MATO GROSSO
Semana Nacional de Ciência e Tecnologia debate soluções inovadoras para o desenvolvimento sustentável de MT
MATO GROSSO
Realizada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), em parceria com o Senai Mato Grosso, a Semana tem como tema soluções inovadoras para o desenvolvimento sustentável do país. A cerimônia de abertura reuniu estudantes, professores e diversos pesquisadores de diferentes áreas, com o objetivo de celebrar a ciência.
Ainda durante a abertura do evento, o público presente contou com a apresentação do grupo Ciência em Show. Unindo diversão e conhecimento, o grupo demonstrou diversos experimentos científicos interativos, contando com a participação de estudantes que saiam da plateia para viver novas experiências.
Para o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, a realização do evento colabora com a aproximação dos jovens estudantes com as ferramentas que podem impulsionar o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso.
“Esse é um importante evento que reúne diversos estudantes para apresentar os projetos construídos dentro das escolas, mas que possuem potencial para mudar o mundo. Estamos, juntos com o governador Mauro Mendes, preparando o terreno para que os nossos estudantes possam alcançar voos ainda maiores na ciência e tecnologia”, declarou o secretário.
Já para o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, a Semana tem um importante papel para o fortalecimento da inovação, principalmente ligada à indústria. Ele destacou que Mato Grosso possui um grande potencial no desenvolvimento de estratégias sustentáveis para alavancar sua produção.
“É muito importante para nós, especificamente da indústria, trazer o jovem para fazer essa iniciação na questão da inovação e tecnologia. Trabalhar com esses jovens é essencial para poder mostrar a importância que tem a inovação, a sustentabilidade e a inclusão social. Um evento como esse com certeza desperta para o desenvolvimento de Mato Grosso”, ressaltou o presidente.
Mostra de projetos
Com o tema “desenvolvimento sustentável”, as exposições feitas pelos alunos contam com trabalhos manuais, produtos biodegradáveis e também soluções de maquinários para a indústria.
A estudante da Sesi Escola, Beatriz Maria, de 16 anos, disse ter ficado impressionada com a riqueza da mostra, e afirmou que além de poder apresentar seu trabalho, espera poder ter novas ideias a partir da apresentação dos colegas.
“A nossa expectativa é conseguir sair daqui com ideia legais, porque nós viemos aqui com o nosso stand, que é o projeto ‘Além Dos Olhos’, onde já desenvolvemos a ideia. Agora vamos conhecer muitos outros projetos bacanas. Acho que todo mundo deveria ter o interesse em conhecer o evento”, disse Beatriz.
Já a estudante do Senai Sthefani Borges da Silva, de 20 anos, apresentou o projeto “Water Now”, criado a partir de um problema que pode afetar o cotidiano: a falta de água.
“O nosso stand se chama ‘Water Now’. Criamos um sistema que tem a função de informar aos moradores de um prédio, no hall de entrada, através de uma tela, se está faltando água, qual o nível atual do reservatório e qual o gasto diário que eles têm. Assim eles podem ter controle, mais tempo para resolver possíveis problemas e saber o quanto de água eles gastam, até para economizar e se conscientizarem em casos de uma falta de água”, declarou a estudante.
O evento segue nesta terça e quarta-feira (18.10), no Centro de Eventos da Fatec Senai. A entrada é gratuita e não há necessidade de inscrições prévias. Para ver a programação completa, clique aqui.
A 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat), Senai MT, Sesi e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O evento conta ainda com o apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Instituto Farmun, Amigo Internet e Puríssima.
Fonte: Governo MT – MT
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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.