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CUIABÁ

TENTATIVA DE FEMINICÍDIO

Polícia prende advogado suspeito de agredir namorada e fugir de Uber para Chapada

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MATO GROSSO

Um advogado foi preso no início da tarde de sexta-feira (18) em uma clínica de recuperação localizada no bairro Aldeia Velha, em Chapada dos Guimarães. De acordo com as informações apuradas pelo Alô Chapada, o homem é suspeito de tentativa de feminicídio contra a companheira. A vítima chegou a ficar desacordada após ser brutalmente agredida pelo advogado.

A prisão é resultado de ação conjunta da Polícia Civil em Chapada dos Guimarães com a Delegacia da Mulher de Cuiabá. Na noite de quinta-feira (17), após serem acionados para atender a uma tentativa de feminicídio, já que a vítima sofreu diversas agressões, a investigação rastreou o advogado, que subiu para Chapada dos Guimarães com um motorista de aplicativo.

O suspeito dormiu na cidade e na manhã de sexta-feira se internou na clínica de reabilitação. Em buscas pela cidade, hospedarias, pousadas, clínicas, comércios, os policiais localizaram o advogado e o prenderam em flagrante.

O suspeito foi encaminhado para a Delegacia da Mulher para confecção de boletim de ocorrência e auto de prisão em flagrante.

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VIOLÊNCIA SEM FIM

A vítima foi encontrada próximo à guarita de um condomínio residencial, no bairro Morada do Outro, na madrugada desta sexta-feira. A Polícia Militar foi acionada e a encaminhou ao Plantão da Mulher 24h.

Ouvida pela delegada plantonista Divina Martins, a engenheira, de 29 anos, declarou que estava em sua residência com o agressor, quando ele saiu do quarto para fazer uso de entorpecentes e depois tentou manter relações sexuais com a vítima, que se recusou. Após a negativa, ele passou a agredi-la com socos e chutes e xingamentos.

Após o início da sessão de agressões, a vítima tentou fugir para outros cômodos da casa, mas o suspeito a alcançou e continuou o espancamento, inclusive, usando uma barra de ferro. Quando ela conseguiu pegar a chave de casa e sair até a garagem, o agressor a encontrou e novamente lhe agrediu, jogando a vítima no chão e tentou matá-la. Durante as agressões, ela relatou ter perdido a consciência várias vezes. Quando o suspeito foi pegar a barra de ferro para continuar a atacá-la, ela contou que conseguiu escapar e pedir ajuda na portaria de um condomínio, nas proximidades de sua residência. Os policiais militares realizaram buscas na área próxima, mas o suspeito não foi encontrado.

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O caso segue sendo investigado.

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MATO GROSSO

Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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