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Exposição itinerante de fotografia homenageia agricultoras familiares

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Mostrar a beleza da mulher no campo, valorizá-la na sua essência e evidenciar seu dia a dia é o resultado da amostra itinerante de fotografia “A beleza como realmente é – Mulheres do campo”, promovido pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) em parceria com a psicóloga e fotógrafa Camila Dourado Barros e a Secretaria de Agricultura de Pedra Preta.

A técnica da Empaer, Raquel de Matos Cazonatto, explica que o objetivo da iniciativa foi promover uma campanha em homenagem às mulheres rurais. “É importante trazer essas histórias das protagonistas da agricultura familiar. São quatro personagens que representam milhares de mulheres que não são vistas pela sociedade em geral. Observar na exposição as reações das agricultoras que se sentem incluídas evidencia que acertamos na ideia. Queremos valorizar essas mulheres que nos representam no campo”.

Durante o mês de março, a Empaer levará a exposição em quatro comunidades rurais do município. No cronograma, a primeira comunidade que a exposição visitou foi o Projeto de Assentamento Monte Azul, na quarta-feira (06). No sábado (09), a exposição será no Projeto de Assentamento São José Operário. No dia 13 será a vez do Vale do Prata e no dia 23, no 26 de Janeiro.

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Uma das modelos fotografadas foi a produtora Lucia Lopes de Oliveira, que vive com o marido e o filho na Comunidade Condomínio Rural. Ela conta que a experiência foi maravilhosa. Vaidosa e bem-humorada, disse que todos os dias se arruma para lidar com as vacas que cria na propriedade. “Somos produtores de leite, nem por isso, vou feia para o pasto. Aqui somos eu e meu marido que começamos a trabalhar antes das cinco da manhã. Já acordo dando de comer às 20 vacas e aos três bezerros que nasceram recentemente e estou sempre arrumada e maquiada”.

Foram fotografadas também a agricultora Débora de Oliveira Campos Souza, 41 anos, que produz maracujá e banana, além de hortaliças, avicultura de postura e panificação. Maria de Lourdes Oliveira Ferreira, 51 anos, na produção de leite e hortaliças e Aparecida Correia de Araújo, 59 anos, na hortaliças e legumes e na bovinocultura de corte.

Para a psicóloga e fotógrafa Camila Dourado Barros a experiência foi única e reveladora. Ela explica que seu objetivo era entender e retratar a vida dessas mulheres que vivem na zona rural. “Foi através de uma conversa que a ideia de montar uma exposição nasceu e abraçada pela equipe da Empaer”.

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Segundo Camila, o material produzido abriu seus horizontes e já está pensando em inscrever projetos para organizar uma exposição maior e pensada com mais tempo. “Em um dia e cerca de uma hora com cada produtora já gerou 130 registros e vídeos de depoimentos.Ter a oportunidade de ampliar com mais mulheres de outras regiões será um desafio que irei atrás”.

Fonte: Governo MT – MT

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Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões

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Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação

O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.

A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.

O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.

Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.

Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.

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Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.

“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.

Credores aprovam novo período de proteção

Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.

A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.

O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.

Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira

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Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.

Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.

Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.

“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.

Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.

A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.

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