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Sobe para 49 número de mortos no RS após chuvas intensas e enchentes

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O corpo de uma mulher foi localizado, na terça-feira (19), por mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, no município de São Valentim do Sul. Com isso, subiu para 49 o número de mortes decorrentes das chuvas intensas que causaram enchentes e deixaram estragos em dezenas de cidades gaúchas.

Até o momento, não há confirmação se a vítima é uma das dez pessoas que constam da lista de desaparecidos.   

Segundo balanço da Defesa Civil do estado, divulgado na noite de terça-feira (19/9), sobre as ações de resgate nas localidades atingidas, além das dez pessoas desaparecidas, há registro de 3.130 pessoas resgatadas; 4.855 desabrigados desde o início dos eventos. No momento, de acordo com a Secretaria de Assistência Social do Rio Grande do Sul, 765 seguem nesta condição de desabrigados. O estado contabiliza ainda 21.095 pessoas desalojadas.  

Ao todo, 106 municípios foram afetados, impactando as vidas de quase 360 mil pessoas.

A Defesa Civil também emitiu alerta de chuvas fortes válido até às 12h desta quarta-feira, que podem causar alagamentos, cheias em arroios e inundações gradativas em córregos e canais, além de descargas elétricas, eventual queda de granizo e rajadas de vento, na parte mais ao sul do Rio Grande do Sul.

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Fonte: EBC GERAL

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Prefeitura de SP constrói muro na Cracolândia para isolar área de usuários de drogas

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A Prefeitura de São Paulo ergueu um muro na Cracolândia, localizada no Centro da cidade, com cerca de 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, delimitando a área onde usuários de drogas se concentram. A estrutura foi construída na Rua General Couto Magalhães, próxima à Estação da Luz, complementada por gradis que cercam o entorno, formando um perímetro delimitado na Rua dos Protestantes, que se estende até a Rua dos Gusmões.

Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir mais segurança às equipes de saúde e assistência social, melhorar o trânsito de veículos na região e aprimorar o atendimento aos usuários. Dados da Prefeitura indicam que, entre janeiro e dezembro de 2024, houve uma redução média de 73,14% no número de pessoas na área.

Críticas e denúncias

No entanto, a medida enfrenta críticas. Roberta Costa, representante do coletivo Craco Resiste, classifica a iniciativa como uma tentativa de “esconder” a Cracolândia dos olhos da cidade, comparando o local a um “campo de concentração”. Ela aponta que o muro limita a mobilidade dos usuários e dificulta a atuação de movimentos sociais que tentam oferecer apoio.

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“O muro não só encarcerou os usuários, mas também impediu iniciativas humanitárias. No Natal, por exemplo, fomos barrados ao tentar distribuir alimentos e arte”, afirma Roberta.

A ativista também denuncia a revista compulsória para entrada no espaço e relata o uso de spray de pimenta por agentes de segurança para manter as pessoas dentro do perímetro.

Impacto na cidade

Embora a concentração de pessoas na Cracolândia tenha diminuído, o número total de dependentes químicos não foi reduzido, como destaca Quirino Cordeiro, diretor do Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas. Ele afirma que, em outras regiões, como a Avenida Jornalista Roberto Marinho (Zona Sul) e a Rua Doutor Avelino Chaves (Zona Oeste), surgiram novas aglomerações.

Custos e processo de construção

O muro foi construído pela empresa Kagimasua Construções Ltda., contratada após processo licitatório em fevereiro de 2024. A obra teve custo total de R$ 95 mil, incluindo demolição de estruturas existentes, remoção de entulho e construção da nova estrutura. A Prefeitura argumenta que o contrato seguiu todas as normas legais.

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Notas da Prefeitura

Em nota, a administração municipal justificou a construção do muro como substituição de um antigo tapume, visando à segurança de moradores, trabalhadores e transeuntes. Além disso, ressaltou os esforços para oferecer encaminhamentos e atendimentos sociais na área.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU) reforçou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atua na área com patrulhamento preventivo e apoio às equipes de saúde e assistência, investigando denúncias de condutas inadequadas.

A questão da Cracolândia permanece um desafio histórico para São Paulo, com soluções que, muitas vezes, dividem opiniões entre autoridades, moradores e ativistas.

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