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Debatedores sugerem ação do poder público para preservar teatro histórico de Brasília

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Debatedores ouvidos nesta terça-feira (23) pela Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados sugeriram que o poder público assuma a gestão do teatro e da faculdade de artes Dulcina de Moraes, em Brasília, que passam por sérios problemas financeiros. De acordo com a deputada Erika Kokay (PT-DF), que solicitou o debate, há dívidas que não permitem a instituição obter financiamentos para reverter sua situação de crise.

Hoje, a instituição, criada pela atriz, diretora, produtora e professora Dulcina de Moraes é gerida pela Fundação Brasileira de Teatro (FBT), também criada por Dulcina. A faculdade oferece licenciatura em Artes Visuais e licenciatura e bacharelado em Artes Cênicas.

A presidente da Comissão de Cultura da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Veranne Magalhães, lembrou que a União já é o maior financiador da Fundação e sugeriu que o complexo se torne público. “Para facilitar inclusive essa questão das gestões, porque dessa forma o poder público vai ter um compromisso maior com a instituição”.

A deputada Erika Kokay acrescentou que chegou a ser considerado levar o patrimônio a leilão para o pagamento das dívidas. Mas a Justiça Federal decidiu por cancelá-lo. Ela explicou que o espaço da fundação, na região central de Brasília é cobiçado, também, pela especulação imobiliária.

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“É preciso construir uma grande corrente cidadão para impedir que a especulação imobiliária fique pisoteando os espaços que devem ser públicos aqui no DF”, ponderou.

A deputada informou que, devido a essa situação, o patrimônio seria leiloado para o pagamento das dívidas. Mas a Justiça Federal decidiu cancelar o leilão. “O cancelamento inesperado foi motivo de alívio para a classe artística, mas a luta está longe de terminar”, afirmou.

O secretário de Cultura do Distrito Federal, Cláudio Abrantes, disse que o governo do Distrito Federal já está buscando soluções para o espaço, e apontou como opção, uma parceria da FBT com a recém-inaugurada Universidade do Distrito Federal.

Da Redação – RL

Fonte: Câmara dos Deputados

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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