêndios em Mato Grosso. O orçamento para as ações tem aumentado ano a ano e, em 2023, é de R$ 38 milhões. O assunto foi discutido durante o 1º Webinar do Fogo 2023, realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Corpo de Bombeiros Militar e Defesa Civil, nesta segunda-feira (07.08).

Em 2020, o recurso destinado para essa finalidade tinha sido R$ 9,6 milhões, subindo para R$ 17 milhões em 2021 e para R$ 31 milhões em 2022.

“O governo teve essa sensibilidade e promoveu um aumento importante nos investimentos. Uma política mais robusta possibilitou a excelente estrutura que temos hoje de combate aos incêndios, desmatamento, e responsabilização de infratores. Temos também um Centro para o cuidado dos animais silvestres em fase de projeto que vai ser um modelo para o Brasil”, destacou o secretário de Estado de Meio Ambiente em exercício, Alex Marega.

O comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Marco Aires, contou que houve um incremento significativo de equipes no Pantanal realizando ações de prevenção ativa, como a conscientização dos proprietários sobre a proibição do uso do fogo e medidas dentro da propriedade para mitigar a ocorrência de grandes incêndios.

“São mais de R$ 38 milhões investidos nas ações de prevenção e combate neste ano. Tudo isso mostra a importância que o Estado tem dado, não só para a compra de tecnologia, mas apoio às equipes, que agora podem chegar aos locais mais sensíveis do Estado”, explicou Aires.

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Apenas no Pantanal, houve uma queda de 75% nos focos de calor no primeiro semestre de 2023, em comparação com o mesmo período de 2022. O Corpo de Bombeiros Militar possui 82 instrumentos de resposta rápida aos incêndios, com equipes de intervenção, brigadas estaduais e municipais mistas, quartéis e bases descentralizadas.
Eder Toledo, Coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema, palestra no 1º Webinar do Fogo – Foto: Karla Silva/Sema-MT

O objetivo do Webinar foi avaliar os avanços e aprendizados após a Operação Pantanal II, realizada em 2020, a maior ação de combate a incêndios florestais de Mato Grosso.

Os palestrantes foram o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais, tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Marco Aurélio Aires; o coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema, Eder Toledo, e o secretário adjunto de Proteção de Defesa Civil, tenente coronel do Corpo de Bombeiros, Luís Cláudio Pereira da Cruz. A videoconferência foi mediada pelo secretário-executivo do Comitê Estadual de Gestão do Fogo, coronel BM Dércio Santos da Silva.

Proteção da fauna

O Estado implementou medidas para aumentar a assistência aos animais silvestres em todo o estado, com o credenciamento de clínicas para atendimento regional, e os projetos de construção do novo Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS) e Centro Integrado do Pantanal (CIPAN).

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Os animais foram os mais prejudicados pelo fogo naquele ano, avalia Eder Toledo, Coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema. Na época, foi criado o Posto de Atendimento a Animais Silvestres (PAEAS), no entanto, a estrutura será substituída pelo novo CIPAN, que será construído na entrada da Estrada Transpantaneira e abrigará de forma integrada o Corpo de Bombeiros e Batalhão Ambiental, com recintos e estrutura adequada para atendimento de animais.

“Avançamos muito com estrutura própria, insumos, transporte, logística, pessoal. Tudo que aprendemos naquele ano está sendo projetado para que a gente possa prestar um atendimento mais especializado, se necessário for. Não necessariamente a fauna precisa de um olhar apenas na emergência. Essas demandas são diárias, então esse despertar de 2020 trouxe uma visão sobre esses animais que eu julgo ser importantíssima”, destaca

O superintendente de Proteção e Defesa Civil de Mato Grosso, tenente-coronel Bombeiro Militar Luís Cláudio, destacou a estruturação com a contratação de 680 horas de voo, em quatro aeronaves, no valor de R$ 7,9 milhões, e a integração dos órgãos estaduais e parceiros institucionais para atendimento das emergências ambientais.

Fonte: Governo MT – MT

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Queda de 27,5% no preço do suíno vivo em 2026 acende alerta para crise no setor em Mato Grosso

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A suinocultura de Mato Grosso enfrenta um momento de forte pressão econômica em 2026. Levantamento realizado pela Bolsa de Suínos da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), indica uma queda expressiva no preço pago ao produtor, sem que essa redução seja percebida pelo consumidor final nos supermercados e açougues.

De acordo com a Acrismat, em janeiro deste ano o quilo do suíno vivo era comercializado a R$ 8,00. Nesta semana, o valor caiu para R$ 5,80 — uma redução de 27,5%. Trata-se do menor patamar registrado desde 25 de abril de 2024, quando o preço estava em R$ 5,60 por quilo.

Apesar da queda significativa tanto no preço do suíno vivo quanto da carcaça, o movimento não tem sido acompanhado pelo varejo. Segundo o setor produtivo, os preços da carne suína em supermercados e açougues permanecem elevados, o que impede que o consumidor final se beneficie da redução.

Outro ponto de preocupação é o aumento dos custos de produção. Atualmente, o suinocultor mato-grossense acumula prejuízo estimado em cerca de R$ 60,00 por animal enviado para abate, o que compromete a sustentabilidade da atividade.

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O presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, destaca a necessidade de maior equilíbrio na cadeia produtiva e faz um apelo ao setor varejista:

“Estamos observando uma queda de aproximadamente 30% no preço do suíno vivo e também na carcaça, mas isso não está sendo repassado ao consumidor. É importante que o varejo acompanhe esse movimento, reduzindo os preços na ponta. Dessa forma, conseguimos estimular o consumo de carne suína e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos enfrentados pelos produtores”, afirma.

A entidade reforça que a redução no preço ao consumidor pode contribuir para o aumento da demanda, ajudando a reequilibrar o mercado e minimizar os prejuízos no campo. A Acrismat também pede apoio e conscientização dos elos da cadeia para atravessar o atual momento de crise no setor.

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