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Plano Plurianual prevê R$ 685 bilhões para o Bolsa Família nos próximos quatro anos

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POLITÍCA NACIONAL

O governo enviou ao Congresso Nacional o projeto do Plano Plurianual (PPA) de 2024-2027. O plano determina as prioridades orçamentárias de médio prazo e deverá ter R$ 13,3 trilhões nos próximos quatro anos. O principal programa do plano é o Bolsa Família, com R$ 685 bilhões.

Já entre as metas apresentadas pelo projeto está a de reduzir a taxa de desemprego, de 9,25% em 2022 para 6,63% em 2027. Essa meta, chamada de “desejável”, considera, entre outras coisas, crescimento econômico de 2,8% em média. No índice-base, a taxa de desemprego aumentaria para 10,73%.

Foram definidos 88 programas a partir de 6 prioridades:

  • combate à fome e redução das desigualdades;
  • educação básica;
  • saúde;
  • neoindustrialização, trabalho, emprego e renda;
  • novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); e
  • combate ao desmatamento e enfrentamento da emergência climática.

Observatório do PPA
De acordo com a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, uma das inovações é a definição de indicadores com metas que poderão ser acompanhados em um Observatório do PPA. Alguns indicadores são redução da taxa de pobreza, queda no desmatamento, redução de emissão de gases de efeito estufa e aumento do PIB per capita.

Também foram definidas cinco agendas transversais para as políticas públicas que devem observar ações favoráveis a crianças e adolescentes, povos indígenas, mulheres, igualdade racial e questão ambiental.

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Participação popular
O governo afirma que fez 27 plenárias regionais para elaborar o PPA com mais de 34 mil participantes. A plataforma digital “Brasil Participativo”, segundo o governo, teve mais de 1,4 milhão de participantes.

“A LOA virá com rubricas, com programas e ações que estão incorporando as sugestões da população”, disse Simone Tebet. “Claro que não vai com todo o dinheiro suficiente para resolver o problema do Brasil. Vai dividido em quatro anos, para o Brasil que queremos até 2027.”

Agora, o PPA será analisado pela Comissão Mista de Orçamento, onde será relatado pelo deputado Bohn Gass (PT-RS). Ele já disse que quer ouvir governos e especialistas sobre o plano. “Nosso desejo é fazer o debate nas cinco regiões do País, ouvindo governos, parlamentares, sociedade civil. E fazer seminários temáticos sobre os eixos principais para aprofundar com pesquisadores, com pessoas que estão identificadas com as pautas principais”, adiantou Bohn Gass.

O projeto do PPA 2024-2027 deve ser votado pelo Congresso Nacional até o fim deste ano.

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O que é o PPA
O PPA é estabelecido por lei para vigorar por quatro anos, começando no segundo ano de mandato de um presidente e se prolongando até o final do primeiro ano do mandato de seu sucessor.

Durante sua vigência, o PPA norteia a elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA). A Constituição Federal determina também que os planos e programas nacionais, regionais e setoriais sejam elaborados em consonância com o PPA.

Reportagem – Sílvia Mugnatto
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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