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Governador mostra potenciais de MT a investidores: “Podemos ter até uma 3ª safra”

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Durante evento em São Paulo (SP), o governador Mauro Mendes mostrou os principais potenciais de Mato Grosso a grandes investidores nacionais e internacionais.

Mauro palestrou no Agriculture Investiment Conference, realizado pelo Credit Suisse, do grupo UBS, evento que discute o futuro do agronegócio, segurança alimentar e novas perspectivas econômicas do país.

O governador mostrou que Mato Grosso, além de ser líder nacional de produção de soja, milho, algodão, etanol de milho, carne bovina e muitos outros, também tem grande capacidade para expandir essa produção.

“Já chegamos na casa dos 100 milhões de toneladas e a projeção é que possamos chegar a 130, 150 milhões até 2030. E tudo isso sem precisar derrubar uma única árvore, respeitando as nossas florestas, especialmente a amazônica, e o Código Florestal. Produzimos duas safras tranquilamente e, agora com os investimenros em irrigação, podemos ter até uma terceira safra”, relatou.

Conforme o governador, a produção também pode ser ampliada com o uso de áreas degradadas de pastagem, com foco na sustentabilidade.

“Nós temos doze milhões de hectares de áreas de produção em Mato Grosso e temos mapeado cinco milhões de pastagens degradadas, com características 100% compatíveis de migração para a produção. Ou seja, podemos aumentar a produção em quase 50% sem precisar desmatar”, destacou.

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Mauro Mendes pontuou que há muitos outros setores que estão crescendo em Mato Grosso e são atrativos para investimentos privados.

“Temos grandes oportunidades na área de etanol e biodiesel. O biometano é algo que também começa a ganhar força em substituição ao gás natural. Esta crescendo a agroindústria, nesse processo de industrializar as proteínas, vegetais e animais, já que hoje só processamos 20% do que produzimos”, disse.

Além disso, o governador falou dos ajustes realizados no Governo de Mato Grosso que tornaram o estado um exemplo de gestão fiscal, de ambiência de negócios e que hoje aplica mais de 18% de tudo o que arrecada em investimentos.

“Mato Grosso é seguramente um dos estados que mais faz investimentos. Vamos chegar a 5.500 km de asfalto novo até 2026, viabilizamos a 1ª ferrovia estadual e implantamos a solução inédita de assumir a concessão da BR-163. Hoje temos um governo sólido, bom pagador, nota A no tesouro e que tornou Mato Grosso o melhor lugar do país para investir, trazer desenvolvimento e gerar emprego”, finalizou.

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Fonte: Governo MT – MT

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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