MATO GROSSO
Curso de Tecnologia do Som e da Luz ofertado pela Seciteci encerra atividades com aulas práticas
MATO GROSSO
O curso “Tecnologia do Som e da Luz”, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Seciteci), concluiu suas atividades nesta segunda-feira (11.03), com aulas práticas. O evento ocorreu às 13h, na Sala Anderson Flores, do Cine Teatro Cuiabá, e também contou com a palestra “Motivação e Tecnologia nas Poéticas Contemporâneas”, da superintendente do Teatro Zulmira Canavarros, da Assembleia Legislativa, Dani Paula.
A qualificação, ofertada em parceria com o Instituto Brasil e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), recebeu a inscrição de mais de 700 alunos, distribuídos em turmas nos municípios de Barra do Bugres, Rondonópolis, Barra do Garças, Cáceres e em Cuiabá. Desse total, 265 profissionais já estão aptos para atuar no mercado de trabalho.
O curso tem como objetivo potencializar a formação de trabalhadores do setor cultural, visando atender a demanda crescente diante da abertura de diversos editais de fomento à cultura no Estado.
Durante os seis dias de aulas, com um total de 56 horas de duração, o curso ofereceu a oportunidade dos participantes desenvolverem habilidades para atuação nos setores mais dinâmicos da indústria cultural, que são o audiovisual, a música e o design.
“Esse curso teve uma importância enorme para o Estado, porque pudemos constatar uma grande procura de profissionais técnicos de som e luz em Mato Grosso. Com a formação, geramos novas oportunidades para Cuiabá e outras quatro cidades”, destacou a presidente do Instituto Brasil, Clair Velozo.
Conforme a diretora de produção do Instituto Brasil, Elaine Santos, Barra do Garças foi um dos municípios com alta demanda, com 78 alunos em sala de aula. “Diagnosticamos que, assim como em Barra do Garças, existe uma demanda muito grande no interior de Mato Grosso, e compreendemos que, se buscarmos atender somente o ramo mais popular do entretenimento, acabamos deixando uma parcela orfã, como as igrejas e escolas de balé, que também necessitam entender o mínimo que seja para dar conta do seu trabalho que muitas vezes não é tão visado”, observou a diretora.
A formação também contou com professores do Instituto de Artes e Técnicas em Comunicação (IATEC), e grandes nomes, como o professor Renato Muñoz, que já trabalhou com artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Elba Ramalho e Marisa Monte, e o mestre João Vicente, que atua há 24 anos no mercado como técnico de P.A. e monitor. Ele também é técnico de gravação, mixagem e masterização.
Durante a aula prática, os alunos estavam ansiosos para operar os equipamentos. Mariana Borealis é cantora, compositora, sonoplastia pela MT Escola de Teatro e foi uma das primeiras a participar.
“Tive a oportunidade de fazer esse curso que agregou muitos conhecimentos de parte técnica desse universo que é complexo, extenso, mas que através das aulas se transformou em uma experiência didática e prática, abrindo nossa mente e consciência para que a gente pudesse se inteirar cada vez mais”, afirmou.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Grupo Nova Fronteira aprova plano de recuperação judicial com passivo superior a R$ 600 milhões
Plano foi aprovado em todas as classes de credores e prevê financiamento DIP de R$ 13 milhões; credores também autorizaram novo período de proteção de 180 dias para apoiar a implementação da reestruturação
O Grupo Nova Fronteira teve seu Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em Assembleia Geral realizada nesta quarta-feira (26). A decisão representa um dos principais marcos do processo de reestruturação financeira do grupo, que reúne 112 credores e passivo superior a R$ 600 milhões.
A recuperação judicial, conduzida pela ERS Advocacia, envolveu negociações com credores de diferentes perfis, entre eles instituições financeiras públicas e privadas, cooperativas de crédito, fornecedores de insumos e equipamentos agrícolas e agentes financeiros.
O plano recebeu aprovação em todas as classes de credores. Nas classes Trabalhista e de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (ME/EPP), a adesão foi de 100%. Entre os credores com garantia real, o índice de aprovação alcançou 84,18%, enquanto na classe dos quirografários chegou a 66,62%.
Entre as medidas previstas está a contratação de um novo financiamento DIP (debtor-in-possession) de R$ 13 milhões, destinado ao reforço do capital de giro. A operação já foi aprovada pelo Banco BTG, instituição com a qual o Grupo manterá relacionamento comercial.
Embora houvesse autorização judicial para requerer nova suspensão da assembleia por até 60 dias, o avanço das negociações ao longo do próprio dia permitiu que credores e devedores prosseguissem para a votação, culminando na aprovação do plano.
Para Victor D’Elia, advogado responsável pela condução do processo, o resultado reflete a complexidade das negociações e a busca por uma solução capaz de conciliar a preservação da atividade econômica com os interesses dos credores.
“Esta foi uma das recuperações judiciais mais complexas em curso no Estado, não apenas pela dimensão do passivo, superior a R$ 600 milhões, mas principalmente pela natureza dos créditos, pelas garantias envolvidas e pela diversidade de credores. A aprovação em todas as classes demonstra que foi possível construir uma solução equilibrada, capaz de preservar a atividade do grupo e, ao mesmo tempo, considerar os interesses dos credores”, afirma D’Elia.
Credores aprovam novo período de proteção
Além do plano de recuperação, os credores aprovaram, por 73,01% dos créditos presentes e votantes, a concessão de um novo período de proteção de 180 dias.
A medida busca assegurar estabilidade durante a fase inicial de implementação do plano, preservando bens essenciais à atividade produtiva e evitando medidas expropriatórias que possam comprometer a operação e, consequentemente, a capacidade de cumprimento das obrigações assumidas na recuperação.
O resultado da assembleia também evidencia o papel cada vez mais relevante da negociação entre devedores e credores nos processos de recuperação judicial. Em reestruturações de maior complexidade, a construção de soluções consensuais tem se consolidado como instrumento central para compatibilizar a continuidade da atividade empresarial com a recuperação dos créditos.
Nova etapa para o Grupo Nova Fronteira
Com mais de quatro décadas de atuação no agronegócio, o Grupo teve o processamento de sua recuperação judicial deferido em dezembro de 2024 pelo juiz Márcio Guedes, da Vara Especializada de Cuiabá -MT. Na ocasião, o passivo declarado era de R$ 594,3 milhões.
Superada a etapa de deliberação dos credores, o processo entra agora em uma nova fase, voltada à implementação das condições negociadas, ao cumprimento das obrigações previstas no plano e à continuidade das atividades produtivas.
Para João Paulo Marquezam, CEO do Grupo Nova Fronteira, a aprovação representa também uma sinalização ao mercado sobre a continuidade das operações.
“A aprovação passa uma mensagem importante para o mercado: o Grupo Nova Fronteira continua firme na atividade e superou o estado de crise. Depois de um processo longo e de negociações complexas, começa agora uma nova fase, que exige disciplina para cumprir o que foi negociado, manter a produção e reconstruir a relação de confiança com credores, fornecedores e parceiros comerciais”, afirma.
Atualmente, o grupo possui 25 mil hectares de área própria, dos quais 6 mil hectares são destinados ao cultivo de soja, além de estrutura com capacidade para 40 mil animais, entre pastagens e confinamento.
A manutenção dessa estrutura produtiva será um dos principais pilares da nova etapa da reestruturação, ao sustentar a geração de caixa necessária para a continuidade das operações e o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação judicial.