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Israel boicota negociações de cessar-fogo no Cairo

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MUNDO

Israel boicotou as negociações de cessar-fogo em Gaza, no Cairo, neste domingo (3), depois que o Hamas rejeitou a exigência de entregar uma lista completa com os nomes dos reféns que ainda estão vivos em poder do grupo, publicou um jornal israelense.

Uma delegação do Hamas chegou ao Cairo para as negociações, anunciadas como um possível obstáculo final antes de um acordo que interromperia os combates por seis semanas. Mas até o início da noite não havia sinal dos israelenses.

“Não há nenhuma delegação israelense no Cairo”, disse Ynet, a versão online do jornal israelense Yedioth Ahronoth, citando autoridades israelenses não identificadas. “O Hamas se recusa a dar respostas claras e, portanto, não há razão para enviar a delegação israelense”.

Washington tem insistido que o acordo de cessar-fogo está próximo e deve estar em vigor a tempo de interromper os combates até o início do Ramadã, daqui a uma semana. Mas ambos os lados deram poucos sinais em público de que estão flexibilizando exigências anteriores.

Após a chegada da delegação do Hamas, uma autoridade palestina disse à Reuters que o acordo “ainda não foi fechado”. Do lado israelense, não houve nenhum comentário oficial.

Uma fonte informada sobre as negociações havia dito no sábado (2) que Israel poderia ficar longe do Cairo, a menos que o Hamas apresentasse primeiro a lista completa de reféns que ainda estão vivos. Uma fonte palestina disse à Reuters que o Hamas rejeita essa exigência.

Em negociações anteriores, o Hamas procurou evitar discutir o bem-estar de reféns individuais até que os termos para sua libertação fossem estabelecidos.

Uma autoridade dos EUA disse a jornalistas no sábado que “o caminho para um cessar-fogo agora, literalmente, a esta hora, é simples. E há um acordo sobre a mesa. Há uma estrutura de acordo.” 

Israel concordou com a estrutura e agora cabe ao Hamas responder, disse a autoridade dos EUA.

Um acordo traria a primeira trégua prolongada da guerra, que já dura 5 meses, com apenas uma pausa de uma semana em novembro. Dezenas de reféns mantidos pelos militantes seriam libertados em troca de centenas de presos palestinos.

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A ajuda seria aumentada para os habitantes de Gaza, que estão famintos. Os combates cessariam a tempo de impedir um grande ataque israelense planejado contra Rafah, onde mais da metade dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza está encurralada contra a cerca da fronteira sul do  território com o Egito. As forças israelenses se retirariam de algumas áreas e permitiriam que os habitantes de Gaza voltassem para suas casas.

Mas a proposta parece não atender à principal exigência do Hamas de um fim permanente da guerra, além de deixar sem solução o destino de mais da metade dos mais de 100 reféns restantes – incluindo homens israelenses não cobertos pelos termos de libertação de mulheres, crianças, idosos e feridos.

Os mediadores egípcios sugeriram que essas questões poderiam ser deixadas de lado por enquanto, com a garantia de resolvê-las em etapas posteriores. Uma fonte do Hamas disse à Reuters que os militantes ainda estavam esperando por um “pacote de acordos”.

Ataque aéreo

Em um necrotério do lado de fora de um hospital de Rafah, na manhã de domingo, mulheres choravam e lamentavam ao lado de fileiras de corpos da família Abu Anza, 14 dos quais foram mortos em sua casa em um ataque aéreo de Israel durante a noite. Os parentes abriram um saco plástico preto para beijar o rosto de uma estudante morta, usando um moletom rasgado e um pijama de unicórnio rosa.

Mais tarde, os corpos foram levados para um cemitério e enterrados, incluindo dois bebês gêmeos, um menino e uma menina.

“Meu coração se foi”, lamentou a mãe deles, Rania Abu Anza, que também perdeu o marido no ataque de Israel. “Eu não tive tempo suficiente com eles.”

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As autoridades de Gaza disseram que pelo menos oito pessoas foram mortas neste domingo, quando um caminhão que transportava ajuda alimentar de uma instituição de caridade do Kuwait foi atingido por um ataque aéreo. Não houve nenhum comentário israelense imediato.

A guerra foi desencadeada em outubro, depois que combatentes do Hamas invadiram cidades israelenses, matando 1.200 pessoas e capturando 253 reféns, de acordo com Israel. Desde então, as forças israelenses mataram mais de 30 mil palestinos, de acordo com as autoridades de saúde de Gaza, com milhares de outros mortos que se teme não terem sido encontrados sob os escombros dos incessantes bombardeios.

Grandes porções da Faixa de Gaza foram reduzidas a escombros, quase toda a população ficou desabrigada e as Nações Unidas estimam que um quarto dos habitantes de Gaza está faminta.

Os moradores de Gaza descreveram um pesado bombardeio durante a noite em Khan Younis, a principal cidade do sul do território, ao norte de Rafah. Mais ao norte, onde a ajuda já não chega, as autoridades de saúde de Gaza disseram que 15 crianças já morreram de desnutrição ou desidratação dentro do hospital Kamal Adwan, onde não há energia para a unidade de tratamento intensivo. A equipe teme pela vida de mais seis crianças no local.

Os Estados Unidos, grande aliado de Israel, lançou 38 mil refeições em Gaza no sábado a partir de aviões militares, embora as agências de ajuda humanitária digam que isso foi apenas o suficiente para ter um impacto marginal, dada a escala da necessidade.

Os últimos dias que antecederam a trégua esperada foram excepcionalmente sangrentos, com as negociações ofuscadas na semana passada pela morte de 118 pessoas perto de um comboio que tentava entregar alimentos à população.

Fonte: EBC Internacional

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GERAL

Trump assina tarifa de 50 % sobre todas as importações de produtos brasileiros para os Estados Unidos: confira como isso afeta o Brasil

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto que impõe tarifa de 50% sobre todas as importações de produtos brasileiros que entram no território americano. A medida entra em vigor no dia 1º de agosto e já causa forte reação entre produtores, exportadores e autoridades brasileiras.

A nova tarifa, que dobra o custo para empresas americanas que compram produtos brasileiros, representa uma mudança radical nas relações comerciais entre os dois países. Antes da medida, a maior parte desses produtos era taxada em cerca de 10%, dependendo do setor.

O que é essa tarifa e como funciona?

A tarifa anunciada por Trump não afeta compras feitas por consumidores brasileiros, nem produtos adquiridos por sites internacionais. Ela vale exclusivamente para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, ou seja, aqueles enviados por empresas do Brasil para serem vendidos no mercado americano.

Isso significa que, se uma empresa brasileira exporta carne, café, suco ou qualquer outro item, ele chegará aos EUA com 50% de imposto adicional cobrado pelo governo americano.

Exemplo simples: 

Para entender como isso afeta na prática, veja o exemplo abaixo:

  • Imagine que você é um produtor de suco no Brasil e exporta seu produto aos EUA por R$100 por litro.

  • Antes da tarifa, o importador americano pagava esse valor e revendia com lucro no mercado local.

  • Com a nova medida, o governo dos EUA aplica 50% de tarifa. Ou seja, seu suco agora custa R$150 para o importador.

  • Esse aumento torna o produto muito mais caro nos EUA, podendo chegar ao consumidor final por R$180 ou mais.

  • Resultado: o importador pode desistir de comprar de você e buscar outro fornecedor — como México, Colômbia ou Argentina — que não sofre com essa tarifa.

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Como isso afeta o Brasil?

A imposição dessa tarifa tem impactos diretos e sérios para a economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria de exportação. Veja os principais efeitos:

  • Queda na competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

  • Quebra ou renegociação de contratos internacionais já assinados.

  • Perda de mercado para concorrentes de outros países.

  • Redução nas exportações, com consequências econômicas e sociais no Brasil (queda de faturamento, demissões, retração de investimentos).

  • Pressão sobre o governo brasileiro para reagir com medidas diplomáticas ou tarifas de retaliação.

 

Quais produtos serão mais afetados?

A medida de Trump atinge todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, mas os setores mais atingidos devem ser:

  • Carnes bovina, suína e de frango

  • Café

  • Suco de laranja

  • Soja e derivados

  • Minério de ferro e aço

  • Aeronaves e peças da Embraer

  • Cosméticos e produtos farmacêuticos

  • Celulose, madeira e papel

Brasil pode retaliar?

O governo brasileiro já sinalizou que poderá aplicar medidas de retaliação com base na Lei de Reciprocidade Comercial, aprovada neste ano. A ideia é aplicar tarifas semelhantes sobre produtos americanos exportados ao Brasil, mas isso depende de negociações diplomáticas e análise de impacto.

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E o consumidor brasileiro, será afetado?

Neste primeiro momento, não. A medida de Trump não se aplica a compras feitas por brasileiros em sites estrangeiros, nem muda os impostos cobrados sobre importações pessoais.

O impacto é sobre o mercado exportador brasileiro, que depende das compras feitas por empresas americanas. No médio e longo prazo, porém, se os exportadores perderem espaço nos EUA e tiverem que vender mais no Brasil, os preços internos podem oscilar, tanto para baixo (excesso de oferta) quanto para cima (reajustes para compensar perdas).

A tarifa de 50% imposta por Trump é uma medida com alto potencial de desequilibrar o comércio entre Brasil e Estados Unidos. Empresas brasileiras correm o risco de perder contratos, mercado e receita. A decisão política tem impacto direto na economia real — do produtor de suco ao exportador de carne.

O governo brasileiro já avalia uma resposta, enquanto produtores tentam entender como seguir competitivos em um cenário que muda de forma drástica.

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Os dados que embasam a iniciativa fazem parte de uma parceria da Itaipava com o Instituto Locomotiva e evidenciam a dimensão do problema: 79% das brasileiras afirmam temer sofrer assédio no Carnaval e 5 em cada 10 mulheres já passaram por situações de assédio durante a festa. As informações integram as peças da campanha de Carnaval da marca e reforçam a urgência do tema, validando seu compromisso social ao integrar o “Não Se Cale”, pacto assinado pelo Grupo Petrópolis no lançamento do movimento, em 2024. “Nós entendemos que o Carnaval é um momento de celebração, mas também de responsabilidade. Com esta iniciativa, queremos ser pioneiros em uma mudança de comportamento que pode e deve ser abraçada por todo o setor. Transformar o aviso legal em um alerta contra o assédio é um passo simbólico, mas de grande impacto”, afirma Giulia Faria, Co-CEO do Grupo Petrópolis. “A parceria entre Itaipava, WMcCANN e Instituto Locomotiva nasce do compromisso de usar a comunicação para tornar visíveis verdades que não podem mais ser ignoradas. O posicionamento da WMcCANN, baseado em verdades bem contadas, está diretamente ligado à responsabilidade cultural. Ao realizar uma ação sustentada por dados, a comunicação cumpre seu papel de provocar reflexão, influenciar a cultura para transformar comportamentos e contribuir para um ambiente mais seguro para as mulheres”, comenta Ranata Bokel, CEO da WMcCANN. Para Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, os dados da pesquisa revelam um cenário preocupante e reforçam como o assédio ainda faz parte da realidade de muitas mulheres durante o Carnaval. “Ao divulgar esses dados, buscamos não só amplificar o debate público sobre o tema, mas também chamar à reflexão quem está pulando o Carnaval. O assédio não é uma questão individual de uma ou outra mulher, é um problema social que precisamos enfrentar de forma coletiva, como sociedade”, explica. A ação se desdobra em uma estratégia de comunicação integrada que leva a mensagem para as ruas, redes sociais e plataformas digitais. O movimento inclui a aplicação da nova assinatura na veiculação de filme, peças em DOOH e materiais promocionais, com ampla presença em regiões de alta concentração de blocos e festividades carnavalescas. A estratégia busca amplitude e mobilização, incentivando o engajamento de parceiros e consumidores para que a mensagem se perpetue além do Carnaval. Pacto Ninguém se Cala O Grupo Petrópolis foi a primeira grande empresa do setor cervejeiro a assinar o Pacto Ninguém Se Cala, iniciativa do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público do Trabalho de combate ao assédio e à violência contra a mulher. Entre as ações adotadas, a empresa tem conscientizado clientes, fornecedores, promotores de eventos e colaboradores a respeito do tema, dentro da estratégia do seu programa de consumo consciente, o Saber Beber. A inclusão do alerta “Nunca Assedie” no aviso legal das embalagens de cerveja é mais uma ação adotada nesse sentido. SOBRE A ITAIPAVA – Criada em Petrópolis (RJ), Itaipava conquistou o consumidor brasileiro ao longo dos anos e, hoje, é uma das cervejas mais consumidas no país. A família Itaipava conta com diferentes tipos para todos os gostos e ocasiões: Itaipava Pilsen, Itaipava Premium, Itaipava Go Draft, Itaipava 100% Malte, Itaipava Malzbier, Itaipava Chopp e Itaipava Zero Álcool. Conheça o site: http://www.cervejaitaipava.com.br – @itaipava SOBRE O GRUPO PETRÓPOLIS – O Grupo Petrópolis é a única grande empresa do setor cervejeiro com capital 100% nacional. Produz as marcas de cerveja Itaipava, Petra, Black Princess, Cacildis, Cabaré, Weltenburger, Crystal e Lokal; a cachaça Cabaré; a vodca Nordka; as bebidas mistas Fest Drinks, Cabaré Ice, Crystal Ice e Blue Spirit Ice; o energético TNT Energy; os refrigerantes It! e a Tônica Petra; a bebida esportiva TNT Sport Drink; e a água mineral Petra. O Grupo possui oito fábricas em seis estados e mais de 130 Centros de Distribuição em todo o País, sendo responsável pela geração de mais de 22 mil empregos diretos. Em 2017, o Grupo criou o programa de consumo consciente Saber Beber, que orienta consumidores sobre o consumo responsável de bebidas alcoólicas. Saiba mais em www.grupopetropolis.com.br e no perfil @grupo.petropolis nas redes sociais.

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