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Sesp lança operação para reforço no policiamento em Diamantino e Santo Afonso

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¿A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Polícia Militar lançaram, na noite deste domingo (17.09), operação de policiamento nos municípios de Diamantino e Santo Afonso, em reforço de cerca de 30 policiais durante eventos realizados nas cidades.

Equipes do Batalhão Rotam e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), de Cuiabá, e da Companhia de Força Tática do 14º Comando Regional de Policia Militar, com sede em Campo Novo, se deslocaram para apoio aos agentes da 9ª Companhia de Polícia Militar de Diamantino (9ª Cia PMMT).

Sob comando da tenente-coronel Cláudia Regina Soares, comandante da 9ª Cia PMMT, a operação realiza formação de barreiras em vias pública e abordagem e checagem de veículos e pessoas, entre outras atividades de policiamento em áreas urbanas e rurais.

Conforme a comandante, os dois municípios sediam eventos importantes, que fomentam a circulação da população nos espaços públicos e, consequentemente, exigem o aumento da presença ostensiva da segurança como forma de prevenir e reprimir ocorrências criminais.

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Em Diamantino, os festejos são em comemoração ao aniversário da cidade, que completa 295 anos nesta segunda-feira (18). Já em Santo Afonso ocorre a primeira exposição agropecuária do município.

“A operação fortalece a presença da Polícia Militar nas ruas e amplia nosso alcance de trabalho, para reprimir crimes como o ocorrido na semana passada, quando uma moradora teve a casa invadida e foi vítima de tortura em suposta tentativa de roubo. Nós seguimos nas ruas com um trabalho intenso de buscas e continuamos dando apoio à moradora”, observa a tenente-coronel.

O secretário adjunto de Integração Operacional da Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT), coronel Fernando Carneiro, assinala que as forças policiais estão trabalhando com o objetivo de aumentar a sensação de segurança à população e, no caso de Diamantino, para dar respostas ao crime.

Fernando lembra que, simultâneo ao reforço no policiamento ostensivo, a Polícia Judiciária Civil trabalha nas investigações com o objetivo de esclarecer, identificando e responsabilizando criminalmente os autores.

Prisão e apreensão

Em Diamantino, no primeiro dia de operação, policiais da Força Tática prenderam um homem com uma arma de fogo e 9 munições, sendo seis na arma e duas armazenas no bolso. Ele estava bêbado e fazia uso de tornozeleira eletrônica, porém o equipamento estava desligado.

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Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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