MATO GROSSO
Max detona Maysa: “Nunca vi um projeto dela; só quer mídia”
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O deputado estadual Max Russi (PSB) criticou a postura da vereadora Maysa Leão (Republicanos) por insistir na denúncia contra o deputado estadual Gilberto Cattani (PL).
A vereadora entregou à deutada Janaina Riva (MDB), presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, um documento denunciando o parlamentar por manipular um vídeo em suas redes sociais para incitar ódio contra ela.
Corregedor da comissão, Max propôs que a denúncia fosse arquivada por falta de legitimidade, sendo alvo de crítica da vereadora. O deputado rebateu dizendo que Maysa está tentando polemizar na mídia.
“Eu tenho que cumprir o Regimento [Interno da Assembleia], não posso ser omisso. Até vou mandar o regimento para a assessoria dela para ela entender um pouco, ver o que é possível, porque o que ela está tentando é mídia”, afirmou.
Na justificativa para o arquivamento, Max alegou falta de legitimidade da vereadora.
“Nesse mandato dela nunca vi uma matéria dela em sites importantes de projetos de lei, de ações parlamentares, algo bom para a sociedade, para a mulher. Não vi nada. Então ela está tentando com isso polemizar e continuar na mídia”, acrescentou.
Na semana passada Maysa falou sobre a decisão de Max e também teceu críticas ao deputado. Ela afirmou que ele estaria desconsiderando a violência moral contra a mulher ao dizer que “não viu nada” no vídeo postado por Cattani.
No entanto, Max voltou a defender seu posicionamento, alegando que o vídeo mostrava apenas Maysa e Cattani debatendo sobre a punição contra estupradores.
O deputado ainda afirmou que se a vereadora quisesse mesmo resolver a situação com o deputado teria entrado na Justiça ou acionada a Polícia Civil.
“Ela não quer isso. Ela quer aparecer, tentar garantir a reeleição dela no próximo ano. É o trabalho dela. Acho que ela está conseguindo, ela vai continuar indo na Assembleia tentando atacar eu, o Cattani ou qualquer um, porque ela quer lacrar. Por quê? Porque não tem projetos”.
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Credores rejeitam plano e recuperação do Grupo Pelissari entra em fase decisiva
A recuperação judicial do Grupo Pelissari entrou em um momento decisivo após os credores rejeitarem o plano apresentado pela empresa. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral de Credores (AGC) realizada em 2025 e representa uma mudança significativa no rumo do processo, que tramita na 4ª Vara Cível de Sinop.
Durante a assembleia, pedidos de nova suspensão não foram aceitos pela Administração Judicial, que considerou o histórico de prorrogações anteriores sem avanços concretos. Com a rejeição do plano, a recuperação avança para uma etapa menos comum: a possibilidade de os próprios credores apresentarem uma proposta alternativa de reestruturação.
Essa possibilidade, prevista na Lei de Recuperação e Falências, muda o centro das negociações. Sem um plano aprovado, o processo entra em uma fase crítica, na qual o grupo devedor precisa demonstrar viabilidade econômica e recuperar a confiança dos credores. Caso contrário, cresce o risco de a recuperação ser convertida em falência.
Diante desse cenário, a AGC autorizou a abertura de prazo para apresentação de um plano alternativo. Entre os principais credores envolvidos estão a Blackpartners Fundo de Investimento e as empresas Terra Forte, Maré Fertilizantes e Vicente Agro, que protocolaram conjuntamente uma nova proposta de reorganização.
Segundo os documentos apresentados ao juízo, o plano alternativo busca enfrentar problemas apontados pelos credores, como a falta de informações claras e previsibilidade financeira. A proposta prevê critérios objetivos de cumprimento, maior transparência sobre o desempenho operacional e mecanismos de fiscalização, pontos considerados essenciais em operações ligadas ao agronegócio, setor marcado por forte sazonalidade.
Além do novo plano, os credores também solicitaram acesso ampliado a informações da empresa, com pedidos de medidas de apuração, incluindo requerimentos relacionados à quebra de sigilos e ao uso de ferramentas de rastreamento de dados. A análise dessas medidas ainda depende de decisão judicial, mas tende a aumentar o nível de controle e escrutínio sobre a operação do grupo.
Para o advogado Felipe Iglesias, o uso desse instrumento mostra a gravidade do momento vivido pela empresa. “A apresentação de um plano alternativo por credores é prevista em lei, mas não é comum na prática. Quando acontece, geralmente indica que os credores não enxergam, naquele momento, uma proposta do devedor capaz de equilibrar viabilidade econômica e execução efetiva. Se o plano alternativo também for rejeitado, o risco de falência se torna concreto”, afirma.
Para o mercado, o episódio sinaliza que a recuperação judicial do Grupo Pelissari entra em uma fase em que governança, transparência e consistência das informações passam a ser tão importantes quanto o cronograma de pagamentos. O processo segue agora para um ponto decisivo: ou a reestruturação será redesenhada sob liderança dos credores, ou haverá uma tentativa de recomposição de consensos para evitar um desfecho mais severo.
Em recuperações judiciais, o fator tempo costuma pesar contra empresas com baixa previsibilidade. Uma nova assembleia geral destinada à aprovação do plano de credores deverá ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026. Caso o plano seja rejeitado, será decretada a falência.