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Circuito Empreenda Mais capacita micros e pequenos empresários e interessados em montar o próprio negócio

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O Circuito Empreenda Mais CDL e Sedec, fruto de parceria da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico com a Câmara dos Dirigentes Lojistas, capacitou mais de 60 pessoas nos municípios de Juína e Juara, do dia 29 de janeiro a 02 de fevereiro. A Desenvolve MT participou, também, a convite da Sedec levando conhecimento sobre os créditos disponíveis na agência de fomento.

O circuito busca qualificar donos de negócios já existentes, auxiliar tanto micros e pequenos empresários quanto quem deseja empreender a tirar a ideia de negócio do papel e transformá-la em realidade, de forma gratuita.

As irmãs Aline Mineo e Daiane Mineo, de 40 anos e 36 anos, respectivamente, proprietárias da loja recém-aberta Aquelas, Aromas e Essências, afirmaram que a capacitação veio para mudar a empresa familiar e agregar conhecimento.

“O curso veio para mudar a nossa vida e agora sabemos aonde queremos ir, a gente tem nosso objetivo, já foi traçado. Todos os dias temos que aprender, eu precisava entender o que estava acontecendo no mercado, de como trabalhar com meu produto, trabalhar o preço, o que ocorre nos dias atuais. Entendemos que precisamos estabelecer processos e fluxos. Além disso, a palestra do Desenvolve MT foi esclarecedora, é bom sabermos que temos essa possibilidade, o que para nós será maravilhoso, poderemos investir nas nossas essências que são de qualidade e expandir”, pontuaram as irmãs.

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Já para Renata Costa de Souza, de 37 anos, a Re Diarista, o Circuito Empreenda Mais foi um presente que abriu portas e a motivou abrir o seu primeiro CNPJ.

“Não é fácil correr atrás dos nossos sonhos, mas eu me esforcei todos os dias me dedicando ao máximo para entregar o melhor resultado para o meu cliente. Foram quatro anos de muito trabalho, procurando cursos, fazendo investimentos, de luta. O Circuito Empreenda Mais foi de suma importância nessa caminhada que estou trilhando, eu abri o meu primeiro CNPJ, aprendi questões burocráticas, agora vou saber cobrar o meu preço, saio com a logo da minha empresa. Eu me sinto presenteada com essa capacitação, agora preciso colocar tudo em prática, tudo que a Re Diarista aprendeu, para alavancar minha empresa com segurança e conhecimento”, disse Renata.

Parceria

O convênio entre a Sedec e a CDL foi assinado no fim de 2023 e prevê a capacitação de cerca de 4 mil pessoas, em 74 turmas, distribuídas em 55 municípios ao longo de 2024. Esta é a segunda edição do projeto. Em janeiro de 2023 foram realizadas 10 capacitações, atendendo a 375 pessoas.

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“O Circuito Empreenda Mais CDL e Sedec é uma inciativa do Estado apoia o pequeno empreendedor com um projeto que capacita e acompanha a população, de forma gratuita, visando a geração de emprego, desenvolvimento econômico e oportunidades para todos. Queremos melhorar a qualidade de vida da população”, disse o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.

O secretário adjunto de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Paulo Leite, explica que o Circuito Empreendedor é uma porta de entrada para aqueles que buscam deixar de ser empregados e uma oportunidade àqueles que querem sair da informalidade ou expandir seu negócio.

“As pessoas mais simples, que têm menos informação, muitas vezes desconhece a legislação brasileira que dá uma grande vantagem competitiva para o pequeno empreendedor. Ele não tem imposto, não tem carga tributária alta. É interessante para que a pessoa saia da informalidade e tenha condição de emitir nota fiscal para quem o está contratando. O Circuito Empreenda Mais é uma porta de entrada e uma oportunidade que é fornecida pelo Governo do Estado”, explicou.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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