MATO GROSSO
Filmes aprovados em edital da Secel começam a ser exibidos para a população
MATO GROSSO
As exibições começam nesta sexta-feira (01.09), quando serão lançados dois filmes, o documentário “Caminhos Ciganos” e o videoarte “Undual”. A apresentação ao público é gratuita. Outros lançamentos recentes deste ano foram o curta-metragem “Tereza de Benguela”, videoarte “Macunaíma Pop do Cerrado” e o videoclipe ‘Treme”.![]()
O documentário Caminhos Ciganos, que apresenta as culturas e identidades ciganas do Brasil, França e Portugal, levou seis anos para ficar pronto, e foi finalizado graças aos recursos do Edital. Dirigido e roteirizado pelo cineasta cigano Aluízio de Azevedo, o filme será lançado em três cidades onde vivem as comunidades ciganas que participam da obra, Cuiabá, Rondonópolis e Tangará da Serra.
A primeira exibição ao público será nesta sexta-feira (01.09), às 10h, no Centro Cultural de Tangará da Serra. A segunda será no acampamento Calon, dia 05 de setembro, às 19h, em Rondonópolis. Em Cuiabá, o filme “Caminhos Ciganos” terá uma sessão no dia 09 de setembro, às 19h, no Centro Cultural Casa das Pretas, localizada na Praça da Mandioca.
Também com lançamento para esta sexta-feira (01.09) está o videoarte “Undual”, que explora a poética surrealista para retratar a subjetividade e contradições das relações humanas. Dirigido pela artista Vitória Tami e pelo cineasta João Pedro Régis, a exibição ocorrerá às 19h30, no Cineclube Coxiponés, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Além da sessão, o público poderá conferir uma exposição de artes sobre o filme.
“A seleção no Edital da Secel impulsionou a concepção do projeto, considerando que em todo o estado as iniciativas de linguagem da videoarte são raras devido aos desafios inerentes à produção audiovisual experimental”, destaca a diretora Vitória Tami.![]()
Outro filme lançado recentemente foi Tereza de Benguela, um curta sobre a vida da líder do maior quilombo de Mato Grosso, o Quariterê. A história de Tereza de Benguela marca também a resistência à escravidão e a luta da Rainha pela liberdade do seu povo, no século 18. O curta foi lançado no final de julho, no Cine Teatro Cuiabá, e apresentado também na Conferência Municipal de Cultura de Sorriso, no dia 29 de agosto.
“Sem o Edital da Secel a gente não teria condições de realizar esse curta metragem, que envolveu mais de 30 profissionais, muita pesquisa e investimentos. Graças a esse olhar do Governo de Mato Grosso, o cinema do interior também pôde trazer sua voz e sua arte. Realizar um curta como Tereza de Benguela para mim é um privilégio por contar a história dessa mulher incrível”, destaca o diretor do filme, Salles Fernandes.![]()
Na categoria videoclipe, uma das produções já lançadas para o público é “Treme”, da multiartista Luisa Lamar. Ao ritmo do reggaeton, a música foi gravada em parceria com Sharamandaya Kess e narra o empoderamento feminino em um contexto de violência contra a mulher e relações tóxicas. O clipe pode ser conferido em todas plataformas digitais de áudio e vídeo.
Além dos filmes que estão sendo lançados, os demais projetos aprovados no Edital do Audiovisual seguem no cronograma de gravação e finalização. Um deles é o curta-metragem “Mansos”, da cineasta Juliana Segóvia. O filme traz o protagonismo das mulheres negras com uma história sobre ancestralidade, retratando uma família composta por uma mãe e duas filhas que têm a vida impactada pela construção de uma hidrelétrica.
Outra produção em gravação é o filme de terror “Vale da Estranheza”, do cineasta Paulo Vidotti, que reúne elementos místicos, criaturas sobrenaturais, psicopatologias humanas e o universo dos vampiros. O filme tem previsão de lançamento para este ano.
Todos as informações referentes ao Edital do Audiovisual, bem como a lista de projetos selecionados, podem ser acessadas no site www.secel.mt.gov.br/editais (link aqui).![]()
Investimentos no setor
Dados do Observatório da Cultura da Secel apontam que os investimentos no setor do audiovisual em Mato Grosso tem crescido desde 2020, principalmente por meio de editais, com recursos que somam R$ 6,2 milhões destinados ao segmento até o final de 2022. Entre as seleções públicas estão o MT Nascentes (2020), Audiovisual (2021) e Jogos Eletrônicos (2022).
E o valor irá crescer, exponencialmente, em até 2024, com previsão de recursos de R$ 25,72 milhões para Mato Grosso em projetos de prefeituras e do Estado, que serão desenvolvidos por meio da Lei Paulo Gustavo.
“A oferta de oportunidades de experiências culturais para a população é um dever do Estado e fomentar a rede produtiva do audiovisual, além de gerar conteúdos relevantes para nosso povo, movimenta e aquece toda uma rede econômica que se beneficia destes recursos. Enquanto o investimento em cultura gera renda, emprego, aquece a economia, também promove cidadania e sociabilidade”, explica o secretário adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura.![]()
Ao todo, dos 34 projetos aprovados no Edital do Audiovisual, 22 obras são de curta-metragem nos formatos de ficção, documentário e animação. Há ainda 8 projetos da categoria videoclipe, 2 de videodança e 2 de videoarte. Os projetos receberam valores entre R$ 25 mil e R$ 150 mil, de acordo com a proposta aprovada.
Considerado um dos segmentos mais estruturados da indústria criativa, o audiovisual movimenta tanto a economia quanto a geração de empregos diretos e indiretos. “O audiovisual é um setor de grande importância cultural, social e econômica. Além de movimentar os locais de produção, envolve uma cadeia produtiva dinâmica com potencial econômico e de divulgação da produção cultural do Estado”, explica superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa da Secel, Keiko Okamura.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
A Casa do Parque transforma Caravaggio em experiência imersiva
Em tempos de consumo acelerado da imagem e de experiências culturais cada vez mais superficiais, um projeto criado em Cuiabá propõe o caminho inverso: desacelerar o olhar. No próximo dia 21 de maio às 20h, A Casa do Parque estreia O Banquete, encontro concebido para transformar a história da arte em experiência sensorial, intelectual e afetiva.
Fruto de uma parceria entre Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque e o professor de história da arte Rafael Branco, o encontro nasce com uma ambição rara no circuito cultural contemporâneo: formar público sem didatismo, aproximando grandes obras da arte universal de uma vivência estética real, atravessada por narrativa, música, vinho e atmosfera.
A primeira edição mergulha na obra de Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571–1610), artista que revolucionou a pintura barroca ao aproximar o divino da carne, da sombra e do drama humano. Sua obra, marcada pelo contraste radical entre luz e escuridão, violência e beleza, segue contemporânea justamente por recusar idealizações.
“Mais do que falar sobre arte, queremos criar uma travessia pela obra. A Casa do Parque sempre acreditou que cultura também pode ser experiência viva, sensorial e emocional”, afirma Flávia Salem, idealizadora da Casa do Parque. “O Banquete nasce desse desejo de aproximar as pessoas da arte de uma forma menos acadêmica e mais humana, sem perder profundidade.”
Ao longo da noite, Rafael Branco conduz o público por imagens, contextos históricos e interpretações que ajudam a compreender não apenas a técnica de Caravaggio, mas o impacto filosófico e simbólico de sua obra sobre o imaginário ocidental.
Mas a proposta evita o formato tradicional de palestra. Em vez disso, o público é convidado a ocupar uma experiência cuidadosamente construída para provocar percepção, escuta e contemplação.
A atmosfera da noite entre vinho, música e projeções dialoga diretamente com a ideia do banquete como ritual de encontro e partilha intelectual.
“Construímos uma noite para aproximar a história da arte do público, através de uma experiência sensorial mais ampla, em que imagem, som, sabor e cena são costuradas em uma mesma narrativa sobre universo de Caravaggio. Para além de apresentar sua obra, a proposta é criar uma vivência imersiva e inédita na cidade de Cuiabá, a partir de um dos grandes nomes do barroco italiano.”, observa Rafael Branco.
Com O Banquete, A Casa do Parque reforça um movimento que vem consolidando em Cuiabá: o de criar experiências culturais autorais, sofisticadas e voltadas à formação de público.
Nessa noite apenas o bar da Casa estará em funcionamento, não havendo serviço gastronômico.
Serviço:
O BANQUETE
21 de maio, às 20h
A Casa do Parque
Ingresso social: R$ 150 + 1 litro de leite longa vida
Informações e ingressos: 98116-8083
Lugares limitados.
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