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Estudante da zona rural que fez intercâmbio na Inglaterra vai fazer o Enem e pretende cursar agronomia

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O intercâmbio custeado pelo Governo de Mato Grosso a 100 estudantes da rede estadual incentivou em Wagner Maciel da Gama, de 16 anos, que mora na Comunidade de Vãozinho, em Porto Estrela, a 190 km de Cuiabá, a investir mais nos estudos e a fazer uma faculdade. Mais novo de nove irmãos, o estudante viajou para a Inglaterra, em agosto deste ano, pelo Programa de Intercâmbio MT no Mundo, da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), e, no próximo mês, vai fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“Eu penso em estudar muito ainda para ter um futuro bom. Vou fazer o Enem e espero conseguir nota suficiente para cursar agronomia”, afirmou o aluno do 3º ano. Todos os dias, ele percorre 60 km de estrada de chão, de ida e volta, para frequentar a Escola Estadual Regina Tenório de Oliveira, localizada na área urbana de Porto Estrela.

Wagner ainda não tinha ido nem a Cuiabá e, com essa oportunidade, cruzou o Oceano para fazer o intercâmbio de inglês, que teve a duração de 21 dias, com todas as despesas cobertas pelo Estado.

Ele pretende fazer agronomia para continuar no campo, assim como os irmãos, que trabalham como operadores de máquinas. Dos oito irmãos, ele deve ser o segundo a cursar o ensino superior.


Wagner e o governador Mauro Mendes, no Aeroporto Marechal Rondon, no dia do embarque para a Inglaterra

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A bolsa de intercâmbio foi conquistada depois dele ter sido um dos primeiros alunos do Programa Mais Inglês a obterem o certificado de conclusão do curso oferecido pelo Governo do Estado, com o objetivo de aperfeiçoar e potencializar o ensino da língua inglesa na rede pública estadual.

Outro estudante beneficiado com os estudos fora do país e que já voltou para casa com uma bagagem cultural foi Robson de Souza Robles, da Escola Estadual Alfredo José da Silva, em Barra do Bugres.

“Ir para outro país foi algo muito inusitado para todo mundo. Todo mundo ficou muito alegre, muito feliz por estar lá”, declarou.

A professora Lizie Navarro, que é embaixadora de línguas e acompanhou os alunos na viagem, afirmou que a experiência pode ser considerada única para os alunos praticarem o inglês ensinado nas escolas e ter acesso a outras culturas.

“A oportunidade de você, enquanto estudante de idioma, praticar esse idioma in loco, aprendendo com a cultura, aprendendo com falantes, estando com acesso a diferentes sotaques, é único”, pontuou.

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Essa foi a primeira vez que estudantes da rede pública de Mato Grosso tiveram a oportunidade de fazer um intercâmbio fora do país, com investimentos realizados por meio do Governo do Estado.

“Esse programa incentiva os alunos a acreditarem em si, acreditarem no seu potencial, no seu talento. É preciso se esforçar, porque, se esforçar, vai melhorar o seu desempenho escolar e, mesmo que não vá no programa, pode acreditar que a vida vai melhorar a partir desse esforço”, afirmou o governador Mauro Mendes.

Enem 2023

O Enem será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro deste ano, sendo que no primeiro dia serão as provas de Linguagens, Ciências Humanas e Redação e, no segundo dia, de Matemática e Ciências da Natureza.

São 45 questões de quatro áreas do conhecimento: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Matemática e suas Tecnologias. Em cada uma delas são feitas 25% de questões de grau fácil, 50% de questões de grau médio e 25% de questões de grau difícil. Também tem a redação, que representa 20% da nota.

Fonte: Governo MT – MT

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Planejamento da granja e vazio sanitário são fundamentais para fortalecer a sanidade na suinocultura, destaca especialista da Embrapa 

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O planejamento adequado das instalações, a produção em lotes e a adoção do vazio sanitário foram os principais temas abordados pelo analista da Embrapa Suínos e Aves, Armando Lopes do Amaral, durante palestra no 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, evento realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat). O especialista destacou que a organização da granja é um dos pilares para manter elevados padrões de sanidade e garantir melhores índices produtivos.

Segundo Amaral, uma granja bem planejada permite fortalecer a biosseguridade, conjunto de medidas voltadas para impedir a entrada de agentes infecciosos e reduzir a circulação de doenças dentro da propriedade.

“A instalação é a base de um bom programa sanitário. O ideal é que a granja seja cercada, bem isolada, com controle rigoroso da entrada de pessoas e que as diferentes fases de produção sejam organizadas em salas específicas. Além disso, é importante manter animais da mesma idade juntos, evitando que animais mais velhos transmitam doenças aos mais jovens”, explicou.

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O pesquisador ressaltou que o Brasil já possui um elevado padrão sanitário na produção de suínos, reconhecido internacionalmente, mas alertou que esse resultado exige vigilância constante.

“Chegar a um bom nível sanitário é importante, mas mantê-lo e buscar melhorias contínuas é ainda mais desafiador. Animais saudáveis apresentam melhor desempenho, maior ganho de peso e melhores resultados econômicos para o produtor”, afirmou.

Embora reconheça que muitas granjas mais antigas enfrentam limitações estruturais e altos custos para adequações completas, Amaral destacou que é possível adotar medidas de manejo capazes de reduzir significativamente os riscos sanitários.

Entre elas está a produção em lotes, organizando grupos de matrizes e leitões para que permaneçam juntos durante cada fase produtiva, respeitando o sistema “todos dentro, todos fora”. Essa estratégia facilita a realização do vazio sanitário entre os lotes, permitindo a limpeza, desinfecção e quebra do ciclo de transmissão de agentes causadores de doenças.

“Nem sempre é possível construir novas instalações imediatamente. Mas, mesmo em estruturas existentes, o produtor pode organizar os animais em lotes, manter grupos da mesma idade nas mesmas salas e realizar o vazio sanitário sempre que possível. São medidas que contribuem muito para preservar a sanidade do rebanho”, concluiu o especialista.

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Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, levar especialistas da Embrapa ao simpósio reforça o compromisso da entidade com a difusão de conhecimento técnico que contribua para o fortalecimento da suinocultura mato-grossense.

“A sanidade é um dos maiores patrimônios da suinocultura brasileira e precisa ser preservada diariamente dentro das granjas. Trazer esse debate para o Simpósio permite que nossos produtores tenham acesso às melhores práticas e entendam que, muitas vezes, melhorias no manejo, no planejamento da produção em lotes e no cumprimento do vazio sanitário geram ganhos expressivos em produtividade e competitividade. A Acrismat trabalha justamente para aproximar o produtor dessas informações e fortalecer cada vez mais a cadeia produtiva em Mato Grosso”, afirmou Frederico Tannure Filho.

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