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MT tem a segurança pública mais digital do país após investimento em radiocomunicação

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Rede criptografada garante que a frequência não seja copiada por organizações criminosas

A Rede Digital de Radiocomunicação da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), em Mato Grosso, foi implantada nos 142 municípios do estado e mais 28 distritos, com investimento de mais de R$ 90 milhões. A ferramenta coloca o estado como o mais digital do país, proporcional à extensão territoral.

Nesta segunda-feira (27.11), o governador Mauro Mendes testou o rádio digital e entrou em contato com policiais em atividade nas cidades de Alta Floresta e Guarantã do Norte, a cerca de 750 quilômetros de Cuiabá. Junto com o secretário de Segurança Pública (Sesp), César Roveri, ele também descerrou a placa inaugurando o sistema de radiocomunicação em Mato Grosso.

“Começamos esse grande investimento em 2021 e estou muito feliz porque estamos coroando aquilo que é resultado do trabalho de todos. Todos participaram, contribuíram, cada um do seu modo, no seu momento, e é por isso que a gente vive essa boa fase em Mato Grosso”, afirmou o governador.

O Governo do Estado adquiriu 4,5 mil terminais digitais, 256 Estações Rádio Base (ERB), 44 rádios fixo, 4.042 rádios portáteis, torres, controladores de sites (SIS), consoles para despacho, mochilas transportáveis, entre outras ferramentas tecnológicas, além do veículo móvel para auxiliar as forças de segurança nas operações de buscas a criminosos em regiões de difícil acesso.

O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, citou que a Secretaria de Segurança Pública é a que tem o maior orçamento do Governo do Estado, o que demonstra a atenção do Governo para com a Segurança Pública.

“Tudo isso só está sendo possível porque esse Governo recuperou a capacidade de investimento. Todos sabem da dificuldade que era de fazer investimento e até mesmo custear operações antes do início desde Governo. Portanto, talvez esse tenha sido o maior legado que Governo vai deixar para o estado de Mato Grosso, vai ter recuperado essa capacidade de investimento e preservar essa capacidade é um exercício duro e que devemos todos participar todos os dias”, declarou.

A rede digital é segura e criptografada, garantindo que a frequência não seja copiada por organizações criminosas. A nova ferramenta abrange a Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, agradeceu o empenho do governador Mauro Mendes em investir na segurança de Mato Grosso em diversas áreas como tecnologia, videomonitoramento e contra invasões de terras. O gestor também enfatizou a integração entre as forças de segurança.

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“A Segurança Pública tem que ter a tecnologia na mão e nós temos isso, tanto na comunicação, quanto no Vigia Mais MT, e através das nossas instituições temos esse controle de tolerância zero em todos programas da Segurança Pública. Só tenho a agradecer a todas as instituições parceiras, dirigentes, toda Segurança Pública como um todo e agradecer o governador Mauro Mendes pela confiança e os investimentos feitos desde o primeiro mandato que tem sido fortalecido agora”, disse.

A implantação ocorreu em quatro fases, sendo a primeira nas regionais de Cuiabá e Várzea Grande. Na sequência a Sesp trabalhou na faixa de fronteira, nas cidades de Cáceres e Pontes e Lacerda, e seguiu para expansão da tecnologia nas regionais de Sinop, Rondonópolis, Barra do Garças, Tangará da Serra, Primavera do Leste e Nova Mutum.

A conclusão ocorreu neste mês, nas regionais de Juína, Alta Floresta, Vila Rica, Água Boa e Guarantã do Norte. Neste período, mais de 4 mil servidores foram capacitados para operar a tecnologia e mais de 9,1 milhões de chamadas foram atendidas pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).

O secretário-adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Fernando Carneiro, lembrou os anos de trabalho no interior do estado e destacou o empenho dos servidores públicos no desenvolvimento da ferramenta, a partir dos recursos disponibilizados pelo Governo do Estado.

“Temos uma equipe que pensa em fazer o extraordinário e levar esse estado a ser mais eficiente e entregar para a população mato-grossense aquilo que ela não viu ainda, uma qualidade de prestação de serviço com excelência para que a população realmente se sinta segura e sinta que estamos utilizando aqueles equipamentos de ponta com qualidade, eficiência, com segurança”.

O secretário-adjunto de Administração Penitenciária, Jean Gonçalves, agradeceu o governador pela atenção dada ao Sistema Penitenciário, que hoje conta com todas as suas 41 unidades de Mato Grosso equipadas com os rádios digitais.

“Eu gostaria de agradecer pela visão que o governador teve de lembrar que o Sistema Penitenciário de Segurança Pública, outros gestores não tinham essa visão e o senhor prontamente teve essa visão e promoveu vários investimentos nas penitenciárias do estado de Mato Grosso. Não tínhamos segurança de fazer uma chamada de rádio na unidade prisional e com essa tecnologia, o policial penal tem plena segurança para fazer as suas comunicações e não ficar monitorado por ninguém foram do Sistema Penitenciário. Todas unidades penais do estado foram contempladas com essa tecnologia”.

O diretor-geral da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Rubens Sadao Okada, destacou os mais de R$ 50 milhões de investimentos durante a atual gestão, fora as despesas de custeio.

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“A Politec não sabia o que era investimento de R$ 1 milhão por ano. E agora tivemos R$ 50 milhões em cinco a anos, é R$ 10 milhões por ano se for divido. É um investimento na Politec significativo e vamos começar a colher os frutos, não só na capital, mas também no interior. Houve investimento na área balística, foram mais de R$ 15 milhões de investimentos em equipamentos, estamos integrados com o DNA balístico e conseguimos confrontar se uma arma foi usada em outro estado e aqui em Mato Grosso. Temos esse sistema, que é um dos mais modernos, utilizado pelo FBI (Federal Bureau of Investigation)”, enfatizou.

O comandante-geral da PM, coronel Alexandre Corrêa Mendes, afirmou que, quando se investe em comunicação, se investe na sociedade mato-grossense. “Quando a vítima aciona o 190, ela precisa de um suporte rápido, é porque está precisando de ajuda da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, seja de outra instituição”.

O deputado federal coronel Assis, que foi comandante-geral da Polícia Militar, contou o sonho da Segurança Pública em ter a ferramenta digital.

“Só quem esteve nessa Secretaria desde o início desse sonho do rádio digital sabe o que é essa entrega no dia de hoje. Vivi quase 30 anos na Segurança Pública, operei na fronteira, no interior do estado, a gente sabe o quão dificultoso é você ter a falta de comunicação. Hoje nós viramos a chave dessa história. E hoje o Governo do Estado está deixando um legado para a Segurança Pública que irá ficar para gerações. O que foi pensando, foi pensado para o futuro”, afirmou.

Conforme o assessor técnico do Ciosp, tenente do Corpo de Bombeiros, Leandro Alves, a Rede Digital de Radiocomunicação trabalha com monitoramento em tempo real para evitar possíveis quedas no sinal. “Hoje temos o monitoramento de toda rede. Antes de acontecer algum problema que pode fazer o sinal cair, conseguimos identificar e enviar uma equipe técnica antes mesmo de uma falha total. Graças ao trabalho do governador Mauro Mendes, hoje temos registrados cerca de 42 mil chamadas por mês e cerca de 10 milhões desde a implantação em 2021”, explicou.

O evento contou ainda com a presença da secretário-adjunto da Sesp, Héverton Mourret; superintendente do Ciosp, delegado Cláudio Alvarez Santana; deputada federal Gisela Simona; deputada federal coronel Fernanda; delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, comandante-geral do Corpo de Bombeiros, e coronel BM Alessandro Borges, entre outras autoridades.

 

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Especialista alerta: falta de diálogo sobre dinheiro pode comprometer a saúde financeira e até o futuro dos relacionamentos

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Quando o assunto é relacionamento, muitos casais conversam sobre casamento, filhos, carreira e planos para o futuro. No entanto, uma das pautas mais importantes para a construção de uma vida a dois ainda costuma ser deixada de lado: o dinheiro.

Questões relacionadas a orçamento doméstico, dívidas, investimentos e metas financeiras frequentemente se tornam fontes de conflitos quando não são discutidas de forma transparente. Especialistas apontam que a falta de diálogo sobre finanças está entre os fatores que mais geram desgaste emocional e tensão dentro dos relacionamentos.

Para a professora de Ciências Contábeis Maria Clara Martins, o problema vai além da simples organização financeira.

“Muitos casais evitam conversar sobre finanças. Isso acontece porque culturalmente associamos dinheiro a poder pessoal. Isso pode resultar em um dos parceiros esconder gastos, dívidas e receitas do outro — o que chamamos de infidelidade financeira. Situações como essa podem adicionar estresse constante e, muitas das vezes, são a razão para separações”, explica Maria Clara, da Faculdade Serra Dourada de Lorena.

Os erros financeiros mais comuns entre casais

Segundo a docente, a ausência de um planejamento financeiro compartilhado costuma levar a erros que poderiam ser evitados com uma simples conversa periódica sobre o orçamento familiar.

Entre os problemas mais frequentes está a inexistência de uma reserva de emergência para o casal. Sem esse recurso, situações inesperadas como desemprego, problemas de saúde ou despesas urgentes podem comprometer significativamente a estabilidade financeira da família.

Outro ponto de atenção são os gastos duplicados. A falta de alinhamento pode fazer com que ambos mantenham assinaturas, serviços ou despesas semelhantes sem necessidade, aumentando os custos mensais sem que percebam.

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Além disso, quando cada parceiro possui expectativas diferentes para o presente e para o futuro, surgem conflitos relacionados às prioridades financeiras.

“É importante ambos serem sinceros com seus planos para o agora e para o futuro e alinharem as expectativas. Quando existe clareza sobre os objetivos, as decisões financeiras passam a fazer mais sentido para os dois”, destaca.

Transformando dinheiro em ferramenta para realizar sonhos

Embora o tema ainda seja considerado delicado para muitas pessoas, a especialista defende que falar sobre dinheiro pode se tornar um hábito positivo e até motivador.

“Quando o dinheiro vira um instrumento para realizar sonhos juntos, a conversa deixa de ser chata e vira motivadora. Por isso, conversem sobre dinheiro pelo menos uma vez por mês, coloquem como um compromisso na agenda. Não é para brigar, é para comemorar as pequenas conquistas e continuar planejando”, orienta Martins.

Ela recomenda que o casal escolha uma ferramenta de controle financeiro que funcione para ambos, seja uma planilha, aplicativo ou planner. O importante é conseguir visualizar de forma clara quanto dinheiro entra e para onde ele está sendo direcionado.

Outra estratégia é estabelecer metas compartilhadas em diferentes horizontes de tempo:

Curto prazo: viagens, lazer e experiências;
Médio prazo: aquisição de veículo, reformas ou mudanças de residência;
Longo prazo: aposentadoria, educação dos filhos e independência financeira.

“Estudar sobre juros compostos e conhecer opções de investimentos também ajuda o casal a construir patrimônio de forma mais eficiente ao longo dos anos”, acrescenta.

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Conta conjunta ou separada? Especialista explica qual modelo funciona melhor

Uma dúvida comum entre casais diz respeito à administração das contas bancárias. Afinal, é melhor manter tudo separado ou centralizar as finanças?

De acordo com a especialista, não existe uma fórmula única. “Não existe modelo certo ou errado. O mais importante é que a escolha esteja alinhada ao perfil, à rotina e aos objetivos do casal.”

Ela explica que contas totalmente separadas costumam funcionar bem para quem valoriza autonomia financeira, mas podem dificultar a visualização do patrimônio construído em conjunto. Já a conta conjunta oferece maior integração, embora possa gerar conflitos quando os hábitos de consumo são muito diferentes.

Por isso, o modelo híbrido tem ganhado espaço entre especialistas e casais. “O modelo híbrido costuma ser o mais recomendado porque une organização e autonomia. Uma conta pode ser destinada às despesas da casa e às metas compartilhadas, enquanto cada pessoa mantém sua conta individual para gastos pessoais”, ressalta.

Construindo o futuro juntos

Mais do que controlar gastos ou dividir contas, o planejamento financeiro a dois representa uma ferramenta para fortalecer a parceria e construir objetivos em comum.

Em um momento em que o Dia dos Namorados convida casais a refletirem sobre o futuro, a especialista reforça que falar sobre dinheiro é também uma forma de demonstrar confiança, compromisso e responsabilidade.

“Planejar finanças a dois não é sobre controlar o outro. É sobre alinhar sonhos. Quando o casal aprende a falar sobre dinheiro, está, na verdade, desenhando o futuro que quer construir junto”, conclui Maria Clara Martins.

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