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A conferência com o tema “Reconstrução do SUAS: O SUAS que temos e o SUAS que queremos!” segue até sexta-feira (6)

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), por meio do Conselho Estadual de Assistência Social e Cidadania (Ceas), deu início nesta quarta-feira (04.10) à 15ª Conferência Estadual de Assistência Social de Mato Grosso, com o tema “Reconstrução do SUAS: O SUAS que temos e o SUAS que queremos!”. O evento seguirá até a sexta-feira (06.10), no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

O tema do evento foi proposto pelo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), tendo como lema: Caminhos de participação social para restabelecer a cidadania, e abordará cinco eixos: Financiamento, Controle Social, Articulação entre os segmentos da sociedade civil, Serviços, Programas e Projetos Socioassistenciais e Benefício de Transferência de Renda.

De acordo com a secretária da Setasc, Grasi Bugalho, as conferências são espaços democráticos e de participação social na sua organização, sendo um espaço onde a sociedade civil, os usuários, os trabalhadores e a gestão do SUAS possuem para avaliar as ações que eles executaram. Além disso, analisar as convergências dessas ações com a realidade local e em especial, se o sistema está sendo efetivo para a sua finalidade que é atuar sobre a vulnerabilidade dos usuários.

Dani Danchura

“Nós, que somos servidores e vivemos para o serviço público, sabemos a importância dos conselhos na concretização da política pública, na transversalidade da política, porque os conselhos são compostos por uma multiplicidade de pessoas de pensamentos, e dentro dessa multiplicidade de pensamento ele se constrói algo novo. É o espaço onde se pode mitigar as possíveis situações de risco pessoal e social, partindo dos instrumentos que promovam a emancipação dessas pessoas para o exercício da cidadania, com o seu próprio protagonismo”, finalizou.

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Para Maria da Penha, presidenta do Ceas/MT, a Conferência Estadual de Assistência Social de Mato Grosso é importante espaço de caráter deliberativo, que oportuniza o debate e a avaliação da Política Estadual de Assistência Social (PNAS) e a proposição de novas diretrizes para os próximos anos, no sentido de consolidar o direito constitucional de participação social na formulação das políticas públicas, com o objetivo ampliar o acesso aos direitos socioassistenciais dos seus usuários.

“A Conferência é um espaço de debater coletivamente com participação social representativa, assegurando momentos para discussão e avaliação das ações governamentais. Também é um espaço para a eleição de prioridades políticas nos respectivos níveis de governo, às diferentes organizações da sociedade civil, que representam os usuários, trabalhadores e as entidades de assistência social”, pontua.

A Palestra Magna intitulada “Reconstrução do SUAS: O SUAS que temos e o SUAS que queremos!” da 15ª Conferência Estadual de Assistência Social de Mato Grosso, foi proferida pela ex-ministra do Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Márcia Helena Lopes.

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Dani Danchura

Entre os presentes na abertura da 15ª Conferência Estadual de Mato Grosso, estiveram a secretária adjunta de Assistência Social da Setasc, Leicy Vitório; representando a Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, Maria Cecilia Alves da Cunha; representando a Secretaria Nacional de Assistência Social, Ana Carla Costa Rocha; o coordenador geral do Fórum Estadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras do SUAS, Júlio de Souza Alves; representando a sociedade civil, Elisângela Renascer; representando a Federação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais, Flávia Beleza do Nascimento e a vice-presidente do Colegiado de Gestores Municipais de Assistência Social do Estado de Mato Grosso (Coegemas), Hellen Janayna Ferreira de Jesus.

Ao final da Conferência Estadual, serão eleitos delegados estaduais para participarem da 13ª Conferência Nacional de Assistência Social, que será realizada nos dias 5, 6, 7 e 8 de dezembro, em Brasília.

A Conferência é um espaço de caráter deliberativo que tem, como princípio, avaliar a política de Assistência Social e apresentar orientações, definindo diretrizes para o aprimoramento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Vale ressaltar que as conferências dos municípios do Estado de Mato Grosso já ocorreram, entre os meses de abril a julho e contaram com palestras dos conselheiros estaduais, técnicos da secretaria adjunta de Assistência Social (Saas) e palestrantes convidados (ex-conselheiros do Ceas).

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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