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Moratória da Soja

Moratória da Soja em debate: qual o impacto para MT?

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MATO GROSSO

Quando falamos sobre o desenvolvimento econômico dos municípios mato-grossenses, poucos temas são tão polêmicos e impactantes quanto a Moratória da Soja. Esse pacto, assumido por grandes multinacionais de grãos, compromete-se a não comprar soja de áreas desmatadas no Bioma Amazônico (que incluem territórios do Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima, e parte do território do Maranhão, Mato Grosso, Rondônia e Tocantins) após julho de 2008, ignorando mesmo aquelas áreas onde o desmatamento foi legalizado pelo Código Florestal. A intenção é nobre: combater o desmatamento. Contudo, o que se observa na prática é um efeito colateral nocivo: a estagnação econômica de diversos municípios de Mato Grosso.

Para Seu José, que acorda cedo todos os dias para trabalhar em sua lavoura, a moratória significa que, apesar de cumprir todas as exigências legais, ele não pode vender sua soja a muitos dos grandes compradores. Para a dona de casa, isso pode significar produtos mais caros no mercado. Já os comerciantes veem o risco de vendas em declínio e lucros reduzidos, enquanto trabalhadores industriais encaram uma possível desaceleração na produção e a diminuição de contratações, aumentando a insegurança. Esses são apenas alguns exemplos de como a moratória afeta a todos. A soja, símbolo de prosperidade, fica retida nos silos, aguardando um mercado que a moratória limita.

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A verdade é que muitos desses desmatamentos foram feitos legalmente, com autorização dos órgãos ambientais e em total conformidade com o Código Florestal, que permite o uso de até 20% da propriedade no bioma Amazônia para agricultura. Mas na prática, os produtores que seguiram a lei estão sendo penalizados. A moratória impõe uma restrição de mercado tão severa que deixa poucas opções além da manutenção da monocultura ou da pecuária de subsistência. Isso não apenas contraria o Código Florestal, mas também vai de desencontro à Política de Desenvolvimento do Estado de Mato Grosso, que busca a expansão e modernização das atividades econômicas.

De acordo com dados do Imea/INPE, a presença do Bioma Amazônia em Mato Grosso é bastante diversa, afetando os municípios de maneira diferente. Cidades com 100% de sua área no bioma, como Alta Floresta e Apiacás, podem ser os mais impactados. Isso pode limitar o desenvolvimento econômico desses municípios. Por outro lado, municípios com menor percentual do bioma, como Cáceres com apenas 6%, podem não sentir tanto o impacto dessas restrições. Ainda assim, há um efeito cascata: mesmo os municípios com menor cobertura do bioma podem sofrer consequências econômicas indiretas, como a diminuição do comércio e dos serviços relacionados ao agronegócio.

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É válido registrar que a Moratória da Soja, embora busque proteger a floresta, acaba por estagnar o desenvolvimento dos municípios. Ela cria uma divisão no campo econômico: regiões que tinham áreas abertas antes de 2008 prosperam, enquanto novas áreas permanecem estagnadas. Isso não só aumenta a desigualdade social e regional, mas também ameaça o direito de propriedade e o progresso econômico do nosso estado.

Devemos, portanto, questionar: é justo sacrificar o desenvolvimento de nossos municípios e a prosperidade de nossos agricultores em nome de um acordo que ultrapassa as determinações legais brasileiras? É tempo de reavaliar a Moratória da Soja, buscando um equilíbrio entre a preservação ambiental e o crescimento econômico. Afinal, o que desejamos é um Mato Grosso próspero, justo e sustentável para todos.

O diálogo entre produtores, entidades ambientais, municípios e o mercado precisa ser fortalecido, com a ciência e a tecnologia atuando como pontes para uma produção agrícola responsável e rentável. Seguiremos nessa discussão, defendendo os interesses das cidades mato-grossenses e buscando soluções que nos permitam avançar juntos.

 

Leonardo Bortolin
Prefeito de Primavera do Leste e Presidente eleito da AMM para o triênio 2024/2027

Fonte: Agronegócio

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MATO GROSSO

Festival Mundo dos Vinhos une cultura e gastronomia em Cuiabá neste sábado (18)

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Quem gosta de vinho e quer aproveitar o clima ameno, com dias mais frescos em Cuiabá, pode aproveitar uma programação diferente neste sábado (18/07). O Festival Mundo dos Vinhos será realizado no Fort Atacadista Chapada, na Rod. Emanuel Pinheiro, das 11h às 19h, com entrada gratuita e uma proposta que reúne degustação, harmonização e atrações culturais.

A programação inclui vinhos de diferentes origens, com rótulos do Uruguai, Chile, África do Sul, Argentina, Portugal, Espanha, França e Itália, além de opções nacionais. O público também poderá experimentar queijos, embutidos e massas, harmonizados em uma experiência pensada para valorizar combinações de sabores e apresentar a variedade disponível na Adega Fort.

Além da parte gastronômica, terá apresentação musical com saxofone durante o evento. A proposta é unir degustação e convivência em um ambiente voltado ao público que busca conhecer novos rótulos.

Segundo o sommelier do Grupo Pereira, Charles de Carvalho, o festival é uma oportunidade para ampliar o contato do público com o universo dos vinhos e criar momentos de integração. “É uma oportunidade perfeita para conhecer novos sabores e aproveitar bons momentos”, completa.

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Depois da edição em Cuiabá, o evento terá etapas em Chapecó (SC), Caxias do Sul (RS) e Itajaí (SC).

*Sobre o Grupo Pereira*

Fundado em 1962, na cidade de Itajaí, em Santa Catarina, o Grupo Pereira completa 64 anos de história em 2026. Atualmente, conta com mais de 24 mil funcionários nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

O Grupo Pereira tem 193 unidades de negócio, incluindo 40 lojas da rede de supermercados Comper, 77 lojas do Fort Atacadista (atacarejo), 24 unidades do restaurante Trudy’s e uma steakhouse, 3 filiais do Atacado Bate Forte (atacadista de distribuição), 30 lojas SempreFort (varejo farmacêutico), um Broker – distribuidor oficial da Nestlé -, 5 agências de viagens, 2 postos de combustível e um Centro de Distribuição. Além disso, o Grupo Pereira completa seu ecossistema de soluções ao incluir o braço logístico Perlog e os serviços financeiros do Vuon, que inclui o private label Vuon Card, com mais de 1,6 milhão de cartões emitidos, além de gift cards, seguros e assistência odontológica.

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O Grupo Pereira é o primeiro varejista brasileiro a ser contemplado com o selo CAFE (Certified Age Friendly Employer), concedido pelo norte-americano Age Friendly Institute a empresas que promovem a contratação e retenção de funcionários 50+.

Serviço

Festival Mundo dos Vinhos
Data: 18 de julho (sábado)
Horário: 11h às 19h
Local: Fort Atacadista Chapada
Endereço: Rod. Emanuel Pinheiro, 375 – Jardim Ubirajara, em Cuiabá
Entrada: gratuita

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