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Mutirão realiza 874 atendimentos sobre Cadastro Ambiental Rural na região de Cáceres

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) realizou 874 atendimentos sobre Cadastros Ambientais Rurais (CARs) durante o mutirão ambiental realizado em Cáceres pelo Sindicato Rural do município. O número de atendimentos foi o maior até o momento entre os 8 mutirões realizados este ano, e abrangeu 14 municípios da região.

No mutirão, os analistas ambientais da Sema tiraram dúvidas e realizaram consultas sobre pendências relativas ao CAR para aproximadamente 150 produtores rurais e responsáveis técnicos que buscaram atendimento no local.

A secretária adjunta de Gestão Ambiental da Sema, Luciane Bertinatto, ressaltou a importância do produtor rural comparecer no mutirão.

“Precisamos que os produtores entendam como funciona o trabalho da Sema, para que possamos auxiliar da melhor forma possível. A Sema esteve presente com o objetivo de levar informação e abrir portas para o entendimento do processo de regularização do imóvel rural. Foram 78 municípios atendidos este ano e contamos com uma organização excepcional dos sindicatos em cada um dos mutirões ambientais já realizados”.

Aproveitando a alta demanda e a quantidade de presentes no mutirão ambiental, a Diretoria da Unidade Desconcentrada da Sema de Cáceres transferiu os serviços e todos seus servidores para o Parque de Exposições nos 3 dias de evento, realizado entre 24 e 26 de outubro, no Parque de Exposições.

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“O objetivo é integrar a Unidade Regional e ações da Secretaria que demonstram o quanto a Sema vem procurando cada dia mais o resultado de eficiência. Realizamos 282 atendimentos pela Diretoria de Unidade Desconcentrada durante o mutirão, que é uma forma de sinalizar a sociedade que a Sema tem como prioridade a política de resultado em atender melhor o cidadão”, destacou o diretor da DUD de Cáceres, Luiz Sérgio Garcia.

Além de Cáceres, foram atendidos também os municípios de Araputanga, Curvelândia, Figueirópolis D’Oeste, Glória D’Oeste, Indiavaí, Jauru, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Porto Esperidião, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Salto do Céu e São José dos Quatro Marcos.

Nos 8 mutirões do ano foram realizados 3.196 atendimentos sobre Cadastros Ambientais Rurais. Até o momento aconteceram edições em Barra do Garças, Cuiabá, Pontes e Lacerda, Sinop, Sorriso, Diamantino, São Félix do Araguaia e Cáceres.

O mutirão conta com a parceria da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), Sema, Sindicatos Rurais do Municípios envolvidos, Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Câmaras de Vereadores, Sindicatos de Trabalhadores Rurais, Associação de Pequenos Produtores e prefeituras da região.

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Mutirão Ambiental

O mutirão ambiental tem objetivo de aumentar o número de proprietários com processos regularizados na Sema e com a validação dos cadastros. Com o CAR validado, o produtor tem benefícios como acesso ao crédito e maior aceitação da produção no mercado.

Além do atendimento presencial e individualizado, o mutirão de Cáceres e região teve as palestras “Oportunidades e desafios na regularização do imóvel rural” e “Usos e restrições de áreas úmidas”, ministradas pela Secretárias Adjuntas de Gestão Ambiental, Luciane Bertinatto, e de Licenciamento Ambiental e Recursos Hídricos da Sema, Lilian Santos. Também foi feita uma reunião sobre o Sistema Mato-Grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar) Assentamentos.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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