REFORÇO NA SEGURANÇA
Polícia Civil de Mato Grosso empossa 19 policiais para reforçar efetivo da instituição
MATO GROSSO
Dezenove policiais, sendo nove investigadores, nove escrivães e um delegado, tomaram posse na Polícia Civil de Mato Grosso, nesta sexta-feira (25.08). Os novos servidores reforçarão as atividades da instituição, especialmente nas unidades do interior do estado.
Uma solenidade foi realizada pela delegada-geral Daniela Silveira Maidel, junto aos demais diretores e presença do secretário adjunto de inteligência, delegado Valter Furtado Filho, na sala de reuniões da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA) para oficializar o ingresso dos novos servidores.
delegada-geral destacou aos novos policiais que fazer parte da Polícia Civil de Mato Grosso não é apenas uma profissão, mas uma entrega e compromisso com a sociedade.
“Ao longo da carreira vocês enfrentaram muitos desafios, que exigirão comprometimento. Posso dizer que tenho muito orgulho em ser uma policial civil e espero que vocês também sintam esse orgulho e representem a diferença que desejam ver no mundo, honrando a tradição e missão da Polícia Civil”, disse.
O secretário adjunto de Inteligência, Valter Furtado Filho, parabenizou a todos pelo momento da posse, aproveitando para frisar sobre a importância da figura do policial, principalmente dentro da sociedade em que atua.
“Vocês que estão ingressando hoje, só irão ver uma Polícia Civil forte, se vocês forem fortes na ponta. O cidadão muitas vezes não quer saber das grandes ações, mas daquele trabalho que esclareceu um crime dentro da cidade e realidade que ele vive. Tudo isso exige muita dedicação e algumas renúncias do servidor no compromisso com a sua instituição e com a sociedade”, afirmou.
Os empossados passarão pelo Curso de Formação Técnico-Profissional, coordenado pela Academia de Polícia, com duração de cinco meses, que os habilitam ao exercício das atividades profissionais nas delegacias da Polícia Civil. Após a solenidade de posse, os novos policiais participaram da aula inaugural, ministrada pelo diretor da Academia de Polícia, Fausto José de Freitas.
MATO GROSSO
Remédio sem hormônio para a menopausa abre alternativa para quem ficou anos sem tratamento
“A onda de calor não é um desconforto qualquer. É a mulher acordando encharcada de suor no meio da noite, é o rosto pegando fogo numa reunião cheia de gente. E eu tenho paciente convivendo com isso há anos, sem ter para onde correr”, diz a ginecologista Dra. Fabiana Bersch. Para parte dessas mulheres, a ciência trouxe uma saída. A Anvisa aprovou nesta segunda-feira, 22 de junho, o fezolinetanto, primeiro medicamento sem hormônio autorizado no Brasil para tratar as ondas de calor e o suor noturno de intensidade moderada a intensa associados à menopausa.
Os calores e suores noturnos são o sintoma mais conhecido do climatério e atingem até 80% das mulheres entre 40 e 65 anos. Não são raros nem passageiros: duram, em média, sete anos, e em alguns casos chegam a dez. Mesmo assim, boa parte das pacientes nunca recebeu um tratamento à altura.
O novo remédio será vendido pela Astellas Farma com o nome Veoza, em comprimido de uso diário. A aprovação se baseou em estudos clínicos que reuniram mais de 3 mil mulheres na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. Diferente da reposição hormonal, o fezolinetanto age direto no cérebro. Na menopausa, a queda do estrogênio faz uma substância chamada neurocinina B agir de forma exagerada no hipotálamo, a região que controla a temperatura do corpo. É esse descontrole que dispara os calorões. O medicamento bloqueia essa substância e acalma o termostato interno.
Para a Dra. Fabiana, quem mais ganha com a novidade são as mulheres que até agora não tinham uma alternativa segura. Ela cita dois grupos. “O primeiro são as mulheres que tiveram câncer de mama. Muitas não podem usar hormônio de jeito nenhum, e conviviam com os calores sem nenhuma alternativa aprovada. Para elas, isso muda o jogo”, afirma.
O segundo grupo é menos comentado, mas igualmente grande.“São as mulheres que perderam a janela de oportunidade da reposição. Quando a terapia hormonal não começa nos primeiros anos da menopausa, iniciar muito depois pode trazer mais risco do que benefício. Essas pacientes ficavam órfãs de tratamento. Agora elas têm uma saída”, explica.
A médica comemora o avanço, mas faz questão de colocar a novidade no lugar certo. O fezolinetanto trata o calor e o suor. Ele não age sobre os outros efeitos da queda do estrogênio. “Preciso ser honesta com as minhas pacientes. O remédio cuida das ondas de calor e do suor noturno, e faz isso bem. Mas ele não trata a perda de massa óssea, a secura vaginal, o sono, o humor nem a saúde do coração. A menopausa é muito maior do que um sintoma só”, diz.
É aí que entra o trabalho que ela defende, de olhar para a mulher por inteiro e não só para a queixa do momento. “O remédio é uma ferramenta nova e importante, não um atalho. A mulher continua precisando de uma avaliação completa, porque tratar um sintoma isolado não é a mesma coisa que cuidar da mulher inteira”, reforça.
A ginecologista também pede cautela com a expectativa. O medicamento que ainda não chegou às farmácias, exige acompanhamento, incluindo exames para monitorar o fígado. “Já vejo gente animada querendo o remédio. Ele ainda não está disponível e não é para sair tomando por conta própria. A indicação precisa ser individual, com avaliação e acompanhamento”, orienta.
Quando não tratados, os calores e suores noturnos vão muito além do incômodo. Tiram o sono, afetam a memória, o humor e a produtividade. Cuidar bem dessa fase, lembra a médica, é cuidar do futuro da mulher. “A menopausa é o fim da vida reprodutiva, não da vida produtiva. Quanto mais opção de tratamento a mulher tiver, e quanto melhor o acompanhamento, melhor ela vive os anos que vêm pela frente”, conclui.
Sobre a Dra. Fabiana Bersch
Dra. Fabiana Bersch é ginecologista com mais de 25 anos de experiência, com foco em saúde integrativa da mulher. Tem pós-graduação em Medicina Integrativa e concluiu, em 2026, o programa de atualização em saúde da mulher e menopausa (WHAM) da Harvard Medical School. Atende presencialmente em Primavera do Leste (MT) e on-line para todo o Brasil.
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