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Petrópolis reaviva ligação secular com imigração japonesa

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Quando o assunto é a história da imigração japonesa no Brasil, geralmente a primeira cidade que vem à mente é São Paulo. Afinal, e lá na capital paulista que está a maior comunidade do país asiático no Brasil. Por outro lado, quando se fala em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, sabe-se logo que a região é chamada até hoje de Cidade Imperial, por ter servido de residência da Família Real brasileira. 

Mas o que pouco se fala é que a relação entre Brasil e Japão começou justamente em Petrópolis. A cidade de clima ameno foi a escolhida para sediar a primeira delegação diplomática do país asiático no Brasil. É para fazer essa ligação ficar mais e mais conhecida que Petrópolis comemora, a partir desta quinta-feira (17) o Bunka-Sai, a Festa da Cultura Japonesa. Bunka-Sai é uma transliteração que significa cultura, em japonês.

O marco da imigração japonesa no Brasil completou 115 anos em junho. Mas a relação com Petrópolis é mais antiga que isso. Em 1897, dois anos depois da assinatura do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação, entre o Brasil e o Japão, chegou ao Brasil o primeiro grupo diplomático japonês, que ficou hospedado em Petrópolis, no então Alexandria Hotel, atual Convento Nossa Senhora de Lourdes. No mesmo ano, foi aberta na cidade a primeira representação diplomática do Japão.

“Petrópolis foi escolhida por causa do surto de febre amarela no Rio [então capital do Império]”, explica à Agência Brasil o presidente da Associação Nikkei de Petrópolis, Masao Nakashima.

Em 1906, a partir de um relatório enviado de Petrópolis para o governo japonês, as fronteiras do Brasil foram abertas para a imigração japonesa. No dia 18 de junho de 1908, 781 japoneses desembarcaram do navio Kasato Maru, no Porto de Santos, em São Paulo, para trabalhar nas lavouras de café, dando início oficial à comunidade nipônica em solo brasileiro.

O festival Bunka-Sai se estende até o domingo (20) e acontece no Palácio de Cristal, construção de arquitetura eclética, inaugurado em 1884. Na programação, oficinas de mangá (as famosas histórias em quadrinhos japonesas), origami, palestras, espetáculos de danças e músicas inspirados em animes (estilo de animação gráfica), demonstrações de artes marciais, artesanato e a tão famosa culinária japonesa. As atrações são de graça.

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“O Bunka-Sai é importante para manter vivo os ensinamentos, costumes e a nossa tradição”, avalia Nakashima, filho de japoneses e nascido em São Paulo.

“Neste ano de comemoração pelos 115 anos da imigração japonesa no Brasil, a festa vai ser ainda mais especial. Turistas e petropolitanos vão poder explorar novas experiências em uma oportunidade única de imersão na fascinante cultura japonesa”, promete a secretária municipal de Turismo, Silvia Guedon.

O festival faz parte do calendário de eventos da cidade desde 2008, quando a festa foi criada em comemoração do centenário da imigração japonesa. Na época, era batizado de Nippon Matsuri, festival japonês em português.

“A história de Petrópolis é rica e diversificada. Vai além do Império e da colonização germânica. A imigração japonesa tem ligação direta conosco, e o Bunka-Sai é uma festa que resgata e apresenta para as novas gerações a história, o legado e as contribuições para a cultura, a gastronomia e para o desenvolvimento econômico de Petrópolis e do Brasil como um todo”, destaca o prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo.

A cidade tem outras formas de manter viva a ligação com o país asiático, como o Museu do Japão e o Circuito das Cerejeiras, que reproduz na Cidade Imperial a beleza da floração das sakuras, como são chamadas no Japão. A beleza da natureza é a mesma, a diferença é o período de exibição. Enquanto no Japão florescem entre o fim de março e início de abril – começo da primavera, no Brasil a floração acontece da metade de julho até agosto. Lugares de atração turística como o Lago do Quitandinha, o Museu Imperial e o Palácio Rio Negro receberam as sementes da espécie.

Integração Brasil-Japão

O interesse de manter viva a história da relação entre os dois países é justificado pelo intercâmbio populacional. Segundo a Embaixada do Japão no Brasil, aproximadamente 2 milhões de japoneses e descendentes vivem no Brasil. É a maior população de origem japonesa fora do Japão. Além disso, o Japão é o quinto país com a maior comunidade brasileira no exterior. São quase 207 mil, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores. 

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A relação diplomática entre ambos só foi interrompida entre 1942 e 1952, por causa da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Este ano, a integração entre os dois países pode aumentar ainda mais. No último dia 9, os dois países anunciaram a isenção bilateral de exigência de visto de turismo a partir de 30 de setembro de 2023. Assim, turistas japoneses poderão visitar o Brasil sem a obrigatoriedade da emissão de visto, o que também valerá para os brasileiros que planejam ir ao Japão.

Presença japonesa

Além da influência da cultura japonesa no cotidiano dos brasileiros, como a culinária, chás e artes marciais, entre outros elementos, há cidades especificas com presença forte de tradições e costumes nipônicos. 

Em São Paulo, o bairro da Liberdade proporciona a sensação de estar quase em ruas japonesas, com uma arquitetura oriental e fachadas com ideogramas (símbolos gráficos).

A cidade de Assaí, no Paraná, abriga uma comunidade nipo-brasileira desde 1930 e realiza eventos tradicionais no Japão, como o Bon Odori e o Tanabata. O sistema de produção agrícola também é realizado com técnicas japonesas.

Ivoti, no Rio Grande do Sul, recebeu 26 famílias de imigrantes em 1966, formando uma colônia japonesa produtora de uvas, kiwi, hortaliças e flores. A população cresceu e atualmente é responsável por realizar festas culturais, como a Feira da Colônia Japonesa, a gincana esportiva Undo Kai e o evento Enguei Kai. 

Na Região Norte, a cidade de Tomé-Açu, no Pará, recebeu imigrantes japoneses em 1926. Três anos depois, a Companhia Nipônica de Plantação do Brasil comprou terras paraenses para 189 japoneses. Com o trabalho dos imigrantes, a cidade ganhou o título de maior produtora brasileira de pimenta-do-reino.

Serviço

Bunka-Sai, Festival da Cultura do Japão de Petrópolis

17 a 20 de agosto de 2023

Programação no site.

Fonte: EBC GERAL

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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Itaipava transforma aviso legal em alerta contra o assédio e propõe novo padrão de comunicação no mercado cervejeiroDurante décadas, o texto legal das campanhas de cerveja cumpriu uma função obrigatória. Presente em todas as peças do setor, a mensagem “Beba com moderação” acabou se tornando invisível aos olhos do público. A partir desse diagnóstico e amparada por uma pesquisa inédita do Instituto Locomotiva, realizada em parceria com a marca para esse 2026, a Itaipava decidiu ressignificar esse espaço para chamar atenção a um problema urgente da sociedade brasileira: o assédio, especialmente intensificado durante o Carnaval. Criada pela WMcCANN, a iniciativa transforma o aviso legal em um alerta direto e impossível de ignorar e dá início a um movimento com a nova assinatura “Nunca assedie. Beba com sabedoria”, colocando o combate ao assédio como prioridade em sua comunicação. Os dados que embasam a iniciativa fazem parte de uma parceria da Itaipava com o Instituto Locomotiva e evidenciam a dimensão do problema: 79% das brasileiras afirmam temer sofrer assédio no Carnaval e 5 em cada 10 mulheres já passaram por situações de assédio durante a festa. As informações integram as peças da campanha de Carnaval da marca e reforçam a urgência do tema, validando seu compromisso social ao integrar o “Não Se Cale”, pacto assinado pelo Grupo Petrópolis no lançamento do movimento, em 2024. “Nós entendemos que o Carnaval é um momento de celebração, mas também de responsabilidade. Com esta iniciativa, queremos ser pioneiros em uma mudança de comportamento que pode e deve ser abraçada por todo o setor. Transformar o aviso legal em um alerta contra o assédio é um passo simbólico, mas de grande impacto”, afirma Giulia Faria, Co-CEO do Grupo Petrópolis. “A parceria entre Itaipava, WMcCANN e Instituto Locomotiva nasce do compromisso de usar a comunicação para tornar visíveis verdades que não podem mais ser ignoradas. O posicionamento da WMcCANN, baseado em verdades bem contadas, está diretamente ligado à responsabilidade cultural. Ao realizar uma ação sustentada por dados, a comunicação cumpre seu papel de provocar reflexão, influenciar a cultura para transformar comportamentos e contribuir para um ambiente mais seguro para as mulheres”, comenta Ranata Bokel, CEO da WMcCANN. Para Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, os dados da pesquisa revelam um cenário preocupante e reforçam como o assédio ainda faz parte da realidade de muitas mulheres durante o Carnaval. “Ao divulgar esses dados, buscamos não só amplificar o debate público sobre o tema, mas também chamar à reflexão quem está pulando o Carnaval. O assédio não é uma questão individual de uma ou outra mulher, é um problema social que precisamos enfrentar de forma coletiva, como sociedade”, explica. A ação se desdobra em uma estratégia de comunicação integrada que leva a mensagem para as ruas, redes sociais e plataformas digitais. O movimento inclui a aplicação da nova assinatura na veiculação de filme, peças em DOOH e materiais promocionais, com ampla presença em regiões de alta concentração de blocos e festividades carnavalescas. A estratégia busca amplitude e mobilização, incentivando o engajamento de parceiros e consumidores para que a mensagem se perpetue além do Carnaval. Pacto Ninguém se Cala O Grupo Petrópolis foi a primeira grande empresa do setor cervejeiro a assinar o Pacto Ninguém Se Cala, iniciativa do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público do Trabalho de combate ao assédio e à violência contra a mulher. Entre as ações adotadas, a empresa tem conscientizado clientes, fornecedores, promotores de eventos e colaboradores a respeito do tema, dentro da estratégia do seu programa de consumo consciente, o Saber Beber. A inclusão do alerta “Nunca Assedie” no aviso legal das embalagens de cerveja é mais uma ação adotada nesse sentido. SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ), Itaipava conquistou o consumidor brasileiro ao longo dos anos e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Fest Drinks, Cabaré Ice, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; os refrigerantes It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Em 2017, o Grupo criou o programa de consumo consciente Saber Beber, que orienta consumidores sobre o consumo responsável de bebidas alcoólicas. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.

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Os dados que embasam a iniciativa fazem parte de uma parceria da Itaipava com o Instituto Locomotiva e evidenciam a dimensão do problema: 79% das brasileiras afirmam temer sofrer assédio no Carnaval e 5 em cada 10 mulheres já passaram por situações de assédio durante a festa. As informações integram as peças da campanha de Carnaval da marca e reforçam a urgência do tema, validando seu compromisso social ao integrar o “Não Se Cale”, pacto assinado pelo Grupo Petrópolis no lançamento do movimento, em 2024. “Nós entendemos que o Carnaval é um momento de celebração, mas também de responsabilidade. Com esta iniciativa, queremos ser pioneiros em uma mudança de comportamento que pode e deve ser abraçada por todo o setor. Transformar o aviso legal em um alerta contra o assédio é um passo simbólico, mas de grande impacto”, afirma Giulia Faria, Co-CEO do Grupo Petrópolis. “A parceria entre Itaipava, WMcCANN e Instituto Locomotiva nasce do compromisso de usar a comunicação para tornar visíveis verdades que não podem mais ser ignoradas. O posicionamento da WMcCANN, baseado em verdades bem contadas, está diretamente ligado à responsabilidade cultural. Ao realizar uma ação sustentada por dados, a comunicação cumpre seu papel de provocar reflexão, influenciar a cultura para transformar comportamentos e contribuir para um ambiente mais seguro para as mulheres”, comenta Ranata Bokel, CEO da WMcCANN. Para Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, os dados da pesquisa revelam um cenário preocupante e reforçam como o assédio ainda faz parte da realidade de muitas mulheres durante o Carnaval. “Ao divulgar esses dados, buscamos não só amplificar o debate público sobre o tema, mas também chamar à reflexão quem está pulando o Carnaval. O assédio não é uma questão individual de uma ou outra mulher, é um problema social que precisamos enfrentar de forma coletiva, como sociedade”, explica. A ação se desdobra em uma estratégia de comunicação integrada que leva a mensagem para as ruas, redes sociais e plataformas digitais. O movimento inclui a aplicação da nova assinatura na veiculação de filme, peças em DOOH e materiais promocionais, com ampla presença em regiões de alta concentração de blocos e festividades carnavalescas. A estratégia busca amplitude e mobilização, incentivando o engajamento de parceiros e consumidores para que a mensagem se perpetue além do Carnaval. 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