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Em visita à ALMT, presidente da Câmara de Comércio Índia-Brasil discute parceria

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O presidente da Câmara de Comércio Índia-Brasil, Leonardo Ananda Gomes, que visita Mato Grosso com o objetivo de estreitar as relações comerciais entre o Estado e o país asiático foi recebido pelo presidente do Parlamento estadual, Eduardo Botelho (União). Os principais temas debatidos foram o potencial mato-grossense enquanto produtor de alimentos e parcerias para criação de indústrias.

“A Índia tem a maior população do mundo e tem muita demanda por alimentos e Mato Grosso é referência mundial na produção de alimentos. Então o que nós viemos fazer aqui é trabalhar para viabilizar o fortalecimento dessa relação”, afirmou Ananda.

O presidente da Câmara de Comércio Índia-Brasil explicou que Mato Grosso é o quarto Estado em termos de exportação para a Índia. Os principais produtos negociados são ouro, gergelim e óleo de soja. Em importação, é o décimo segundo Estado. “O interesse da câmara agora é trabalhar na atração de investimento. Nós acreditamos que Mato Grosso tem um ecossistema muito favorável para recepcionar novos investimentos indianos e com isso gerar mais negócios”, afirmou.

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Para Eduardo Botelho, a iniciativa é uma oportunidade importante de fortalecer essa relação, que deve gerar novas oportunidades para a venda dos alimentos produzidos em Mato Grosso. “Uma das principais lutas da Assembleia Legislativa é verticalizar algumas produções com a criação de indústrias para aprimoramento das matérias-primas já produzidas no Estado. E no encontro de hoje discutimos a possibilidade de parceria para instalação de indústrias para produção de óleo de soja”, defendeu o presidente da Casa de Leis.

Botelho destacou ainda que o Estado vem investindo na modernização do sistema de transporte com a construção da ferrovia que vai passar por 16 municípios mato-grossenses, garantindo conexão com a malha ferroviária nacional e o porto de Santos. “Estamos mostrando que a ferrovia está chegando e vai facilitar muito o escoamento dos produtos do Estado”, defendeu Botelho. “Além disso, temos energia, mão de obra e insumos. Então o Estado tem todas as condições de ser esse grande produtor industrial que vai agregar ainda mais valor à nossa agricultura”, afirmou.

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A visita ao Estado é um encaminhamento às tratativas, com foco no setor econômico, apresentadas pela comitiva mato-grossense quando em visita à Índia dezembro do ano passado.

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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