MATO GROSSO
Polícia Civil deflagra Operação Pixuá para cumprimento de sete mandados judiciais
MATO GROSSO
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta sexta-feira (24.11), no município de Santa Terezinha (1.312 km a nordeste de Cuiabá), a Operação Pixuá, para cumprir sete mandados de busca e apreensão contra associações criminosas responsáveis por crimes de homicídios e tráfico de drogas na região.
A ação é realizada pela Delegacia de Santa Terezinha, com apoio das Delegacias da Regional de Vila Rica/Confresa.
Os mandados judiciais de busca e apreensão foram expedidos pelo juízo da Comarca de Vila Rica, após investigações da Delegacia de Santa Terezinha para apurar as ocorrências registradas no município.![]()
Foram apreendidas três armas de fogo (uma espingarda CBC calibre .28, uma espingarda Rossi calibre .32 e uma espingarda CBC calibre .22); além de 53 cartuchos de diferentes calibres; 80 munições de calibre .22, recipientes contendo apetrechos para recarga de cartuchos de arma de fogo como balotes de chumbo e pólvora, celulares, porções de maconha e crack, balança de precisão e quase R$ 900 em dinheiro.
Três pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de armas fogo. Outras duas pessoas foram conduzidas para esclarecimentos.
Conforme o delegado que coordenou as investigações, Bruno Borges, após intenso trabalho investigativo, os policiais civis coletaram elementos de provas de tráficos de drogas praticados pelos envolvidos, além de possível vinculação com homicídios ocorridos no município.
“Diante dos indícios e evidências, a Polícia Civil representou pelos mandados judicias a fim de aprofundar as investigações, os quais foram deferidos pelo Poder Judiciário”, destacou Bruno Borges.
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De posse dos materiais apreendidos, a Polícia Civil continuará as investigações para a conclusão dos inquéritos instaurados e indiciamentos dos suspeitos, assim garantir que sejam condenados pelos crimes que praticaram.
A ação com contou com a participação de 20 policiais civis e 7 viaturas, das Delegacias da Regional de Vila Rica/Confresa e Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf).
O nome Operação Pixuá faz alusão às ervas, drogas ilícitas e demais substâncias alucinógenas de péssima qualidade e proibidas, tanto para o comércio como para uso.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.
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